Blog do Pediatra

Abandonar acompanhamento pediátrico pode comprometer a saúde das crianças
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Dr. Sylvio Renan

Abandonar o pediatra

Abandonar o acompanhamento pediátrico pode comprometer a saúde das crianças


Visto como exagero por muitos, a cada ano a área pediátrica vê aumentar o caso de pais que abrem mão das consultas periódicas e retornam aos consultórios quando seus filhos não apresentam uma boa saúde e são diagnosticados com doenças que poderiam ser evitadas ou tratadas a tempo, caso tivessem acompanhamento regular.

Para muitos pais é normal levar seguidamente seus filhos ao pediatra, principalmente nos primeiros anos de vida. Depois, conforme a criança cresce, as consultas são mais espaçadas. No entanto, a pediatria parte do princípio de que o corpo da criança está em pleno desenvolvimento, em crescimento e que levar e manter os pequenos ou os adolescentes nas consultas ao pediatra é uma atitude preventiva.

Recomendo que o acompanhamento por um pediatra seja feito a partir do nascimento e até mesmo por volta dos 21 anos de idade, o que pode parecer estranho, mas é somente nessa idade que o crescimento finda. O ideal é que as consultas sejam mensais durante o primeiro ano, trimestrais, durante o segundo, semestrais, dos 3 aos 7 anos, e anuais daí por diante.

Em virtude do afastamento do consultório pediátrico, algumas das doenças diagnosticadas tardiamente como o diabetes, as doenças de tireoide, doenças endócrinas, e até a Doença Renal Crônica (DRC) poderiam ter sido diagnosticadas precocemente. Essas doenças podem ser bem controladas antes que ocorram sequelas e só nas consultas que podemos trabalhar na prevenção, como é o caso das vacinas, que tem indicação para cada fase da vida.

Vacinas
A vacinação é fundamental para a prevenção de inúmeras doenças, sobretudo na infância e na adolescência. A coqueluche, doença infecciosa aguda, transmitida pelas vias respiratórias e que compromete o aparelho respiratório, teve um grande aumento no número de casos nos últimos anos. Segundo alguns especialistas, muito em virtude do abandono da vacinação em crianças e adolescentes.

No mesmo rol das vacinas também está o HPV, vírus que atinge a pele e as mucosas e que pode causar verrugas ou lesões percursoras de câncer. A prevenção do HPV e do câncer do colo do útero inicia-se com uma vacina própria para as meninas, já a partir dos 11 anos de idade.

Infelizmente, há tabu e falta de conhecimento no que diz respeito às vacinas. O medo tem afastados os pais – e seus filhos – da imunização. Este é um fenômeno mundial, quase sempre baseado em falsas informações, e que prejudicam negativamente a proteção de crianças e adultos contra moléstias infecciosas.

Doenças que podem ser prevenidas com a vacinação:

  • Meningites;
  • Poliomielite;
  • Rotavirose;
  • Caxumba;
  • Sarampo;
  • Catapora;
  • Coqueluche;
  • Hepatites;
  • HPV;
  • Rubéola;
  • Febre Amarela;

Obesidade
Outra importante função da consulta ao pediatra é a capacidade que o médico tem em olhar aspectos afetivos e comportamentais, que geralmente afetam a saúde da criança. Caso da obesidade infantil, decorrente de maus hábitos alimentares que nós só constatamos no retorno dos pais, quando já estão assustados com o sobrepeso ou sintomas piores do quadro de obesidade.

Adolescentes devem ir ao pediatra
Acompanhar o desenvolvimento dos adolescentes também é de extrema importância. Nesta fase ocorre o crescimento físico exponencial e as alterações psicológicas, que devem ser monitoradas para garantir que a criança se torne um adulto forte, saudável e capaz.

Para os meninos, é indicado consulta anual e, em casos pontuais, como quando há comprometimento do sistema reprodutor, será encaminhado para um especialista. Para as meninas, além das visitas anuais ao pediatra, é necessário procurar um ginecologista, que informará a periodicidade das consultas.

