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Como cuidar da saúde do bebê e da criança nos dias de Primavera
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Dr. Sylvio Renan

A estação mais colorida do ano chegou e, junto com ela, podem vir alguns problemas de saúde relacionados ao tempo seco, afetando principalmente os bebês e as crianças. As doenças mais comuns são crises alérgicas, catapora e conjuntivite.

Eu sempre recomendo aos pais dos meus pacientes que mantenham a hidratação através do uso de soro fisiológico nas narinas, somado a alta ingestão de líquidos em suas variadas formas: água, sucos ou papinhas de frutas.

A caxumba, catapora (varicela) e a rubéola são doenças infecciosas que mais causam preocupação nesta época do ano. Por isso, sempre enfatizo que todos em casa devem estar devidamente vacinados para manter a saúde em dia.

Entenda abaixo como se dão as alergias e infecções da estação:

Varicela (catapora) – causada pelo vírus Herpesvirus Varicellae, a doença acomete principalmente crianças entre idades de 1 e 4 anos. Os sintomas são febre, dores de cabeça, cansaço, falta de apetite e aparecimento de bolhas avermelhadas e ou feridas na pele, sendo o rosto e o tronco os mais afetados.

Caxumba – transmitida por contato direto com gotículas de saliva ou por pertences de pessoas infectadas pelo vírus Paramyxovirus, a doença provoca dores musculares, calafrios, febre, fraqueza e dificuldade em mastigar ou engolir.

Rinite alérgica – provocada pelos chamados alérgenos, o problema causa diversas reações como, nariz entupido, secreção clara, irritação e coceira nasal. O uso de umidificadores nos ambientes da casa ajuda a prevenir o problema e contribui para uma melhor noite de sono dos bebês e crianças.

Conjuntivite viral – altamente contagiosa, é provocada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Os sintomas são olhos vermelhos, coceira, irritação e lacrimejamento. No caso do surgimento da doença é recomendável lavar os olhos e fazer compressas geladas para aliviar a irritação e a coceira, o uso de colírios deve ser prescrito pelo médico.

Rubéola – causada pelo Rubella Vírus, o contágio desta doença se dá por meio do espirro ou da tosse, podendo ser transmitida de pessoa para pessoa. E ainda, pode ser passada de mãe para filho na gestação. Os sintomas são erupções vermelhas na pele, febre, dores musculares e mal-estar constante. No caso de a doença se manifestar, por falta da prevenção pela vacinação, o médico deverá ser consultado para indicação de tratamento.

Sarampo – transmitida pelo vírus Morbillivirus, esta doença passa de pessoa para pessoa por meio de saliva (tosse, espirros e fala) e secreções nasais. Os sintomas são pequenas erupções na pele, de cor avermelhada, mal-estar, dores de cabeça e inflamação das vias respiratórias, com catarro.

Caso o seu filho apresente os sintomas de algumas das doenças citadas, procure o médico pediatra e evite que a criança entre em contato com mais pessoas. O Ministério da Saúde lançou no início do mês a Campanha Nacional de Multivacinação, em que as vacinas para algumas dessas patologias são aplicadas em indivíduos de até 15 anos.

Tais vacinas podem ser aplicadas tanto nos serviços de saúde oficiais, quanto em clínicas privadas.

Além da vacinação, também é necessário manter um ambiente saudável para os pequenos. Abra as janelas da casa para o ar circular e sempre a mantenha limpa, para evitar a entrada e o acúmulo de poeira.

A primavera é uma das estações mais bonitas do ano e merece ser aproveitada por todos! Seguindo as orientações médicas também pode ser uma estação sem grandes preocupações dos pais com a saúde de seus filhos.

