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Aprenda a manter seu bebê aquecido, seguro e saudável durante o inverno
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Dr. Sylvio Renan

O inverno mal começou e as dúvidas e preocupações com febre, gripe, resfriado, conjuntivite, dor de garganta e uma série de viroses respiratórias já é rotina para os pais. Geralmente, as temperaturas mais baixas indicam uma supervalorização da fragilidade dos pequenos a essas doenças e, para ajudar os pais, separei algumas dicas de cuidados que vão desde a roupinha até a alimentação mais adequada durante as baixas temperaturas:

1 – Manter o nariz limpo – Bebês com menos de 1 ano de idade tendem a respirar quase que exclusivamente pelo nariz e, por isso, é importante mantê-lo sempre limpo. O uso de soro fisiológico para a limpeza evita a desidratação e a formação de crostas no canal, além de impedir que agentes infecciosos que estão no ar entrem em contato com a mucosa e o organismo da criança.

2 – Banho do bebê – Nos dias mais frios, por mais que os pais queiram manter os bebês quentinhos, o banho não deve durar mais que 10 minutos e a temperatura da água não pode ultrapassar os 37°C; tudo isso para evitar o resfriamento do corpo do bebê e assim, os resfriados.

Ao preparar o banho, a dica é que os adultos pré-aqueçam o ambiente e mantenham portas e janelas fechadas, evitando correntes de ar. Deixem também a troca de roupa bem próxima para que o bebê não circule pela casa sem estar devidamente agasalhado.

3 – Como vestir o bebê – É importante que os pais fiquem atentos a escolha da roupinha, porque os pequenos transpiram bastante e a quantidade de roupa pode incomodá-los, tanto por estarem com calor como com frio. Às vezes, a irritação e o choro sem motivo aparente têm apenas uma causa: o excesso de roupas.

Na hora de dormir, mesmo sendo genuína a preocupação em agasalhar os filhos para que tenham um sono tranquilo e quentinho, os pais não devem deixar mantas ou gorros próximos ao bebê para evitar que durante a madrugada não sufoque no caso de acordar ou rolar no berço.

4 – Vacinação em dia – Nesta época do ano, com poucas chuvas e o ar mais seco, crianças e bebês são alvos comuns de gripes e resfriados devido ao organismo dos pequenos ainda ter um sistema imunológico imaturo. Se seu filho apresentar quadro febril, espirros, tosse e coriza por mais de 3 dias, consulte o pediatra para melhor avaliação e indicação de medicamento. Importante: nunca medique o seu filho antes de consultar o médico! Além disso, é imprescindível manter a vacinação em dia desde o primeiro mês do recém-nascido e para maximizar o potencial protetor para a criança.

5 – Aquecedores e vaporizadores – Para os pais que optam em usar aquecedores no quarto do bebê, não há problema em usar vaporizadores ou aquecedores a óleo, que mantém o ambiente quente sem ressecá-lo. Mas, vale lembrar que não é para transformar o quarto da criança em um verdadeiro forninho porque a temperatura alta não fará bem e ao transportar a criança para outros ambientes da casa, menos aquecidos, irão causar grande choque para os pequenos.

6 – Manter o quarto arejado – Quando a criança estiver fora do quarto, pais e cuidadores devem abrir as janelas e deixar o ar circular no ambiente, livrando-o de possíveis agentes infecciosos que ali tenham se alojado. Na hora de dormir, tudo fechado novamente.

É importante também manter a limpeza do quarto diariamente. Mas atenção, observe as informações nos rótulos dos produtos utilizados, uma vez que alguns contêm em sua fórmula alguns componentes químicos que podem agredir a criança. Na dúvida, fale com o seu pediatra.

7 – Higiene das mãos – Lavar bem as mãos das crianças é uma medida eficaz para prevenir resfriados e outras viroses. Principalmente, para as crianças em idade escolar que ficam em ambientes fechados, o que contribui para a transmissão de doenças por via aérea e também por agentes transmissores que ficam nas superfícies. Como prevenção, a higienização das mãos deve ser feita ao chegar da rua, da escola, antes das refeições, após ir ao banheiro ou quando tossir e espirrar.

Sempre reforço aos pais nas consultas, que o hábito de lavar as mãos começa na infância e, se educadas corretamente, as crianças o manterão por toda vida.

