Blog do Pediatra http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br O objetivo deste blog é fornecer informações básicas relacionadas à área da pediatria. Sun, 16 Jun 2019 12:32:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Inverno chegando: veja como proteger a saúde de bebês e crianças http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/inverno-como-proteger-bebes-e-criancas/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/inverno-como-proteger-bebes-e-criancas/#respond Sun, 16 Jun 2019 07:00:50 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=983

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Com a entrada do inverno e as temperaturas mais baixas, os vírus e bactérias se proliferam mais facilmente, aumentando os riscos de contágio, especialmente das crianças que possuem imunidade mais baixa. Resfriados, gripes, crises alérgicas, com infecções das vias aéreas, são mais comuns nesta época e por isso a prevenção é fundamental.

Neste sentido, a premissa da atenção recai sobre o cumprimento do calendário de vacinação do Ministério da Saúde, seguido de algumas medidas bem simples e que fazem toda a diferença para aumentar a proteção dos pequenos.
A atenção dos pais e cuidadores deve começar em casa, com pequenas mudanças como, por exemplo, com as crianças que já passaram pelo aleitamento exclusivo, com o seguimento de uma alimentação saudável e boa ingestão de água. Isso porque a alimentação correta, equilibrada em nutrientes, tem papel importante para o fortalecimento do sistema imunológico, gerando mais resistência ao organismo.

Sobre a questão do ambiente, é importante deixá-los sempre limpo, livre de ácaros e poeira, mas vale ressaltar também o cuidado com os produtos usados nessa limpeza, que não podem ter cheiros fortes para não causar crises alérgicas.

Outra dica é manter as janelas abertas! Por mais difícil que isso pareça nos dias mais frios, é essencial para que o ar circule e os vírus não se proliferem. A intenção não é expor a criança a corrente de ar, mas manter os cômodos arejados.

Da mesma forma, é indicado não manter a criança em aglomerações, lugares com muitas pessoas e que eventualmente estão mais abafados, sob o risco de contaminação mais fácil por alguém já com vírus e bactérias.
Manter as mãos delas e de quem convive com elas sempre limpas é outra medida essencial. Proteger a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, também.

De modo geral, as orientações para esta estação do ano são mesmo de prevenção, e em caso de a criança evoluir para um quadro de gripe ou resfriado, é importante a monitoria pelo pediatra. Se ela já estiver em idade escolar, é prudente que não frequente as aulas até que esteja estabilizada, tanto para que possa se restabelecer completamente quanto para não ser agente de transmissão para outras crianças.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan

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Leitura em papel ou no e-book, o importante é ler desde criança http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/02/leitura-em-papel-ou-no-e-book-o-importante-e-ler-desde-crianca/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/02/leitura-em-papel-ou-no-e-book-o-importante-e-ler-desde-crianca/#respond Sun, 02 Jun 2019 07:00:31 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=977

Crianças tem uma imaginação impressionante, são incríveis as coisas que saem da cabeça dos pequenos, como, por exemplo, as famosas perguntas que nos pegam de surpresa e até as justificativas mágicas sobre o nosso mundo adulto.

Porém, apesar da imaginação ser nata e seu potencial criativo e lúdico muito próprio da faixa etária, é dever de todo pai, mãe, avós e adultos que estejam por perto da criança estimular o mundo imaginativo, da fantasia, pois proporcionam descobertas e conhecimentos. Uma das ferramentas para esse estímulo são os livros!

No entanto, o que era para ser uma coisa natural, acaba sendo uma peça difícil de encaixar no quebra-cabeça na vida de uma família, sobretudo a brasileira, já que muitas crianças, assim como muitos adultos, infelizmente, ainda não têm o hábito da leitura.

Além deste motivo, videogames, celular, tablets e a televisão disputam acirradamente a atenção da garotada e, muitas vezes, ganham deslealmente do livro. Então, como fazer para que os baixinhos tomem gosto pela leitura?

1º Dê o exemplo:
Antes de tudo, repito uma frase clássica e verdadeira: “criança vê, criança faz”. O exemplo deve vir de casa: se um adulto lê na frente da criança, involuntariamente, estará dando o bom exemplo da leitura.