Consulte sempre seu pediatra,
Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros


Aprenda a manter seu bebê aquecido, seguro e saudável durante o inverno
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Dr. Sylvio Renan

O inverno mal começou e as dúvidas e preocupações com febre, gripe, resfriado, conjuntivite, dor de garganta e uma série de viroses respiratórias já é rotina para os pais. Geralmente, as temperaturas mais baixas indicam uma supervalorização da fragilidade dos pequenos a essas doenças e, para ajudar os pais, separei algumas dicas de cuidados que vão desde a roupinha até a alimentação mais adequada durante as baixas temperaturas:

1 – Manter o nariz limpo – Bebês com menos de 1 ano de idade tendem a respirar quase que exclusivamente pelo nariz e, por isso, é importante mantê-lo sempre limpo. O uso de soro fisiológico para a limpeza evita a desidratação e a formação de crostas no canal, além de impedir que agentes infecciosos que estão no ar entrem em contato com a mucosa e o organismo da criança.

2 – Banho do bebê – Nos dias mais frios, por mais que os pais queiram manter os bebês quentinhos, o banho não deve durar mais que 10 minutos e a temperatura da água não pode ultrapassar os 37°C; tudo isso para evitar o resfriamento do corpo do bebê e assim, os resfriados.

Ao preparar o banho, a dica é que os adultos pré-aqueçam o ambiente e mantenham portas e janelas fechadas, evitando correntes de ar. Deixem também a troca de roupa bem próxima para que o bebê não circule pela casa sem estar devidamente agasalhado.

3 – Como vestir o bebê – É importante que os pais fiquem atentos a escolha da roupinha, porque os pequenos transpiram bastante e a quantidade de roupa pode incomodá-los, tanto por estarem com calor como com frio. Às vezes, a irritação e o choro sem motivo aparente têm apenas uma causa: o excesso de roupas.

Na hora de dormir, mesmo sendo genuína a preocupação em agasalhar os filhos para que tenham um sono tranquilo e quentinho, os pais não devem deixar mantas ou gorros próximos ao bebê para evitar que durante a madrugada não sufoque no caso de acordar ou rolar no berço.

4 – Vacinação em dia – Nesta época do ano, com poucas chuvas e o ar mais seco, crianças e bebês são alvos comuns de gripes e resfriados devido ao organismo dos pequenos ainda ter um sistema imunológico imaturo. Se seu filho apresentar quadro febril, espirros, tosse e coriza por mais de 3 dias, consulte o pediatra para melhor avaliação e indicação de medicamento. Importante: nunca medique o seu filho antes de consultar o médico! Além disso, é imprescindível manter a vacinação em dia desde o primeiro mês do recém-nascido e para maximizar o potencial protetor para a criança.

5 – Aquecedores e vaporizadores – Para os pais que optam em usar aquecedores no quarto do bebê, não há problema em usar vaporizadores ou aquecedores a óleo, que mantém o ambiente quente sem ressecá-lo. Mas, vale lembrar que não é para transformar o quarto da criança em um verdadeiro forninho porque a temperatura alta não fará bem e ao transportar a criança para outros ambientes da casa, menos aquecidos, irão causar grande choque para os pequenos.

6 – Manter o quarto arejado – Quando a criança estiver fora do quarto, pais e cuidadores devem abrir as janelas e deixar o ar circular no ambiente, livrando-o de possíveis agentes infecciosos que ali tenham se alojado. Na hora de dormir, tudo fechado novamente.

É importante também manter a limpeza do quarto diariamente. Mas atenção, observe as informações nos rótulos dos produtos utilizados, uma vez que alguns contêm em sua fórmula alguns componentes químicos que podem agredir a criança. Na dúvida, fale com o seu pediatra.

7 – Higiene das mãos – Lavar bem as mãos das crianças é uma medida eficaz para prevenir resfriados e outras viroses. Principalmente, para as crianças em idade escolar que ficam em ambientes fechados, o que contribui para a transmissão de doenças por via aérea e também por agentes transmissores que ficam nas superfícies. Como prevenção, a higienização das mãos deve ser feita ao chegar da rua, da escola, antes das refeições, após ir ao banheiro ou quando tossir e espirrar.

Sempre reforço aos pais nas consultas, que o hábito de lavar as mãos começa na infância e, se educadas corretamente, as crianças o manterão por toda vida.