Tópico importante e quase sempre esquecido quando falamos em cuidados com bebês e crianças, é a saúde dos pais e cuidadores. Parece óbvio, mas acompanhei alguns casos de pais que não tinham, por exemplo, o hábito de lavar as mãos antes de segurar o pequeno.

Então, fica o alerta, os adultos também devem manter hábitos saudáveis não somente para a proteção de si mesmos, mas também do bebê ou criança com quem convivem.

De modo geral, os cuidados no inverno nada mais são que a intensificação dos cuidados que devem ser comuns em qualquer e toda época do ano, sempre com atenção redobrada a higiene, alimentação adequada, vacinação das crianças e a visita constante ao pediatra.


Dia Mundial da Amamentação: Aleitamento Materno
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Dr. Sylvio Renan

Hoje é comemorado o Dia Mundial da Amamentação, onde irei explicar porque algumas mães optam por não amamentar e outras passam pelo desmame precoce. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), em associação com a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o aleitamento materno é fundamental nos primeiros seis meses de vida das crianças. Nesta fase é necessário apenas o leite materno como alimento. Contudo, há algumas mães que não desejam amamentar, e outras não conseguem por falta de leite.

O que é recomendado em casos como estes e como nós pediatras devemos orientar as mães a lidarem com essas situações sem prejudicar a saúde dos bebês? Além de a amamentação proporcionar diversos benefícios para os bebês e para as mães, este é o alimento mais completo e equilibrado que existe no início da vida, e contribui para a boa formação do sistema imunológico de uma criança. Para as mães, por outro lado, é um modo de prevenção de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de cânceres, e ainda colabora para uma perda de peso mais rápida.

O fato de algumas mães optarem por não amamentar ocorre por inúmeras razões, como não sentir vontade, medo de não fazer direito, dor, preservação dos seios, depressão pós-parto ou crença familiar, que é o que ocorre quando algum parente próximo relata uma má experiência ou julga o ato desnecessário e, desta forma, influencia a lactante.

Para a mulher, essa fase pode conter muitas dúvidas e inseguranças. Neste período, é importante o apoio do pai da criança e da família de ambos, que devem cercar a mãe de muito carinho, ajuda e incentivo para o aleitamento materno. Eu como pediatra tenho como função convencer as mamães, após o parto, que o leite materno é a forma mais natural, barata e nutritiva para oferecer ao seu bebê.

Caso a decisão de não amamentar já tenha sido tomada, nós profissionais devemos orientar a mãe de que forma poderá substituir o alimento, seja pelo leite industrializado ou fórmulas derivadas do mesmo, com retirada de nutrientes menos adequados ao bebê e introdução de substitutos de maior digestibilidade (absorção de nutrientes) e menos alergênicos.

O leite das ‘fórmulas’ ou mamadeiras, por ser o leite industrializado modificado, pode provocar entre outros quadros alergia à proteína do leite de origem animal (que não é a idêntica à do leita materno), provocando desde eczemas até quadros intensos de asma. Isto ocorre com mais frequência quanto mais cedo o bebê começa a ingerir o leite de mamadeiras. Por isso é preciso orientação correta e acompanhamento.

 

Desmame Precoce

Em paralelo a essa realidade, existem alguns problemas comuns que interrompem a amamentação contra a vontade da mãe, como a mastite (infecção das mamas), que leva ao desmame precoce devido à dor que provoca e ao risco de infecção ao bebê, e ainda quando os mamilos são mal formados, por falta da produção de leite, internações prolongadas da criança, volta da mãe ao trabalho ou depressão pós-parto.

Para os casos do desmame precoce, decorrente de algum problema com a mãe, existem vários estímulos para o leite não secar, como beber bastante líquido, manter uma alimentação saudável e fazer exercícios de massagem nos seios. Retirar o leite e insistir que o bebê pegue o peito também são estímulos, mesmo quando se tem apenas o colostro.

As mães devem respeitar os seis meses de amamentação indicados pela OMS, para proporcionar uma melhor saúde aos seus filhos. A Organização Mundial de Saúde preconiza o aleitamento materno do nascimento até o bebê completar seis meses. Depois deste período é possível oferecer outros alimentos, mas vale persistir no leite materno como única fonte de alimentação até o primeiro ano de idade. Em alguns casos, como em regiões mais pobres do planeta, a orientação é que o aleitamento materno seja estendido até os dois anos de idade.