2º Idade certa para ler:
Na verdade, isso não existe. É claro que a criança começa a desenvolver a cognição para a leitura de fato por volta dos 5  anos de idade, mas caso seu filho ainda seja pequeno e não saiba ler, o incentivo ao gosto e curiosidade pelos livros pode vir de maneira indireta, através da contação de histórias. Leia histórias infantis, bem ilustrativas, ou leia um livro para ele, a cada dia um trecho, um capítulo. Além de ser uma oportunidade de fortalecer os laços, vai instigá-lo ao mundo da leitura.

3º Os eletrônicos podem ser amigos:
Vivemos em uma sociedade conectada, em que todas, ou quase todas, as atividades humanas podem ser desenvolvidas através de dispositivos móveis e a leitura também se adaptou para esse universo.
Hoje, é comum a leitura de livros clássicos ou lançamentos por e-books e para crianças esse uso também pode ocorrer, mas com os devidos cuidados. Atenção à luminosidade, e ao tempo de exposição da criança são dicas para conservar a saúde da visão do pequeno.

Ajude seu filho a mergulhar no mundo mágico e fantástico que os livros podem oferecer, sejam eles de papel ou em e-books, o que vale é incentivar a criatividade dos pequenos!

 

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan

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Nem todo choro do bebê é sinal de cólica http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/nem-todo-choro-do-bebe-e-sinal-de-colica/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/nem-todo-choro-do-bebe-e-sinal-de-colica/#respond Sun, 19 May 2019 07:00:52 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=968  

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Toda vez que um bebê chora sem parar, mesmo depois de já ter sido alimentado e tido boas horas de sono, a primeira suspeita para o motivo do choro é ele estar se incomodando com as chatinhas e frequentes cólicas.

Quando tem cólica, o bebê faz vários movimentos, quer com os bracinhos e as perninhas; quer com o tronco, como também com a boca, parecendo querer mamar, mesmo que tenha sido alimentado há pouco e esteja sem fome.

As cólicas costumam acometer os bebês do nascimento até os três meses de idade, sendo mais comum naqueles alimentados com leite artificial do que nos que só ingerem leite materno. Isto ocorre devido à imaturidade do sistema digestivo do bebê, provocando contrações intestinais em vários sentidos, assim como também pela entrada de ar durante a sucção quando mama em mamadeira, e gera dores mais ou menos intensas. Geralmente, os pequenos têm cólicas entre o final da tarde e a noite.

O leite materno (natural) é o melhor alimento para seu filho, sempre! Ele possui lactobacillus bifidus que impedem o crescimento bacteriano no organismo da criança, evitam cólicas e estimulam o funcionamento do intestino.

Por outro lado, o leite artificial, assim como alguns outros alimentos, pode provocar cólicas nos bebês. Há indícios ainda de que os alimentos ingeridos pela mãe provoquem cólicas na criança – dependendo do tipo de alimento, ainda que metabolizados.

Fatores emocionais também podem levar às suspeitas de crises de cólicas. Se você, mãe, apresentar-se diante do seu pequeno com insegurança, ansiedade ou medo, ele vai absorver essa informação e apresentar em seguida os mesmos sentimentos, os quais ele expressa pelo choro. Certamente, você interpretará como cólica.

Por esse motivo, é muito importante manter-se sempre tranquila, conhecendo o que é normal e o que não é. A cólica não é uma doença, mas pode preceder problemas de intestino mais graves. Consulte sempre um pediatra, profissional melhor qualificado para averiguar se os sintomas são naturais ou se há a necessidade de uma análise mais detalhada, dependendo do caso.

Por último, é importantíssimo relembrar que a cólica não é a única causa de choro do nenê. Ele pode chorar também de fome, frio, calor, medo, ansiedade, por incomodo provocado por roupa e insegurança, entre outras causas. Os pais devem se lembrar disso e procurar, com calma e sem transferir sua insegurança para a criança, determinar a causa do incômodo de seu bebê. Afinal, nem todo choro é sinal de cólica!

Até a próxima, 
Dr. Sylvio Renan

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Cuidado com os bebês: outono é época de viroses! http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/05/05/cuidado-com-os-bebes-outono-e-epoca-de-viroses/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/05/05/cuidado-com-os-bebes-outono-e-epoca-de-viroses/#respond Sun, 05 May 2019 07:00:48 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=958

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No começo do outono foram registrados alguns surtos de virose em todo o país e, por isso, cabe o alerta para pais de bebês e crianças pequenas quanto ao risco da doença.