Tópico importante e quase sempre esquecido quando falamos em cuidados com bebês e crianças, é a saúde dos pais e cuidadores. Parece óbvio, mas acompanhei alguns casos de pais que não tinham, por exemplo, o hábito de lavar as mãos antes de segurar o pequeno.

Então, fica o alerta, os adultos também devem manter hábitos saudáveis não somente para a proteção de si mesmos, mas também do bebê ou criança com quem convivem.

De modo geral, os cuidados no inverno nada mais são que a intensificação dos cuidados que devem ser comuns em qualquer e toda época do ano, sempre com atenção redobrada a higiene, alimentação adequada, vacinação das crianças e a visita constante ao pediatra.


12 cuidados necessários com o recém-nascido
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Dr. Sylvio Renan


O primeiro ano de vida do bebê é um período de cuidados especiais, no qual os pais, principalmente os de primeira viagem, têm muitas dúvidas e ansiedades. Para ajudar e dar mais tranquilidade a esses pais, selecionei algumas das principais dúvidas colhidas em mais de 40 anos de atividades de consultório.

1 – Primeiro mês: dormir ou não com os pais?
Nas 4 semanas em casa, o bebê ainda está muito dependente da mãe e esta, por sua vez, ainda se sente bem insegura sobre as reações e necessidades da criança, a cada gesto, suspiro. Por este motivo, e também por uma questão de praticidade e conforto, sugiro deixar o bebê no carrinho ao lado da cama, ou mesmo num berço apropriado para o local, até que todos ganhem mais independência e autonomia com a nova rotina. Mas, lembre-se, é importante que essa independência amadureça com o tempo, tanto para o bebê quanto para os pais.

2 – A amamentação no peito é obrigatória?
Mamães, seu leite é o alimento mais completo e prático de ser oferecido para o bebê no primeiro ano de vida, contendo todos os nutrientes necessários para o pleno desenvolvimento do pequeno. Por este motivo, deve ser então priorizado, com exceção apenas para casos em que a saúde materna não permite a produção adequada do alimento.

3 – Quando posso introduzir alimentos ao bebê?
Para bebês que mamam no peito, a introdução de outros alimentos deve se iniciar a partir dos 6 meses de idade. A dieta deve ser orientada pelo pediatra, considerando quantidade de tempero, sal e açúcar apropriados para a criança. Para bebês que não mamam no peito, a alimentação com papinhas naturais (salgadas e doces) pode começar a ser introduzida a partir do quarto mês.

4 – Como identificar o motivo do choro?
O choro do bebê costuma ser um mistério e um desafio para os pais, podendo indicar fome, calor, cólicas ou sujeira na fralda, entre outros. No entanto, com o passar do tempo, os pais passam a identificar algumas características especificas de cada choro, como quando o bebê contorce mais o corpo – em sinal de dor; abre a boca – procurando alimento; quando boceja – em sinal de sono, e assim por diante. Em todas essas situações, os pais ou cuidadores precisam manter a calma, uma vez que a ansiedade deles também interfere no desenvolvimento do choro dos pequenos.

5 – Como deve ser a higiene do bebê?
Um banho diário é importante para retirar resíduos de suor, xixi, fezes e vômitos. Em dias de calor, ou mesmo quando o bebê está muito agitado, outros banhos podem ser dados, não tanto para limpeza, mas como relaxante. A troca das fraldas de fezes deve ser sempre imediata, evitando assaduras e riscos de infecções urinárias, já as fraldas de xixi devem ser observadas para a troca antes da umidade da urina entrar em contato com a pele da criança.

