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Bebê pode usar repelentes? Como protegê-lo dos mosquitos?

Dr. Sylvio Renan

07/04/2019 04h00

 

Crédito: iStock

Hoje sabemos que o mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir doenças graves, tais como a dengue, a chikungunya, a zika e a febre amarela.

Uma das formas de se prevenir da picada do mosquito Aedes aegypti é o uso dos repelentes de insetos. No entanto, muitos pais têm questionado se eles podem ou não passar o produto nos bebês.

Em meio aos históricos recentes de epidemias de doenças transmitidas por mosquitos, sendo as transmitidas pelo Aedes as principais, devemos ter muito cuidado com nossos filhos e tomarmos certas precauções.

Umas das medidas importantes é ler o rótulo do produto com atenção. Gestantes e indivíduos alérgicos aos componentes dos repelentes também devem evitar o uso.

ATENÇÃO: A substância mais comum encontrada nos repelentes industrializados é a piperina, mas este princípio ativo não é eficaz no combate ao mosquito da dengue.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), os princípios ativos indicados são o deet, que pode ser usado em crianças com mais de 2 anos, desde que não seja aplicado mais de três vezes ao dia, e o IR 3535, para crianças com mais de 6 meses. Estes produtos também são permitidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), porém é aconselhável ter orientação de um pediatra. Dos 2 aos 12 anos, é possível usar compostos com a substância icaridina. Os que contêm dietiltoluamida são permitidos apenas para pessoas acima dos 12 anos.

Apesar dessas orientações sobre as composições aceitas pelo organismo das crianças, sociedades médicas brasileiras e internacionais, como a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria alertam que o repelente só deve ser usado em casos de real necessidade e com muita cautela, para que não provoque reações adversas nos bebês, preservando sempre a saúde deles.

Protegendo o bebê sem o uso de repelentes

Para protegê-los, recomenda-se que sejam usados macacões compridos ou calças. Procure vestir roupas brancas nos bebês e crianças pequenas. O mosquito transmissor da dengue, o aedes aegypti, é atraído por roupas coloridas, assim como perfumes.

Outras medidas eficazes são os mosquiteiros, telas nas janelas e até velas naturais de citronela, o cheiro é leve para o bebê, mas incomoda os insetos, potencializando a proteção no quarto, mas atenção com o local onde deixará  a vela!

Mas se não houver jeito e você precisar aplicar o repelente no bebê, após a recomendação do pediatra, é importante não deixar a criança dormir com o produto no corpo – dê um banho antes. Tal como qualquer medicamento, mantenha os repelentes fora do alcance das crianças e não permita que elas passem sozinhas o produto.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan! 

Sobre o autor

Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros é autor do livro "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses" e do livro “Pediatria Hoje”|Formado pela Faculdade de Medicina do ABC. Especializações e títulos pela Unifesp/EPM, Sociedade Brasileira de Pediatria e General Pediatric Service da University of California - Los Angeles (Ucla). Atuou por quase 30 anos no Pronto Socorro Infantil Sabará e foi diretor técnico do Hospital São Leopoldo, cargo que deixou para se dedicar ao seu consultório, a MBA Pediatria, e à literatura médica para leigos.

Sobre o blog

O objetivo deste blog é fornecer informações básicas relacionadas à área da pediatria. São abordados, de forma didática, temas que permeiam o universo da saúde da criança, como primeiros cuidados, doenças mais comuns, vacinação e alimentação. Desta forma, não visa receitar qualquer conduta médica, mas sim proporcionar conhecimento para que os visitantes tenham mais autonomia na escolha de um pediatra para seus filhos.

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