Basta o tempo esfriar para as crianças ficarem mais suscetíveis a contrair uma virose ou um resfriado e isso acontece porque, junto com a queda da temperatura, há também queda da umidade relativa do ar, além de consequente aumento da poluição. As crianças, cuja imunidade ainda está em desenvolvimento, acabam sentindo mais estes efeitos.

As alterações respiratórias provocadas pelo clima facilitam a proliferação de germes, principalmente os vírus, sendo as crianças por eles constantemente bombardeadas.

A virose é o diagnóstico inicial de uma infecção trato respiratório ou gastrointestinal e que tem como sintomas vômito, febre, inchaço dos glânglios e até diarreia, mas que não dura mais que 07 dias, tendo evolução positiva para a cura.

No entanto, devido a fragilidade dos bebês e crianças, a virose pode ser uma infecção perigosa e por isso separei as principais dicas para ajudar os pais a aumentarem a proteção dos filhos neste período, ou mesmo, proceder para o alívio de quadros virais.

– Se a regra geral é sempre lavar as mãos, neste período, este cuidado deve ser ainda maior. Pais e cuidadores tem de higienizar as mãos a cada manipulação de comida, saída de casa, contato com público, etc. O gesto deve ser repetido, claro, com a criança. Este simples gesto já ajuda bastante a evitar a contaminação por vírus e bactérias.

– Umidificar o ambiente – não apenas na hora de dormir, mas o dia todo – seja com bacia com água, toalha ao lado da cama/berço ou – preferencialmente – com umidificadores de ar.

– Intensificar a lavagem das narinas da criança com soro fisiológico (podendo ser de hora em hora nos casos já com congestão nasal). Algumas vezes torna-se necessário o uso de inalações e medicamentos descongestionantes e/ou antialérgicos – porém, somente os prescritos pelo pediatra.

– Manter a casa arejada e buscar ambientes de passeio ao ar livre, como parques e praças. Evitar aglomerações como shoppings.

Como podem ver, são gestos simples, mas que praticados de forma efetiva, colaboram bastante para aumentar a proteção dos baixinhos durante o tempo frio e seco que se inicia.

No entanto, caso a febre e a diarreia não diminuam no decorrer dos dias em tratamento após o diagnóstico do pediatra, os pais devem retornar ao médico. Isso porque o bebê e a criança podem facilmente ficar desidratados e suscetíveis à outras doenças mais graves.

Monitore de perto seu pequeno!

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Vacinação contra a gripe: o desafio contra “fake news” http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/04/21/vacinacao-contra-a-gripe-o-desafio-contra-fake-news/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/04/21/vacinacao-contra-a-gripe-o-desafio-contra-fake-news/#respond Sun, 21 Apr 2019 07:00:44 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=950

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe começou este mês em alguns estados brasileiros e está imunizando o grupo de indivíduos que são considerados de risco: crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes, mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias, pessoas com mais de 60 anos de idade, profissionais da saúde, professores da rede pública e privada, população indígena, portadores de doenças crônicas (diabetes, asma e artrite reumatoide – entre outros).

A ação é de grande importância para conter o quadro crítico mundial de contágio da gripe que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem gerado cerca de 650 mil óbitos por ano em todo o mundo.

A falta de informação ou informações incorretas, sem aval científico, as populares “fake news”, tem gerado o que ficou conhecido como “movimento antivacina”, propagando efeitos adversos errôneos.

Além das já constantes dificuldades econômicas de produção e distribuição de vacinas, a saúde acaba sofrendo com a crise de credibilidade, aumentando as complicações em efeito cascata para todo o sistema e a população.

Em consultório sempre friso aos pais que, embora a gripe seja uma das doenças que atinja mais pessoas anualmente, ela continua a ser menosprezada pela população, o que explica o alto índice de mortalidade em todo o mundo relatado pela OMS.

Por isso, nesse contexto hostil para a saúde, bebês e crianças estão no grupo de risco (assim como idosos), sendo os mais frágeis na luta contra infecções pelos variados tipos de vírus da gripe, devido a imaturidade do sistema imunológico deles.

O recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Organização Mundial de Saúde é que, a partir de 6 meses de idade os bebês devem receber a vacina contra a gripe. Reforço que as reações à vacina são raras, leves, sendo comum a febre vacinal que é controlada com antitérmicos prescritos pelo médico da criança.

Dores no corpo também podem ocorrer, embora mais raramente, sendo também tratadas com analgésicos. Já qualquer reação maior como vermelhidão geral no corpo, febre alta ou inflamação no local da vacina, devem ser avaliadas em atendimento médico.