6 – Vacinar ou não vacinar?
Devido ao desenvolvimento das vacinas, muitas das doenças antes fatais ou responsáveis por sequelas importantes no desenvolvimento das crianças, sofreram grande diminuição de incidência, com algumas até extintas. Desta forma, a vacinação é a forma mais segura para a prevenção e combate de doenças, onde os benefícios são muito mais importantes que os possíveis e raros riscos de efeitos adversos. Manter a carteira de vacinação em dia, especialmente no primeiro ano de vida, é essencial para a saúde da criança

7 – Existe solução para a cólica do bebê?
As cólicas são comuns nos bebês do nascimento aos 3 meses de idade, sendo causadas, em geral, pela imaturidade do sistema digestivo, que provoca gases e dor, especialmente naqueles alimentados com leite artificial. Nesse caso, os pais podem massagear a barriguinha do bebê ou ainda movimentar as perninhas em círculos, como se estivesse andando de bicicleta, para ajudar a locomoção do alimento ou gases. Persistindo dores muito fortes, é importante consultar o pediatra para que se investigue se há algo incomum e para prescrever de medicamentos, se necessário.

8 – Quando posso levar o bebê para passear?
Devido à fase de adaptação do organismo e sentidos do bebê ao mundo exterior, bem como a sua baixa imunidade aos micro-organismos como vírus e bactérias, o ideal é que o bebê não saia de casa antes do primeiro mês de vida e tenha restrição de visitas nesse período. A ideia não é colocar a criança em uma redoma de vidro, mas ir adaptando seu contato com este mundo novo aos poucos.

9 – Posso passar protetor solar e repelente no bebê?
Não! Bebês com menos de seis meses não devem usar protetores solares nem repelentes, porque seu organismo ainda não está amadurecido para lidar com os componentes químicos da fórmula. Mesmo assim os banhos de sol são altamente recomendados, mas somente se pais e cuidadores obedecerem ao tempo de exposição de no máximo 10 minutos, antes das 10h e depois das 16h, em crianças a partir de 2 meses de vida. No caso de prevenção contra mosquitos, vestir os pequenos com mangas e calcinhas compridas ajuda a evitar as picadas e  após os seis meses, a escolha dos produtos deve ser orientada pelo pediatra.

10 – Como lidar com os novos dentinhos?
Entre os 5 e 18 meses os primeiros dentinhos começam a despontar e então um bebê antes risonho e brincalhão pode dar lugar a um pequeno irritadiço e chorão, isso porque para muitos bebês a ruptura da gengiva é um processo irritante, e até dolorido. Pais e mães podem ajudar nessa fase “escovando” suavemente a gengiva com os dedos envoltos em gaze ou ainda usando pomadinhas anestésicas previamente prescritas pelo pediatra.

11 – Como vestir o bebê sem superaquecer ou deixá-lo com frio?
A temperatura da criança não é diferente da do adulto, porém a sua resistência à mudança climática é mais frágil. Isso significa que, de forma geral, o sentido de frio e calor dos pais pode ser aplicado para vestir seus filhos, tendo, no entanto, sempre trocas de roupas que permitam a adaptação em caso de mudança brusca de temperatura, para mais ou menos. No mais, suor é sinal de roupa em excesso, bem como arrepio, mãos geladas e necessidade de aconchego são indicadores de que a criança possa estar com frio.

12 – Em que situações posso medicar o bebê por contra própria?
Nenhuma medicação é recomendada ao bebê sem a devida prescrição do médico, mesmo em casos recorrentes ou aparentemente comuns. Diversos sintomas de diferentes doenças podem confundir diagnósticos, e a medicação, além de mascarar a doença, pode gerar riscos à criança. Ao primeiro sinal de anormalidade, como febre e dor fora do quadro da cólica, é importante consultar o pediatra.

A dica mais importante para pais de primeira viagem é manter a tranquilidade nesta fase que se mostra como um desafio, mas que será mais bem conduzida e aproveitada à medida que tiverem mais serenidade no processo. Em tantos anos de atendimento em hospitais e consultório posso afirmar que dentro da rotina esperada do desenvolvimento do bebê, são pais calmos que geram bebês calmos e saudáveis.

 


Você sabe o que é a Doença Renal Crônica?
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Dr. Sylvio Renan

Em entrevista para a Revista Saúde, a nossa nefropediatra Dra. Maria Cristina de Andrade explica o que é a Doença Renal Crônica, assista clicando: “O que é a Doença Renal Crônica? – SAÚDE em 90 Segundos”.