Prevenção
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), existe a tendência das crianças nascidas atualmente viverem até os 120 anos de idade! E isso só aumenta a responsabilidade da pediatria em buscar uma vida mais saudável, com orientações de dietas, atividades e atitudes que proporcionarão às crianças um alicerce que permitirá não só a longevidade, mas qualidade de vida no futuro.

 

Abraço e até mais,
Dr Sylvio Renan


Vacine seu filho. Por ele. E por todos nós!
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Dr. Sylvio Renan

Vacine seu filho. Por ele. E por todos nós!

Vacine seu filho, por ele e por todos nós!

Algumas famílias ainda insistem em não vacinar suas crianças. Argumentam que há riscos e efeitos colaterais das vacinas. Há quase duas décadas alguns pais ainda persistem nisso.

Mas, ao não vacinar seus filhos, os deixam desprotegidos, e mais suscetível às doenças. As vacinas impedem a disseminação de doenças, são eficazes e salvam milhares e milhares de vidas.

Recentemente, um estudo divulgado pelo Journal of American Medical Association (JAMA) deixou isso bem claro. Os pesquisadores analisaram surtos de sarampo e coqueluche e descobriram que as pessoas não vacinadas eram a maioria dentre as que adoeceram. E a maioria estavam no grupo em que as famílias tinham decidido em não vacinar.

Além do sarampo e da coqueluche, doenças aparentemente erradicadas, poliomielite e difteria ainda estão em circulação em diversos países, com  agravo do quadro. Atualmente a ocorrência de inúmeros casos da gripe influenza, o vírus H1N1, vitimou adultos e crianças.

Quando os pais optam por não vacinar, contribuem para que um germe evitável ​​por vacinação se espalhe por toda a comunidade, seja um bairro ou uma cidade inteira.

Também vivemos em um mundo globalizado, onde percorrer longas distâncias é relativamente fácil. E um país ou outro pode não ter erradicado determinadas doenças. Se não estivermos em dia com a vacinação, corremos riscos por estarmos desprotegidos.

Algumas pessoas por razões específicas, como problemas imunológicos, por exemplo, não podem ser vacinadas. Mas estas, seja um familiar ou um amigo, precisam de pessoas saudáveis (e vacinadas) em torno delas, para que prossigam seus tratamentos e cuidados sem riscos externos.

Todo tratamento médico, assim como toda vacina, pode ter efeitos colaterais, secundários e incide em riscos. Ainda assim, as vacinas são imprescindíveis, para nossos filhos, para nós e para a sociedade.

Para saber mais sobre o assunto e o estudo publicado no JAMA, acesse os links abaixo (em inglês):

A verdade inconveniente sobre recusar a vacinação

Journal of American Medical Association (JAMA)

#H1N1

 

 


Brasil antecipa prevenção contra H1N1
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Dr. Sylvio Renan

Brasil antecipa combate ao vírus H1N1

Brasil antecipa prevenção contra  H1N1

 

As ameaças à saúde estão em todos os ambientes, por isso é necessário se informar e manter-se sempre alerta aos perigos invisíveis de alguns vírus, como o H1N1, por exemplo, conhecido com vírus influenza (tipo A).

O Influenza A/H1N1 é a combinação de 3 outros vírus: o da gripe comum, da gripe aviária e o da gripe suína.

No Brasil, há alguns anos são registrados numerosos de casos da gripe associada ao H1N1 e, infelizmente, com óbitos.

Em abril, o Ministério da Saúde começará a distribuir a vacina, e estará disponível também nas clínicas particulares.

Sintomas:

Fique atento aos sintomas causados pelo vírus H1N1/influenza (tipo A):
– Febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino;
– Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações;
– Irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência;
Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Previna-se!