Outro alerta importante e que voltei a fazer em consulta é sobre o quão fundamental é que os pais e demais pessoas que tenham contato com a criança e o bebê também estejam vacinadas, já que os vírus da gripe, assim como outros tantos, são transmitidos no contato com a saliva e mesmo ao respirar em ambiente contaminado.

O benefício da vacina é inegável, proporcionando mais segurança para o desenvolvimento pleno da criança; vacine-se e vacine seu filho!

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan

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Bebê pode usar repelentes? Como protegê-lo dos mosquitos? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/04/07/bebes-podem-usar-repelentes/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/04/07/bebes-podem-usar-repelentes/#respond Sun, 07 Apr 2019 07:00:17 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=940  

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Hoje sabemos que o mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir doenças graves, tais como a dengue, a chikungunya, a zika e a febre amarela.

Uma das formas de se prevenir da picada do mosquito Aedes aegypti é o uso dos repelentes de insetos. No entanto, muitos pais têm questionado se eles podem ou não passar o produto nos bebês.

Em meio aos históricos recentes de epidemias de doenças transmitidas por mosquitos, sendo as transmitidas pelo Aedes as principais, devemos ter muito cuidado com nossos filhos e tomarmos certas precauções.

Umas das medidas importantes é ler o rótulo do produto com atenção. Gestantes e indivíduos alérgicos aos componentes dos repelentes também devem evitar o uso.

ATENÇÃO: A substância mais comum encontrada nos repelentes industrializados é a piperina, mas este princípio ativo não é eficaz no combate ao mosquito da dengue.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), os princípios ativos indicados são o deet, que pode ser usado em crianças com mais de 2 anos, desde que não seja aplicado mais de três vezes ao dia, e o IR 3535, para crianças com mais de 6 meses. Estes produtos também são permitidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), porém é aconselhável ter orientação de um pediatra. Dos 2 aos 12 anos, é possível usar compostos com a substância icaridina. Os que contêm dietiltoluamida são permitidos apenas para pessoas acima dos 12 anos.

Apesar dessas orientações sobre as composições aceitas pelo organismo das crianças, sociedades médicas brasileiras e internacionais, como a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria alertam que o repelente só deve ser usado em casos de real necessidade e com muita cautela, para que não provoque reações adversas nos bebês, preservando sempre a saúde deles.

Protegendo o bebê sem o uso de repelentes

Para protegê-los, recomenda-se que sejam usados macacões compridos ou calças. Procure vestir roupas brancas nos bebês e crianças pequenas. O mosquito transmissor da dengue, o aedes aegypti, é atraído por roupas coloridas, assim como perfumes.

Outras medidas eficazes são os mosquiteiros, telas nas janelas e até velas naturais de citronela, o cheiro é leve para o bebê, mas incomoda os insetos, potencializando a proteção no quarto, mas atenção com o local onde deixará  a vela!

Mas se não houver jeito e você precisar aplicar o repelente no bebê, após a recomendação do pediatra, é importante não deixar a criança dormir com o produto no corpo – dê um banho antes. Tal como qualquer medicamento, mantenha os repelentes fora do alcance das crianças e não permita que elas passem sozinhas o produto.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan! 

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Como a superproteção dificulta o desenvolvimento infantil http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/03/24/superprotecao-dificulta-o-desenvolvimento-infantil/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/03/24/superprotecao-dificulta-o-desenvolvimento-infantil/#respond Sun, 24 Mar 2019 07:00:02 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=927

É dever de todo pai e de toda mãe cuidar de seu filho, dando-lhe segurança, proteção e amor. Cuidado, carinho, diálogo e atenção são extremamente importantes para o desenvolvimento e crescimento da criança.

Diariamente somos bombardeados com notícias sobre violência, doenças e demais perigos que assolam nosso país e o mundo, gerando inseguranças em todos nós. Obviamente, cuidados são necessários, mas quando essa função de protetores ultrapassa os limites e acaba atrapalhando o desenvolvimento da criança?

Como pediatra, pai e avô, entendo o valor e a intensidade do amor e a necessidade de diálogo entre pais e filhos. Sei e reforço sempre em consultório que a criança precisa de atenção e cuidados especiais. Porém, nossos pequenos também necessitam crescer e descobrir um mundo repleto de desafios e coisas atrativas.