A Doença Renal Crônica (DRC) é a perda progressiva — e muitas vezes irreversível — da função dos rins, sem manifestação clínica;  essa enfermidade já atinge 10% da população mundial, indiscriminadamente, pessoas de todas as faixas etárias e sexo.

O mau funcionamento dos rins afeta o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social, principalmente nas crianças, além de causar morbidade em quase todos os órgãos do corpo humano.

Para a nefropediatra, indivíduos obesos têm uma hiperfiltração compensatória para equilibrar seu metabolismo, e esse esforço dos rins pode acarretar o desenvolvimento da Doença Renal Crônica, definida pela presença de lesão e/ou pela perda da função renal.

Pesquisa da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) confirmou que, no Brasil, aproximadamente 1/3 das crianças de 5 a 9 anos de idade está com excesso de peso. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam ainda que até 2025 o número de crianças nessas condições pode chegar a 75 milhões.

As DRCs não são curáveis e seus portadores podem precisar de cuidados para o resto de suas vidas. Além disso, a doença pode evoluir para a insuficiência renal, requerendo diálise ou transplante de rins no futuro.

Outros problemas de saúde desencadeados pela Doença Renal Crônica são as cardiovasculares, que precisam de cuidados específicos. Da mesma forma, quando associada ao sobrepeso e à obesidade, podem ter como medida de prevenção primária hábitos que melhore a qualidade de vida do paciente, tais como a prática de atividade física e alimentação adequada desde a tenra idade.

Dra. Maria Cristina de Andrade atenta ainda que é fundamental para bebês, crianças e adolescentes consumam menos produtos industrializados, como refrigerantes e fast-foods, além do acompanhamento pediátrico periódico.

*Com colaboração da Dra. Maria Cristina de Andrade – CRM 55067/SP
Autora do livro “Nefrologia para Pediatras”, mestre e doutora em pediatria pela Unifesp/EPM, especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, com área de atuação em Nefrologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Pediatria.

 


O melhor presente de Natal é o amor
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Dr. Sylvio Renan

 

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Uma das datas mais aguardadas pelos pequenos, sem dúvida, é o Natal. Isso porque, infelizmente, a ideia dos muitos presentes deixados pelo Papai Noel domina a cabecinha deles devido à cultura do consumismo tão veiculada na mídia.

A missão natalina de pais e mães deve ser reaproximar as crianças do verdadeiro significado do Natal, relembrá-los que amor e carinho são os melhores presentes para a família crescer em harmonia e permanecer unida, não importando as situações que virão.

Para tanto, que tal uma noite cheia de atividades que trabalhem os valores de gratidão, amor e união? Por exemplo, se os seus pequenos já sabem escrever, os incentive a fazer cartões de agradecimento, onde cada um coloca pelo que é grato. Vale qualquer coisa. IMPORTANTE: todo mundo deve participar, pois, ao ver os pais envolvidos na mesma atividade, os pequenos tendem a fixar o momento na memória.

Para os mais agitados, os pais podem promover uma “caça ao Papai Noel”, pistas deixadas pela casa podem levar até onde o velhinho deixou o saco de presentes ou estacionou o trenó. Ao voltar para o ponto de partida, geralmente a árvore de Natal, #tcharam!, lá estão os presentes e… OPA! Um gorro de Papai Noel!

Outra opção de divertimento com as crianças na época de Natal é a leitura de histórias natalinas ao pé da árvore. Essa pode ser uma solução para acalmar os ânimos “pós-presentes”, ou ainda para encerrar a noite de festa de um modo calmo e carinhoso.

O que vale nessa missão de pais e mães, especialmente no Natal, é estar presente. Isso não significa dar um brinquedo enorme ou o que a criança pediu; significa abraçar, dizer “eu te amo” e brincar junto.