 

Cartilha sobre amamentação e alimentação complementar

 shutterstock_166163945A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) disponibiliza em seu site uma cartilha sobre amamentação e alimentação saudáveis para os bebês, onde explica as vantagens, como amamentar e estimular uma maior produção de leite, como evitar o empedramento e como e quando deve ser feito o desmame, entre outras indicações importantes. Para ler na íntegra, acesse: http://bit.ly/2a5aY2f

 

 


Férias também é tempo para o check up nas crianças
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Dr. Sylvio Renan

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Em julho, durante o recesso escolar, é importante que as crianças aproveitem o tempo livre para brincar, viajar e se divertir. Durante muitos anos de prática clínica, vejo que a atenção dos pais para o checkup infantil durante as férias tem crescido. E isso é bom: sinal de maior conscientização dos adultos para a atenção dos cuidados com a saúde dos filhos.

Agendar consultas médicas neste período tem algumas vantagens. Com mais tempo e a disponibilidade de horários das crianças e dos pais, uma avaliação mais detalhada pode exigir exames complementares, que com mais profundidade auxiliem um diagnóstico mais preciso. E, se for o caso, seguir algum tratamento mais específico.

Às vezes, é preciso recorrer a outros especialistas ou realizar exames laboratoriais e ainda remarcar o retorno ao pediatra. E tudo isso demanda tempo.

Por outro lado, casos corriqueiros, como intolerância a algum alimento, sinais na pele, dúvidas quanto ao crescimento ou ainda qualquer outra mudança física ou comportamental, poderão ser avaliados para eliminar certas preocupações naturais dos pais.

O tempo cada vez mais escasso e em um mundo que se torna mais dinâmico a cada dia, muitas vezes não permite olharmos com atenção às crianças. Por isso, vale a pena estabelecer uma agenda de cuidados médicos periódicos.

Lembre-se, serão apenas alguns dias durante as férias para planejar, ir ao médico e realizar todas as avaliações quando necessários. Enquanto que o maior tempo disponível será dedicado ao lazer e em aproveitar o free time com os pequenos, através de  brincadeiras, passeios e viagens, que são igualmente importantes para a saúde dos nossos filhos.


Pais e educadores devem saber como prevenir a anafilaxia na escola
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Dr. Sylvio Renan

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A anafilaxia é uma grave reação alérgica que pode levar o indivíduo a óbito, ocasionado em decorrência da ingestão de alimentos, picadas de insetos, materiais produzidos com látex ou medicamentos. A reação pode ocorrer dentro de um minuto ou horas após a exposição a um alérgeno. São muitos os fatores que podem provocar tanto alergia como anafilaxia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os quadros alérgicos vêm aumentando em todo o mundo e 25% dos casos de mortalidade por reação anafilática ocorrem na escola.

Além da atenção dos pais, educadores e funcionários das escolas também precisam saber identificar os sintomas, uma vez que é o local onde crianças e adolescentes passam a maior parte do dia.

Os principais sintomas da anafilaxia são urticárias na pele, inchaço, coceira ou vermelhidão, rouquidão súbita, edemas labiais, problemas gastrointestinais, respiratórios ou cardiovasculares [queda de pressão]. A reação alérgica aguda é subestimada por não ter nenhuma notificação obrigatória, o que torna difícil a validação de sua prevalência. Contudo, alguns artigos científicos apontam, em torno, de 4 a 50 casos por 100 mil pessoas.

O diagnóstico da anafilaxia é clínico. Por isso, os pais, assim como profissionais da escola, professores, coordenadores, diretores e responsáveis pelo transporte escolar devem ter o prévio conhecimento se a criança é alérgica, para contribuir com o rápido atendimento médico. É importante que as escolas tenham nas fichas dos alunos os registros de antecedentes de todas as doenças, assim como alergias. Ao mesmo tempo, ter a listagem das substâncias alérgenas. Relacionado a isso, vale lembrar que no ano passado a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma Resolução que obriga a informação na rotulagem em 17 principais grupos de alimentos e bebidas.

Anafilaxia na escola

Se a reação alérgica acontecer no ambiente escolar, os responsáveis devem transferir o paciente com urgência para o posto de atendimento médico mais próximo, para garantir melhores possibilidades de sobrevivência. Habitualmente, são utilizados corticosteróides e derivados de adrenalina, mas tais medicamentos devem ser aplicados por via parenteral (injeção ou cateter nas veias periféricas) e na dosagem correta, que varia de acordo com o peso da criança e/ou do adolescente.