Siga algumas recomendações dos principais órgãos de saúde internacionais:
– Lave sempre bem as mãos;
– Não reutilize lencinhos higiênicos;
– Evite o contato com pessoas infectadas;
– Não compartilhe objetos pessoais;
– Procure seu médico se surgirem sintomas do H1N1.

 

 


Dia Mundial do Rim foca atenção na criança
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Dr. Sylvio Renan

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Dia Mundial do Rim

 

Em 10 de março é comemorado o #DiaMundialdoRim, que este ano tem como foco a criança. A mensagem: “Prevenção da doença renal começa na infância”, foi motivada pelo aumento de diagnósticos de doenças relacionadas às crianças e ao fato de que grande parte das doenças renais acometem milhares de pessoas em todo o mundo terem origem na infância.

A Draº Maria Cristina, nefrologista pediátrica da MBA Pediatria e da UNIFESP, alerta que embora todos os alvos de atenção estejam focados na epidemia de doenças relacionadas à dengue, não podemos descuidar da necessidade de atendimento de outras doenças, como a Doença Renal Crônica (DRC).

“Nas crianças, a partir do nascimento até os 4 anos de idade, a insuficiência renal tem como causa a hereditariedade, como doença policística dos rins, ou quando o bebê nasce com apenas um rim ou com rins com estruturas anormais. Dos 5 aos 14 anos, além dos aspectos hereditários, podem ocorrer infecções, síndrome nefrótica (conjunto de sintomas devido a perda de proteína na urina e água e sal com retenção no corpo), doenças sistêmicas (lúpus, por exemplo) e bloqueio de urina ou de refluxo (problemas do trato urinário e na bexiga). Dos 15 aos 19 anos a maior incidência ocorre devido a doenças nos glomérulos, a unidade funcional dos rins”, explica Draº Maria Cristina.

É importante lembrar que os danos nos rins são evitáveis e, por isso mesmo, é imprescindível campanhas educativas que consigam o diagnóstico precoce e os devidos tratamentos em tempo hábil, especialmente no caso das crianças, pois as doenças renais infantis, se não tratadas, evoluem na fase adulta para seu estágio final, com consequências que atrapalham a qualidade de vida e podem culminar na morte precoce.

Por se tratar de uma doença complexa, os aspectos econômicos também são consideráveis, sobretudo quando estamos presenciando uma retração das economias globais, sem uma expectativa promissora para o futuro.

Estatísticamente, 1 em cada 10 pessoas tem algum grau de DRC. O crescimento e a constância de casos de doenças renais tem aumentado os custos dos tratamentos, representando um fardo para os sistemas de saúde em todo o mundo, incluindo no Brasil.

A Draº Maria Cristina acrescenta que “somos uma sociedade miscigenada, com variada composição étnica, em grande parte formada por afrodescentes e índios – grupos de maior prevalência da doença, assim como mulheres e idosos. Como em todo mundo, os idosos estão compondo a maior parte da nossa pirâmide social, e as mulheres hoje têm importante papel no mercado de trabalho. Se pensarmos em previdência e em pessoas economicamente ativas, temos um problema para solucionar hoje e ainda mais no futuro. Daí pensar na prevenção desde a infância, até mesmo como modelo sustentável do ponto de vista econômico”, descreve a nefropediatra da MBA Pediatria.

Pesquisando mais sobre o assunto, encontrei e da National Kidney Foundation, organização norte-americana para a conscientização, prevenção e tratamento da doença renal, que revela que o tratamento da DRC custa mais que os de câncer colo, pulmão e mama juntos! Também lá nos Estados Unidos, o tratamento da DRC ultrapassa os US$ 48 bilhões por ano, consumindo 6,7% do orçamento total do sistema de saúde americano, para tratar menos de 1% da população coberta.