Representa ainda um momento importante onde é possível fazer com que seus filhos entendam que o Natal, acima de tudo e do consumismo puro, é uma data para celebrar a união, o amor, a inclusão, o acolhimento, o respeito ao próximo. Enfim, isso também é presentão indelével para o futuro das nossas crianças e adolescentes.


Férias também é tempo para o check up nas crianças
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Dr. Sylvio Renan

FOTO BLOG PEDIATRA
Em julho, durante o recesso escolar, é importante que as crianças aproveitem o tempo livre para brincar, viajar e se divertir. Durante muitos anos de prática clínica, vejo que a atenção dos pais para o checkup infantil durante as férias tem crescido. E isso é bom: sinal de maior conscientização dos adultos para a atenção dos cuidados com a saúde dos filhos.

Agendar consultas médicas neste período tem algumas vantagens. Com mais tempo e a disponibilidade de horários das crianças e dos pais, uma avaliação mais detalhada pode exigir exames complementares, que com mais profundidade auxiliem um diagnóstico mais preciso. E, se for o caso, seguir algum tratamento mais específico.

Às vezes, é preciso recorrer a outros especialistas ou realizar exames laboratoriais e ainda remarcar o retorno ao pediatra. E tudo isso demanda tempo.

Por outro lado, casos corriqueiros, como intolerância a algum alimento, sinais na pele, dúvidas quanto ao crescimento ou ainda qualquer outra mudança física ou comportamental, poderão ser avaliados para eliminar certas preocupações naturais dos pais.

O tempo cada vez mais escasso e em um mundo que se torna mais dinâmico a cada dia, muitas vezes não permite olharmos com atenção às crianças. Por isso, vale a pena estabelecer uma agenda de cuidados médicos periódicos.

Lembre-se, serão apenas alguns dias durante as férias para planejar, ir ao médico e realizar todas as avaliações quando necessários. Enquanto que o maior tempo disponível será dedicado ao lazer e em aproveitar o free time com os pequenos, através de  brincadeiras, passeios e viagens, que são igualmente importantes para a saúde dos nossos filhos.


Abandonar acompanhamento pediátrico pode comprometer a saúde das crianças
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Dr. Sylvio Renan

Abandonar o pediatra

Abandonar o acompanhamento pediátrico pode comprometer a saúde das crianças


Visto como exagero por muitos, a cada ano a área pediátrica vê aumentar o caso de pais que abrem mão das consultas periódicas e retornam aos consultórios quando seus filhos não apresentam uma boa saúde e são diagnosticados com doenças que poderiam ser evitadas ou tratadas a tempo, caso tivessem acompanhamento regular.

Para muitos pais é normal levar seguidamente seus filhos ao pediatra, principalmente nos primeiros anos de vida. Depois, conforme a criança cresce, as consultas são mais espaçadas. No entanto, a pediatria parte do princípio de que o corpo da criança está em pleno desenvolvimento, em crescimento e que levar e manter os pequenos ou os adolescentes nas consultas ao pediatra é uma atitude preventiva.

Recomendo que o acompanhamento por um pediatra seja feito a partir do nascimento e até mesmo por volta dos 21 anos de idade, o que pode parecer estranho, mas é somente nessa idade que o crescimento finda. O ideal é que as consultas sejam mensais durante o primeiro ano, trimestrais, durante o segundo, semestrais, dos 3 aos 7 anos, e anuais daí por diante.

Em virtude do afastamento do consultório pediátrico, algumas das doenças diagnosticadas tardiamente como o diabetes, as doenças de tireoide, doenças endócrinas, e até a Doença Renal Crônica (DRC) poderiam ter sido diagnosticadas precocemente. Essas doenças podem ser bem controladas antes que ocorram sequelas e só nas consultas que podemos trabalhar na prevenção, como é o caso das vacinas, que tem indicação para cada fase da vida.

Vacinas
A vacinação é fundamental para a prevenção de inúmeras doenças, sobretudo na infância e na adolescência. A coqueluche, doença infecciosa aguda, transmitida pelas vias respiratórias e que compromete o aparelho respiratório, teve um grande aumento no número de casos nos últimos anos. Segundo alguns especialistas, muito em virtude do abandono da vacinação em crianças e adolescentes.