O medicamento não pode ser aplicado por qualquer pessoa; apenas por profissionais habilitados/treinados. Caso a escola tenha uma equipe treinada para o atendimento emergencial e monitoração da situação até a chegada de socorro médico, essa então deverá prestar os primeiros socorros, de acordo com os protocolos.

Ter conhecimento da reação alérgica dos alunos e equipe devidamente treinada para situações emergenciais dentro das escolas é de extrema importância para prevenir tragédias, que podem ocorrer mesmo sob muita vigilância.

Para prevenção de casos graves de anafilaxia, a SBP produziu um “Guia Prático” para escolas e pais, que pode ser conferido aqui.

Anafilaxia X Asma

Sendo um capítulo à parte, as crianças asmáticas merecem atenção redobrada dos pais e profissionais da escola, pois nestes casos a reação pode ser ainda mais grave e fatal.

Especialistas em Alergia e Imunologia Pediátrica da SBP entregaram no início deste ano um abaixo-assinado ao Ministério da Saúde solicitando a disponibilização imediata da adrenalina injetável para pacientes com predisposição à anafilaxia e/ou asmáticos, que correm riscos de crises fatais fora do ambiente hospitalar. Saiba mais sobre a solicitação da SBP ao Ministério da Saúde aqui.

 


Abandonar acompanhamento pediátrico pode comprometer a saúde das crianças
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Dr. Sylvio Renan

Abandonar o pediatra

Abandonar o acompanhamento pediátrico pode comprometer a saúde das crianças


Visto como exagero por muitos, a cada ano a área pediátrica vê aumentar o caso de pais que abrem mão das consultas periódicas e retornam aos consultórios quando seus filhos não apresentam uma boa saúde e são diagnosticados com doenças que poderiam ser evitadas ou tratadas a tempo, caso tivessem acompanhamento regular.

Para muitos pais é normal levar seguidamente seus filhos ao pediatra, principalmente nos primeiros anos de vida. Depois, conforme a criança cresce, as consultas são mais espaçadas. No entanto, a pediatria parte do princípio de que o corpo da criança está em pleno desenvolvimento, em crescimento e que levar e manter os pequenos ou os adolescentes nas consultas ao pediatra é uma atitude preventiva.

Recomendo que o acompanhamento por um pediatra seja feito a partir do nascimento e até mesmo por volta dos 21 anos de idade, o que pode parecer estranho, mas é somente nessa idade que o crescimento finda. O ideal é que as consultas sejam mensais durante o primeiro ano, trimestrais, durante o segundo, semestrais, dos 3 aos 7 anos, e anuais daí por diante.

Em virtude do afastamento do consultório pediátrico, algumas das doenças diagnosticadas tardiamente como o diabetes, as doenças de tireoide, doenças endócrinas, e até a Doença Renal Crônica (DRC) poderiam ter sido diagnosticadas precocemente. Essas doenças podem ser bem controladas antes que ocorram sequelas e só nas consultas que podemos trabalhar na prevenção, como é o caso das vacinas, que tem indicação para cada fase da vida.

Vacinas
A vacinação é fundamental para a prevenção de inúmeras doenças, sobretudo na infância e na adolescência. A coqueluche, doença infecciosa aguda, transmitida pelas vias respiratórias e que compromete o aparelho respiratório, teve um grande aumento no número de casos nos últimos anos. Segundo alguns especialistas, muito em virtude do abandono da vacinação em crianças e adolescentes.

No mesmo rol das vacinas também está o HPV, vírus que atinge a pele e as mucosas e que pode causar verrugas ou lesões percursoras de câncer. A prevenção do HPV e do câncer do colo do útero inicia-se com uma vacina própria para as meninas, já a partir dos 11 anos de idade.

Infelizmente, há tabu e falta de conhecimento no que diz respeito às vacinas. O medo tem afastados os pais – e seus filhos – da imunização. Este é um fenômeno mundial, quase sempre baseado em falsas informações, e que prejudicam negativamente a proteção de crianças e adultos contra moléstias infecciosas.