Na Austrália, a estimativa é de US $ 12 bilhões; na China, a economia vai perder US$ 558 bilhões na próxima década devido a mortalidade e incapacidade das pessoas com doenças cardiovasculares e renais crônicas; no nosso vizinho Uruguai, o custo anual de diálise é de cerca de US$ 23 milhões. Pior ainda o que acontece em muitos países africanos, onde há pouco ou nenhum acesso ao tratamento e as pessoas simplesmente morrem.

No grupo de países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, mais de 1 milhão de pessoas morrem todos os anos de insuficiência renal não tratada.

Ao escolher como tema global para o Dia Mundial do Rim de 2016 – “Prevenção da doença renal começa na infância” -, colocamos como prioridade a responsabilidade de todos os serviços públicos e particulares de enfatizar o alerta à população para a adoção de hábitos saudáveis desde a infância, para proteger o pequeno e o futuro adulto que ele será.

A Drº Maria Cristina Andrade, minha parceira em prol das crianças avisa: “A doença renal crônica em crianças traz consequências devastadoras para o crescimento e o desenvolvimento cerebral. Mas, se diagnosticada a tempo, é possível adotar medidas apropriadas para que a doença seja retardada”, concluí a nefropediatra.

Sobre a Doença Renal Crônica (DRC), lembre-se:
As DRCs não são curáveis e seus portadores podem precisar de cuidados para o resto de suas vidas;
Se não for detectada e tratada precocemente, a DRC pode evoluir para insuficiência renal, o que pode requerer diálise ou transplante no futuro;
As Doenças Renais Crônicas desencadeiam outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames);
O tratamento da DRC é de alta complexidade, caro e trabalhoso;
A doença renal crônica precoce não tem sinais ou sintomas iniciais;

Principais cuidados com os pequenos e lembrete para os adultos:
Urine constantemente. Nada de segurar o xixi!
Evite alimentos com muito sódio (encontrados em produtos industrializados, embutidos, condimentados em geral) que sobrecarregam os rins, dificultando o seu funcionamento;
Os rins filtram os resíduos e fluidos extras do sangue e mantém o equilíbrio químico do corpo;
Os rins ajudam a controlar a pressão arterial e a manter os ossos saudáveis;

Lembre-se: Para todos os casos, a prevenção sempre é o melhor remédio. Cuide bem do seu pequeno.
Drº Sylvio Renan


Governos pretendem transformar vacina contra dengue em antizika
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Dr. Sylvio Renan

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Na última segunda-feira (22/02), colaborei em uma matéria do jornal Folha de São Paulo sobre a pretensão dos governos federal e de São Paulo em transformar a vacina contra a dengue em antizika. Ou seja, além de evitar os quatro tipos da doença, ela seria ainda uma vacina contra o vírus Zika.

Na minha opinião, acredito que seria importante continuar com os testes da vacina contra dengue.

Resolvi publicar a íntegra aqui no Blog do Pediatra para que você possa saber as iniciativas que estão sendo feitas, no Brasil, para o combate à dengue.

Governos pretendem transformar vacina contra dengue em antizika: http://bit.ly/1QAWGbK


Carnaval para pequenos: Mamãe eu quero!
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Dr. Sylvio Renan

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O #Carnaval2016 começa hoje  e quem acha que a festa é destinada apenas aos adultos, engana-se. A cada ano que passa surgem mais blocos infantis, promovendo a diversão entre pais e filhos, com desfiles especiais para as crianças.

Na cidade de São Paulo, assim como em todo o país, é possível encontrar roteiros com toda a programação para garantir a folia dos pequenos. Mas, como escolher o melhor bloco para levar os mini foliões na maior festa do país?

Primeiro, opte por um lugar ao ar livre, com boa ventilação, porém que não exponha as crianças ao sol por tempo prolongado. Caso não seja possível, capriche no protetor solar, evite os horários entre as 10h e 16h e procure sempre uma sombra. Além de levar chapéu e muita água para hidratação.