No mesmo rol das vacinas também está o HPV, vírus que atinge a pele e as mucosas e que pode causar verrugas ou lesões percursoras de câncer. A prevenção do HPV e do câncer do colo do útero inicia-se com uma vacina própria para as meninas, já a partir dos 11 anos de idade.

Infelizmente, há tabu e falta de conhecimento no que diz respeito às vacinas. O medo tem afastados os pais – e seus filhos – da imunização. Este é um fenômeno mundial, quase sempre baseado em falsas informações, e que prejudicam negativamente a proteção de crianças e adultos contra moléstias infecciosas.

Doenças que podem ser prevenidas com a vacinação:

  • Meningites;
  • Poliomielite;
  • Rotavirose;
  • Caxumba;
  • Sarampo;
  • Catapora;
  • Coqueluche;
  • Hepatites;
  • HPV;
  • Rubéola;
  • Febre Amarela;

Obesidade
Outra importante função da consulta ao pediatra é a capacidade que o médico tem em olhar aspectos afetivos e comportamentais, que geralmente afetam a saúde da criança. Caso da obesidade infantil, decorrente de maus hábitos alimentares que nós só constatamos no retorno dos pais, quando já estão assustados com o sobrepeso ou sintomas piores do quadro de obesidade.

Adolescentes devem ir ao pediatra
Acompanhar o desenvolvimento dos adolescentes também é de extrema importância. Nesta fase ocorre o crescimento físico exponencial e as alterações psicológicas, que devem ser monitoradas para garantir que a criança se torne um adulto forte, saudável e capaz.

Para os meninos, é indicado consulta anual e, em casos pontuais, como quando há comprometimento do sistema reprodutor, será encaminhado para um especialista. Para as meninas, além das visitas anuais ao pediatra, é necessário procurar um ginecologista, que informará a periodicidade das consultas.

Prevenção
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), existe a tendência das crianças nascidas atualmente viverem até os 120 anos de idade! E isso só aumenta a responsabilidade da pediatria em buscar uma vida mais saudável, com orientações de dietas, atividades e atitudes que proporcionarão às crianças um alicerce que permitirá não só a longevidade, mas qualidade de vida no futuro.

 

Abraço e até mais,
Dr Sylvio Renan


Brasil antecipa prevenção contra H1N1
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Dr. Sylvio Renan

Brasil antecipa combate ao vírus H1N1

Brasil antecipa prevenção contra  H1N1

 

As ameaças à saúde estão em todos os ambientes, por isso é necessário se informar e manter-se sempre alerta aos perigos invisíveis de alguns vírus, como o H1N1, por exemplo, conhecido com vírus influenza (tipo A).

O Influenza A/H1N1 é a combinação de 3 outros vírus: o da gripe comum, da gripe aviária e o da gripe suína.

No Brasil, há alguns anos são registrados numerosos de casos da gripe associada ao H1N1 e, infelizmente, com óbitos.

Em abril, o Ministério da Saúde começará a distribuir a vacina, e estará disponível também nas clínicas particulares.

Sintomas:

Fique atento aos sintomas causados pelo vírus H1N1/influenza (tipo A):
– Febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino;
– Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações;
– Irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência;
Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Previna-se!

Siga algumas recomendações dos principais órgãos de saúde internacionais:
– Lave sempre bem as mãos;
– Não reutilize lencinhos higiênicos;
– Evite o contato com pessoas infectadas;
– Não compartilhe objetos pessoais;
– Procure seu médico se surgirem sintomas do H1N1.

 

 


Amigdalite, nefrite e inverno
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Dr. Sylvio Renan

nefrigeQuem nunca teve um quadro de infecção nas amígdalas provavelmente já ouviu falar deste problema causado por vírus e bactérias, em que os sintomas são inchaço, dor, secreção purulenta e vermelhidão das amígdalas. O que muitos não têm conhecimento é que quando o problema ocorre na infância e adolescência e não é tratado corretamente, a infecção pode se agravar e ocasionar problemas seríssimos como a febre reumática, ou nefrite, que é a inflamação nos rins.