Doenças que podem ser prevenidas com a vacinação:

  • Meningites;
  • Poliomielite;
  • Rotavirose;
  • Caxumba;
  • Sarampo;
  • Catapora;
  • Coqueluche;
  • Hepatites;
  • HPV;
  • Rubéola;
  • Febre Amarela;

Obesidade
Outra importante função da consulta ao pediatra é a capacidade que o médico tem em olhar aspectos afetivos e comportamentais, que geralmente afetam a saúde da criança. Caso da obesidade infantil, decorrente de maus hábitos alimentares que nós só constatamos no retorno dos pais, quando já estão assustados com o sobrepeso ou sintomas piores do quadro de obesidade.

Adolescentes devem ir ao pediatra
Acompanhar o desenvolvimento dos adolescentes também é de extrema importância. Nesta fase ocorre o crescimento físico exponencial e as alterações psicológicas, que devem ser monitoradas para garantir que a criança se torne um adulto forte, saudável e capaz.

Para os meninos, é indicado consulta anual e, em casos pontuais, como quando há comprometimento do sistema reprodutor, será encaminhado para um especialista. Para as meninas, além das visitas anuais ao pediatra, é necessário procurar um ginecologista, que informará a periodicidade das consultas.

Prevenção
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), existe a tendência das crianças nascidas atualmente viverem até os 120 anos de idade! E isso só aumenta a responsabilidade da pediatria em buscar uma vida mais saudável, com orientações de dietas, atividades e atitudes que proporcionarão às crianças um alicerce que permitirá não só a longevidade, mas qualidade de vida no futuro.

 

Abraço e até mais,
Dr Sylvio Renan


Vacine seu filho. Por ele. E por todos nós!
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Dr. Sylvio Renan

Vacine seu filho. Por ele. E por todos nós!

Vacine seu filho, por ele e por todos nós!

Algumas famílias ainda insistem em não vacinar suas crianças. Argumentam que há riscos e efeitos colaterais das vacinas. Há quase duas décadas alguns pais ainda persistem nisso.

Mas, ao não vacinar seus filhos, os deixam desprotegidos, e mais suscetível às doenças. As vacinas impedem a disseminação de doenças, são eficazes e salvam milhares e milhares de vidas.

Recentemente, um estudo divulgado pelo Journal of American Medical Association (JAMA) deixou isso bem claro. Os pesquisadores analisaram surtos de sarampo e coqueluche e descobriram que as pessoas não vacinadas eram a maioria dentre as que adoeceram. E a maioria estavam no grupo em que as famílias tinham decidido em não vacinar.

Além do sarampo e da coqueluche, doenças aparentemente erradicadas, poliomielite e difteria ainda estão em circulação em diversos países, com  agravo do quadro. Atualmente a ocorrência de inúmeros casos da gripe influenza, o vírus H1N1, vitimou adultos e crianças.

Quando os pais optam por não vacinar, contribuem para que um germe evitável ​​por vacinação se espalhe por toda a comunidade, seja um bairro ou uma cidade inteira.

Também vivemos em um mundo globalizado, onde percorrer longas distâncias é relativamente fácil. E um país ou outro pode não ter erradicado determinadas doenças. Se não estivermos em dia com a vacinação, corremos riscos por estarmos desprotegidos.

Algumas pessoas por razões específicas, como problemas imunológicos, por exemplo, não podem ser vacinadas. Mas estas, seja um familiar ou um amigo, precisam de pessoas saudáveis (e vacinadas) em torno delas, para que prossigam seus tratamentos e cuidados sem riscos externos.

Todo tratamento médico, assim como toda vacina, pode ter efeitos colaterais, secundários e incide em riscos. Ainda assim, as vacinas são imprescindíveis, para nossos filhos, para nós e para a sociedade.

Para saber mais sobre o assunto e o estudo publicado no JAMA, acesse os links abaixo (em inglês):

A verdade inconveniente sobre recusar a vacinação

Journal of American Medical Association (JAMA)

#H1N1

 

 


Brasil antecipa prevenção contra H1N1
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Dr. Sylvio Renan

Brasil antecipa combate ao vírus H1N1

Brasil antecipa prevenção contra  H1N1

 

As ameaças à saúde estão em todos os ambientes, por isso é necessário se informar e manter-se sempre alerta aos perigos invisíveis de alguns vírus, como o H1N1, por exemplo, conhecido com vírus influenza (tipo A).

O Influenza A/H1N1 é a combinação de 3 outros vírus: o da gripe comum, da gripe aviária e o da gripe suína.