Com que roupa eu vou? Vista os pequenos com fantasias confortáveis, não muito fechadas e quentes e sem muitos adereços na cabeça. Assim eles poderão brincar e se divertir livremente. Evite maquiagens que possam causar alergias e irritações à pele.

É muito importante optar por blocos que não tenham músicas com volume excessivo e que poderão prejudicar a audição da criança, que é extremamente delicada. Por outro lado, permita que ela viva o momento e se entregue ao som, que trará muitos benefícios a sua saúde – música e dança ajudam no desenvolvimento cognitivo e na coordenação motora.

Para curtir a folia com os pequenos, não se esqueça de fazer o check list abaixo:

A folia está liberada para as crianças a partir dos dois anos de idade, pois os mais novos possuem a imunidade baixa e se expostos a lugares com muitas pessoas poderão contrair infecção por algum vírus ou bactéria.

Não se esqueça de colocar uma pulseira de identificação nos pequenos, com nome completo dele e do responsável que esteja no local, com número do celular para contato.

Alimente seus filhos antes de sair de casa. Na mochila, leve bastante água e frutas frescas.
Opte por calçados confortáveis, como tênis.

Tome cuidado com espumas de carnaval que contêm álcool, pois estas podem irritar a pele da criança e também os olhos. Opte ainda por produtos não tóxicos. Quando perceber qualquer sinal de cansaço, sono ou irritação já é hora de ir embora com o mini folião.

Para mais informações sobre os cuidados que devemos ter com as crianças, acesse: www.mbapediatria.com.br

 


Calendário de Vacinação 2016: entenda a mudança e como proceder
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Dr. Sylvio Renan

O ano de 2016 começou com algumas mudanças no Calendário Nacional de Vacinação, divulgado no início de janeiro pelo Ministério da Saúde, que determinou alterações nas aplicações de vacinas de prevenção ao HPV, poliomielite, meningite e pneumonia. Segundo o Ministério da Saúde, as mudanças ocorreram por causa de alterações da situação epidemiológica e por atualização na indicação das vacinas, estas determinadas conforme a idade e a quantidade de doses.

Estudos comprovam a eficácia da imunização através das doses anteriores, em que as reduções de doses atuais não possuem nenhum fundamento científico publicado, tendo apenas o tempo a seu favor ou não, – para, assim, ser avaliada como influenciará na saúde destas crianças no futuro.

O Ministério da Saúde garante que a redução das doses não compromete a eficácia das vacinas e que as mesmas terão a mesma proteção. Também reitera que a medida não tem relação com o corte de gastos do governo para a área da saúde.

Dúvidas dos profissionais e dos pais

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) garante que não há motivos para temer ao novo calendário de vacinação e que tudo foi feito após pesquisas científicas e que toda mudança se adequa a uma nova realidade.

Apesar das dúvidas em relação às novas medidas, apenas o tempo mostrará as consequências, sejam positivas ou negativas. Cabe aos pais tomarem a melhor decisão pensando na saúde de seus filhos: eles podem aderir às novas doses estabelecidas pelo Ministério da Saúde ou manter a vacinação praticada anteriormente em consultórios particulares e com médicos que ainda procedem desta maneira.

MBA - Vacina

 

HPV

Quanto à vacina HPV, há uma certa turbulência de opiniões quanto aos vários esquemas de aplicação. Minha opinião pessoal é que tais divergências somente serão dirimidas após alguns anos, quando se poderá avaliar se qual esquema é o ideal, através da diminuição dos casos de câncer de colo de útero em cada tipo de esquema estabelecido.

Poliomielite

Com a diminuição acentuada (quase extensão) da poliomielite em nosso planeta, passou-se a optar pelo uso da vacina contra poliomielite injetável (Salk), no lugar da oral (Sabin). Embora a vacina Sabin tenha mais eficiência que a Salk, a opção por esta última se deveu ao seu menor risco de complicações.