A nefrite se desenvolve em decorrência de uma reação entre os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico com partes da bactéria que causou a infecção de garganta, sendo que esta reação acaba por inflamar os rins. Os sintomas podem ser diminuição da urina, urina avermelhada pela presença de sangue, inchaço nos olhos e pernas e hipertensão arterial. A prevalência da nefrite é maior em meninos do que em meninas e ocorre principalmente por volta dos 7 anos de idade.  A doença pode começar a ser notada de 2 a 3 semanas após o início de uma infecção de garganta ou na pele, observando-se a diminuição na quantidade de urina, com escurecimento da cor que passa a ser como a cor do de refrigerante de coca ou chá. Em alguns casos a criança pode sentir cansaço devido ao quadro de inchaço, nem sempre percebido pelos pais.

A confirmação da doença é realizada por meio de exames de sangue, que indicam comprometimento dos rins. Também é realizado o exame de urina, que pode apontar a presença de sangue e de proteínas.

A possibilidade do surgimento da nefrite aguda pode ser diminuída, com o tratamento adequado das infecções de garganta e de pele (impetigo). Na fase aguda da nefrite deve-se controlar a pressão arterial e a ingestão de sal e de líquidos. Algumas vezes é necessário tratamento medicamentoso da hipertensão arterial que pode ser realizado ambulatoriamente ou a nível hospitalar, dependendo da gravidade do caso.  A doença evolui para cura, na maioria dos casos.

Em casos de problemas nas amígdalas e de infecção de pele, faça o acompanhamento do seu filho com um pediatra e mantenha a atenção durante o tratamento.

Para saber mais e tirar suas dúvidas sobre as doenças e tratamentos abordados hoje, acesse: www.mbapediatria.com.br


Lancheira saudável é reflexo da alimentação da criança em casa
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Dr. Sylvio Renan

lancheirasaudavel

Muitos pais relatam dificuldade para fazerem seus filhos comer lanches saudáveis na escola, especialmente pela oferta de produtos calóricos ou nada indicados na lancheira do coleguinha do lado ou na lanchonete do estabelecimento. Diante disso, buscam dicas e receitas para tornar mais atraente o lanche que preparam em casa.

Bom, antes de tudo, é importante explicar que metade do problema sobre o ‘comer saudável fora de casa’ se resolve com o ‘comer saudável dentro de casa’. Ou seja, se os pais têm por hábito uma alimentação regrada, equilibrada, com alimentos saudáveis em todas as refeições em casa, a criança naturalmente terá aprendido estes gostos e aceitará uma lancheira mais saudável e saberá selecionar os alimentos mais apropriados na lanchonete da escola.

Mas, se isso não acontece em casa, como fazer? A resposta é simples: aos poucos.  A dieta para ser eficiente, seja para o adulto ou para a criança, não pode ser radical e, sim, contemplar fases de adaptação, ajuste. Ainda assim, deve partir de dentro de casa para se estender para a lancheira escolar.

Uma criança ainda não adaptada ao ritmo saudável sentirá mais tentação com a bolacha recheada e o refrigerante do amiguinho, ou da batatinha da cantina. Por isso, no início deve-se inserir gradualmente alimentos que possam ser divididos com outros colegas, até que eles sejam totalmente trocados. Outra saída, que não vejo mal em adotar, é estabelecer uma ‘folga’ à criança, estipulando um dia da semana em que ela teria na lancheira ou permissão para alimentos que fogem dos ‘padrões’ saudáveis, na cantina.

Outro ponto fundamental é mostrar para o filho que o lanche saudável não é chato e nem ruim, mas pelo contrário, pode ser muito divertido e gostoso, se feito com criatividade e dedicação.

Reforço ainda que criança vê, criança faz. Dê exemplos alimentares saudáveis e o seu filho seguirá seus passos em todas as situações.