No Brasil, há alguns anos são registrados numerosos de casos da gripe associada ao H1N1 e, infelizmente, com óbitos.

Em abril, o Ministério da Saúde começará a distribuir a vacina, e estará disponível também nas clínicas particulares.

Sintomas:

Fique atento aos sintomas causados pelo vírus H1N1/influenza (tipo A):
– Febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino;
– Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações;
– Irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência;
Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Previna-se!

Siga algumas recomendações dos principais órgãos de saúde internacionais:
– Lave sempre bem as mãos;
– Não reutilize lencinhos higiênicos;
– Evite o contato com pessoas infectadas;
– Não compartilhe objetos pessoais;
– Procure seu médico se surgirem sintomas do H1N1.

 

 


Dor de barriga e febre: o que elas podem ser?
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Dr. Sylvio Renan

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Que um bebê e uma criança adoecem com mais facilidade isso todo pai e mãe sabem. Mas, o que é inegável, são as dúvidas e, às vezes, o desespero que afligem estes pais em como identificar uma possível doença no seu filho.

Para tentar diminuir estas aflições, reuni algumas dicas sobre os sintomas que as crianças dão, como um sinal, um aviso: ‘não estou bem’.

Além do choro, característico de que algo está errado, há outros sinais importantes que indicam que o pequeno pode estar doentinho: a febre e a dor de barriga.

É importante esclarecer que a dor de barriga é absolutamente inexpressiva em bebê e, principalmente, em crianças maiores. Ela pode advir de uma contração muscular (basta lembrar os movimentos bruscos, as cambalhotas e as posturas assumidas pelas crianças), excesso de gases, contrações abdominais por alimentos inadequados, além, é claro, daquelas dores que passam logo após um carinho da mãe (as de origem psicoafetivas).

No entanto existem aquelas dorzinhas que são características de alguma doença. Estas, geralmente, vêm acompanhadas de febre, e não melhoram facilmente com medidas caseiras, além de terem uma tendência a aumentar com o passar do tempo.

Em relação à febre, esta é uma defesa do organismo frente a algum fator agressor, que, ao perceber que está sendo invadido, seja por fungos, bactérias, vírus ou corpos estranhos, aumenta sua produção de leucócitos (ou glóbulos brancos – células do sangue especializadas na defesa contra invasões), dirigindo-se ao local da agressão e iniciando o processo inflamatório visando destruir o invasor. Durante esta etapa, ocorre a liberação de pirógenos responsáveis pelo aumento da temperatura do organismo, o que aumenta o poder de ação dos glóbulos brancos.

Se considerarmos que os vírus e bactérias, quando invadem o organismo, provocam febre antes da instalação da doença a ponto de ser perceptível para diagnóstico médico, a consulta precoce ao profissional não antecipa o início do tratamento. O pediatra (ou outro profissional da medicina) somente prescreverá algum tratamento quando tiver bons indícios ou até a certeza do que está acontecendo com a criança. Dependendo da doença, os sintomas podem aparecer de 1 a 7 dias e, muitas vezes, o diagnóstico é possível somente após exames laboratoriais.

Para amenizar a dor de barriga e, principalmente, a febre, muitos pais recorrem a remedinhos da farmacinha caseira. Mas, afinal, isso é aconselhável? Importante dizer que se o pediatra já prescreveu uma determinada medicação em outras ocasiões, a mesma pode ser utilizada até que o médico seja contatado e informado quando ocorrer um novo sintoma.

Para cessar a febre, por exemplo, o pediatra habitualmente deixa com os pais a prescrição com a dose correta para cada criança, com indicação de antitérmicos que podem ser utilizados quando apresentar febre.

Existe uma tabela que muito auxilia os pais quando precisam recorrer ao pediatra em casos febris:

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Medicamentos podem provocar reações adversas, mesmo que não sejam ministrados em altas dosagens. Como alternativa, outra manobra que diminui a temperatura corporal é dar um banho morno, com temperatura aproximadamente 2ᴼ C abaixo da temperatura do corpo da criança naquele momento.

Contudo, vale frisar que qualquer medicação deve ser prescrita pelo pediatra. Ou outro médico, dependendo de cada caso.