Pneumonia

Desde o surgimento desta vacina, alguns países, como o Brasil, optaram pelo sistema de 3 doses no primeiro ano de vida, com um reforço aos 18 meses. Outros países, entretanto, optaram por 2 aplicações no primeiro ano de vida, com um reforço aos 18 meses.

Após um grande período de avaliações, concluiu-se que ambos os sistemas de aplicações tem praticamente a mesma efetividade. Assim, o SUS decidiu por este esquema.

Meningite

A única alteração quanto ao esquema de aplicações foi a antecipação da dose de reforço de 15 para 12 meses.


Até quando o meu filho deve acreditar em Papai Noel?
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Dr. Sylvio Renan

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Com o passar dos anos o Natal se tornou uma data com forte apelo comercial, em que muitas pessoas não conseguem mais enxergar a magia que plaina no ar. Contudo, essa magia continua através das crianças que alimentam a inocência e a esperança do natal. Mas, até quando se deve alimentar a fantasia do Papai Noel nelas? Esta é a pergunta que muitos pais fazem e a resposta é até o momento em que o seu filho descobrir, de maneira natural, que o bom velhinho é fictício.

Normalmente os pequenos mantém a fantasia até os 7 anos e,  algumas  vezes  até os 11 anos, fase em que começam a desconfiar da veracidade   do Papai Noel. E o que eu costumo sugerir é que quando começarem os questionamentos tradicionais do “Por que o tio João estava vestido de Papai Noel?” “Por que vocês compram o meu presente de natal?” deve-se explicar que se trata de uma fantasia, porém que é baseada em uma história real, de São Nicolau de Mira. A forma de expressar depende dos questionamentos e devem ser respondidos de acordo com a idade, o grau de maturidade da criança e os princípios da família.

Em casos de a criança se recusar a acreditar que o Papai Noel não existe, é indicado que deixe que ela evolua sozinha até que, por conta própria ou informações de terceiros, ela tome a consciência da realidade. Muitas vezes a criança tem noção de sua inexistência, mas se recusa a aceitar, como forma de não crescer, não querer assumir atitudes adultas.

A fantasia faz parte do consciente de todos nós. Nas crianças ela é muito mais aparente, e necessária para a formação moral. Afinal, não somos somente razão. Além disso, considero que uma boa dose de emoção faz bem para adultos ou crianças.

São Nicolau de Mira

Nicolau, conhecido também por São Nicolau de Mira e de Bari, é um dos santos mais populares da igreja católica. A tradição diz que os pais de Nicolau eram nobres, ricos e muito religiosos e ele, por sua vez, era uma criança com inclinação à virtuosidade espiritual. Em sua juventude, trocava as vaidades e brincadeiras de rua pelas idas à igreja, além de fazer doações anônimas em moedas de ouro, roupas e comidas, na maioria das vezes direcionada à viúvas e pobres. A história diz que Nicolau colocava os presentes das crianças em sacos e os jogava dentro das chaminés – sempre à noite, para assim serem encontrados pela manhã.

Posteriormente ele foi incluído em rituais natalinos, no dia 25 de dezembro, onde a população começou a ligar sua figura ao nascimento do menino Jesus. A sua imagem bondosa, caridosa e símbolo da fraternidade cristã se mantêm viva até os dias de hoje, quando mundialmente ele foi transformado na figura do Papai Noel.

Como podem ver o Papai Noel não precisa morrer na vida dos pequenos, e nem de nós adultos, se tivermos consciência de que ele vive em espírito em nossas mentes e corações. É aí que ele precisa realmente estar.


Cuidados exagerados: quando o zelo interfere no desenvolvimento da criança
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Dr. Sylvio Renan

mba1Cuidado, carinho, diálogo e atenção são extremamente importantes para o desenvolvimento e crescimento de toda e qualquer criança. É dever de todo pai e de toda mãe cuidar de seu filho, dando-lhe segurança, proteção e amor.

