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Você sabe o que é a Doença Renal Crônica?
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Dr. Sylvio Renan

Em entrevista para a Revista Saúde, a nossa nefropediatra Dra. Maria Cristina de Andrade explica o que é a Doença Renal Crônica, assista clicando: “O que é a Doença Renal Crônica? – SAÚDE em 90 Segundos”.

A Doença Renal Crônica (DRC) é a perda progressiva — e muitas vezes irreversível — da função dos rins, sem manifestação clínica;  essa enfermidade já atinge 10% da população mundial, indiscriminadamente, pessoas de todas as faixas etárias e sexo.

O mau funcionamento dos rins afeta o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social, principalmente nas crianças, além de causar morbidade em quase todos os órgãos do corpo humano.

Para a nefropediatra, indivíduos obesos têm uma hiperfiltração compensatória para equilibrar seu metabolismo, e esse esforço dos rins pode acarretar o desenvolvimento da Doença Renal Crônica, definida pela presença de lesão e/ou pela perda da função renal.

Pesquisa da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) confirmou que, no Brasil, aproximadamente 1/3 das crianças de 5 a 9 anos de idade está com excesso de peso. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam ainda que até 2025 o número de crianças nessas condições pode chegar a 75 milhões.

As DRCs não são curáveis e seus portadores podem precisar de cuidados para o resto de suas vidas. Além disso, a doença pode evoluir para a insuficiência renal, requerendo diálise ou transplante de rins no futuro.

Outros problemas de saúde desencadeados pela Doença Renal Crônica são as cardiovasculares, que precisam de cuidados específicos. Da mesma forma, quando associada ao sobrepeso e à obesidade, podem ter como medida de prevenção primária hábitos que melhore a qualidade de vida do paciente, tais como a prática de atividade física e alimentação adequada desde a tenra idade.

Dra. Maria Cristina de Andrade atenta ainda que é fundamental para bebês, crianças e adolescentes consumam menos produtos industrializados, como refrigerantes e fast-foods, além do acompanhamento pediátrico periódico.

*Com colaboração da Dra. Maria Cristina de Andrade – CRM 55067/SP
Autora do livro “Nefrologia para Pediatras”, mestre e doutora em pediatria pela Unifesp/EPM, especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, com área de atuação em Nefrologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Pediatria.

 


Amigdalite, nefrite e inverno
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Dr. Sylvio Renan

nefrigeQuem nunca teve um quadro de infecção nas amígdalas provavelmente já ouviu falar deste problema causado por vírus e bactérias, em que os sintomas são inchaço, dor, secreção purulenta e vermelhidão das amígdalas. O que muitos não têm conhecimento é que quando o problema ocorre na infância e adolescência e não é tratado corretamente, a infecção pode se agravar e ocasionar problemas seríssimos como a febre reumática, ou nefrite, que é a inflamação nos rins.

A nefrite se desenvolve em decorrência de uma reação entre os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico com partes da bactéria que causou a infecção de garganta, sendo que esta reação acaba por inflamar os rins. Os sintomas podem ser diminuição da urina, urina avermelhada pela presença de sangue, inchaço nos olhos e pernas e hipertensão arterial. A prevalência da nefrite é maior em meninos do que em meninas e ocorre principalmente por volta dos 7 anos de idade.  A doença pode começar a ser notada de 2 a 3 semanas após o início de uma infecção de garganta ou na pele, observando-se a diminuição na quantidade de urina, com escurecimento da cor que passa a ser como a cor do de refrigerante de coca ou chá. Em alguns casos a criança pode sentir cansaço devido ao quadro de inchaço, nem sempre percebido pelos pais.

A confirmação da doença é realizada por meio de exames de sangue, que indicam comprometimento dos rins. Também é realizado o exame de urina, que pode apontar a presença de sangue e de proteínas.

A possibilidade do surgimento da nefrite aguda pode ser diminuída, com o tratamento adequado das infecções de garganta e de pele (impetigo). Na fase aguda da nefrite deve-se controlar a pressão arterial e a ingestão de sal e de líquidos. Algumas vezes é necessário tratamento medicamentoso da hipertensão arterial que pode ser realizado ambulatoriamente ou a nível hospitalar, dependendo da gravidade do caso.  A doença evolui para cura, na maioria dos casos.

Em casos de problemas nas amígdalas e de infecção de pele, faça o acompanhamento do seu filho com um pediatra e mantenha a atenção durante o tratamento.

Para saber mais e tirar suas dúvidas sobre as doenças e tratamentos abordados hoje, acesse: www.mbapediatria.com.br


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