 

 


Quanto o meu filho vai crescer?
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Dr. Sylvio Renan

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Uma das principais preocupações que afligem os pais e também os adolescentes que atendo em meu consultório está relacionada à altura. Esta apreensão é normal, principalmente entre os meninos que propagam a imagem de que homem tem que ter músculos, ser alto e atleta.

Recentemente, recebi uma dúvida de um garoto, de 14 anos, que queria saber até que altura iria crescer. Uma pergunta que me fez pensar sobre o assunto, muitas vezes questionado em consultas e conversas informais, e que me levou a escrever este post para o Blog.

Entre as dúvidas está a relação da taxa de crescimento com a puberdade, um período da adolescência com duração de dois a quatro anos, caracterizado por transformações biológicas, físicas e psíquicas. É nesta fase que acontece o crescimento esquelético linear, a alteração da forma e composição corporal, o desenvolvimento de órgãos e mudanças no sistema reprodutivo sexual.

Vou tomar como exemplo o questionamento do jovem. Ele tem 14 anos e apresenta uma altura de 1m84. Neste caso, projeta, através do gráfico de crescimento da NCHS, dos Estados Unidos (sigla em inglês para National Center for Health Statistics), uma altura final de cerca de 1m92.

No entanto, temos que considerar quando foi o início da puberdade deste jovem. Quanto mais precoce, menor será sua estatura final. Inversamente, quanto mais tardia, maior será seu crescimento.

Claro que outros fatores estão envolvidos, como a genética de cada um. Dificilmente uma criança de pais e avós com estaturas mais baixas terá uma altura muito superior que a de seus descendentes.

E como descobrir se há um déficit no crescimento do seu filho? Para fazer esta avaliação é necessário saber, antes de tudo e com precisão, a altura, o peso e a maturação sexual. Este processo será mais bem alinhado com o acompanhamento do pediatra da criança, que poderá avaliar se há ou não deficiência na curva de crescimento.

Mas atenção! Não há motivos para pânico se o seu filho é baixinho. O processo de crescimento é relativo de criança para criança e envolve estudo particular de caso a caso. Lembre-se, qualquer dúvida ou alerta de que algo está errado, converse abertamente com o seu pediatra.


Amigdalite, nefrite e inverno
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Dr. Sylvio Renan

nefrigeQuem nunca teve um quadro de infecção nas amígdalas provavelmente já ouviu falar deste problema causado por vírus e bactérias, em que os sintomas são inchaço, dor, secreção purulenta e vermelhidão das amígdalas. O que muitos não têm conhecimento é que quando o problema ocorre na infância e adolescência e não é tratado corretamente, a infecção pode se agravar e ocasionar problemas seríssimos como a febre reumática, ou nefrite, que é a inflamação nos rins.

A nefrite se desenvolve em decorrência de uma reação entre os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico com partes da bactéria que causou a infecção de garganta, sendo que esta reação acaba por inflamar os rins. Os sintomas podem ser diminuição da urina, urina avermelhada pela presença de sangue, inchaço nos olhos e pernas e hipertensão arterial. A prevalência da nefrite é maior em meninos do que em meninas e ocorre principalmente por volta dos 7 anos de idade.  A doença pode começar a ser notada de 2 a 3 semanas após o início de uma infecção de garganta ou na pele, observando-se a diminuição na quantidade de urina, com escurecimento da cor que passa a ser como a cor do de refrigerante de coca ou chá. Em alguns casos a criança pode sentir cansaço devido ao quadro de inchaço, nem sempre percebido pelos pais.

A confirmação da doença é realizada por meio de exames de sangue, que indicam comprometimento dos rins. Também é realizado o exame de urina, que pode apontar a presença de sangue e de proteínas.

A possibilidade do surgimento da nefrite aguda pode ser diminuída, com o tratamento adequado das infecções de garganta e de pele (impetigo). Na fase aguda da nefrite deve-se controlar a pressão arterial e a ingestão de sal e de líquidos. Algumas vezes é necessário tratamento medicamentoso da hipertensão arterial que pode ser realizado ambulatoriamente ou a nível hospitalar, dependendo da gravidade do caso.  A doença evolui para cura, na maioria dos casos.

Em casos de problemas nas amígdalas e de infecção de pele, faça o acompanhamento do seu filho com um pediatra e mantenha a atenção durante o tratamento.

Para saber mais e tirar suas dúvidas sobre as doenças e tratamentos abordados hoje, acesse: www.mbapediatria.com.br