 

Somos, diariamente, bombardeados com notícias sobre violência, doenças e demais perigos que assolam nosso país e o mundo. Isto gera inseguranças em todos nós e aumentam as nossas preocupações, aflições cotidianas, fazendo-nos proteger ainda mais nossas crianças. Obviamente, cuidados são necessários.

 

Em virtude de tudo isto, nessa função de protetores e zeladores, muitas vezes ultrapassamos os limites e acabamos atrapalhando o desenvolvimento das crianças.

 

Sou defensor do amor e do diálogo entre pais e filhos. Reforço que criança precisa de atenção e cuidados especiais. Porém, nossos pequenos necessitam, também, crescer e descobrir um mundo repleto de desafios e gostosuras. Mas para saber como, onde e o que escolher e se definir, precisarão ter a chance se “aventurar”. E, como disse, sempre com amor, diálogo e sob o olhar dos pais e responsáveis.

 

É preciso que os adultos – incluindo também os responsáveis na escola – permitam às crianças liberdade, com responsabilidade. Privá-los e protegê-los exageradamente não será bom para o seu progresso, seja físico ou psicológico. Proteção exagerada pode gerar instabilidades, receios, ansiedades, angústias, medos, dificultando a evolução destas crianças de se tornarem indivíduos independentes.

 

Dê a seu filho/a a oportunidade de crescer como pessoa, de poder enxergar o mundo com seus próprios olhos, de viver momentos mágicos, encontrar desafios e novas descobertas, superar seus medos e inquietações. Isso faz parte do desenvolvimento de qualquer pessoa. Lembre-se: quem ama, cuida. Quem ama, permite! Mas também impõe disciplina e limites!


Pediatra lança livro compilando mais de 35 anos de cuidados com crianças
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Dr. Sylvio Renan

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Pediatria Hoje – Orientações fundamentais para mães, pais e cuidadores (MG Editores) é o mais recente livro do pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, médico paulista com mais de 35 anos de experiência clínica, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e da MBA Pediatria, que reúne orientações de cuidados em todas as fases da infância. O lançamento oficial será no próximo dia 27 de outubro (terça-feira), na Livraria da Vila, no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, com sessão de autógrafos das 18h30 às 21h30.


No livro, composto por artigos publicados no Blog do Pediatra, o pediatria Sylvio Renan se utiliza de sua longa experiência de pronto atendimento em hospitais públicos e privados, em seu consultório particular e também com as dúvidas que recebe pelo universo online, para abordar temas recorrentes e que mais geram inquietações nos pais, cuidadores e até educadores.

 

Pediatria Hoje é dividido em seis seções: o mundo dos bebês, mitos e verdades sobre a imunização, saúde, bem-estar, alimentação infantil e os dilemas da modernidade. Assim como na dinâmica dos meios online, os temas não se encerram necessariamente a cada capítulo, mas se entrelaçam ao longo de todo livro.

 

O objetivo do médico é facilitar a compreensão dos leitores sobre assuntos de maior relevância do universo infantil, por meio uma narração didática e objetiva, que algumas vezes aborda também aspectos emocionais dos pais e cuidadores, resolvidos com serenidade e amor.

 

Segundo livro do pediatra, dr. Sylvio Renan também é autor de Seu bebê em perguntas e respostas – do nascimento aos 12 meses (MG Editores), com foco nos cuidados do primeiro ano de vida para pais de primeira viagem.

 

Serviço:

Lançamento do livro Pediatria Hoje – Orientações fundamentais para mães, pais e cuidadores

Sessão de Autógrafos

Local: Livraria da Vila – Shopping Pátio Higienópolis – São Paulo

Data: 27 de outubro (terça-feira)

Horário: das 18h30 às 21h30.

 

Para mais informações sobre o livro, acesse:

http://www.gruposummus.com.br/mg/livro/9788572551175

 

Para ler as primeiras páginas do livro, acesse:

http://www.gruposummus.com.br/indice/50117.pdf