Todos os adultos ao redor de uma criança, incluindo também os responsáveis na escola, devem permitir a seus filhos liberdade, contudo sem deixar de lado os ensinamentos e responsabilidade.

Privá-los e protegê-los exageradamente não será bom para o seu progresso, seja físico ou psicológico. A proteção exagerada pode gerar instabilidades, receios, ansiedades e angústias, dificultando a evolução destas crianças de se tornarem indivíduos independentes.

Dê a seu filho a oportunidade de crescer como pessoa, de poder enxergar o mundo com seus próprios olhos, de viver momentos mágicos, encontrar desafios e novas descobertas, superar medos e inquietações. Isso faz parte do desenvolvimento de qualquer pessoa.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan

 

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Como os pais podem fazer com que a criança entenda o ‘não’? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/03/10/como-os-pais-podem-fazer-com-que-a-crianca-entenda-o-nao/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/03/10/como-os-pais-podem-fazer-com-que-a-crianca-entenda-o-nao/#respond Sun, 10 Mar 2019 07:00:17 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=918

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Imagine a seguinte cena: seu filho pequeno de olho nos belos enfeites de porcelana que decoram a sua sala, pronto para atacá-los. Você apenas olha para ele e diz ‘não’. Mas, afinal, será que ele entendeu o que esta palavra significou? Visando ajudar os pais nesta nada fácil tarefa do processo de educação de seus filhos, reuni algumas dicas:

– A palavra não deve ser dita sempre de forma assertiva. Quando você diz não a uma criança isso significa que ela não poderá fazer o que foi proibido. Seja firme em situações realmente necessárias e verifique se a criança obedeceu e se afastou da circunstância que exigiu o ‘não’;

– A época de compreensão do ‘não’ é muito individual, dependendo também do comportamento dos pais. No entanto, aos dois anos a criança já tem uma percepção bem definida do sentido da palavra e sabe interpretar os casos em que seus pais a utilizaram adequadamente, como um aviso de que algo está incorreto;

– O ‘não’ deve ser sempre cumprido para que a criança compreenda mais rapidamente seu sentido;

– O ‘não’ deve ser dito normalmente, sem necessidade de gritos ou fortalecimento da voz. Se a criança já compreende o não, basta dizê-lo. E, se a criança já for maiorzinha, os pais devem sempre explicar o motivo do não (risco de acidente, proteção da criança, comportamento indesejável, etc.);

– Quando uma criança faz birra ao ser contrariada é porque você não foi assertivo em situações anteriores. Dizer ‘não’ e depois permitir que a situação indesejada aconteça cria insegurança na criança e é o estopim para que ela procure, em outros comportamentos romper as mesmas ou outras barreiras aparentemente proibitivas;

– Nos casos em que a criança persiste em atitudes inadequadas, mesmo já tendo sido chamada a atenção, deve-se retirá-la da situação indesejada, afastá-la do grupo, colocando-a em um cantinho, no quarto da criança ou em qualquer outro local em que ela se isole do grupo “para pensar” em seu comportamento;

– Bons comportamentos sempre merecem premiação. A maior delas, entretanto, é a atenção daqueles que a cercam, principalmente os pais. Porém, não podemos nos esquecer de que beijar, sorrir, cumprimentar, aplaudir têm o mesmo “significado” que xingar, ralhar, agredir, etc. Para a criança, todas as formas de atenção são altamente desejáveis pelos pequenos;

Todos os pais e mães devem lembrar que a vida é regida por disciplina, regras e limites. Que dizer “não” também traz benefícios e é educativo para que eles convivam bem socialmente no futuro.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan

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Carnaval com baixinhos pode ir além da folia e estimular desenvolvimento http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/02/24/carnaval-com-os-baixinhos-pode-ir-alem-da-folia/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/02/24/carnaval-com-os-baixinhos-pode-ir-alem-da-folia/#respond Sun, 24 Feb 2019 07:00:04 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=903

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Nem só de folia vive o Carnaval. Especialmente quando falamos em crianças, a nossa festa mais popular também pode ser uma oportunidade a mais de interação e desenvolvimento junto com elas. A partir dos estímulos corretos, os preparativos para a festa podem colaborar com o desenvolvimento infantil a partir de práticas manuais para a montagem da fantasia e dos adereços, abusando da criatividade para ensinamentos sobre trabalho em equipe, reciclagem, sustentabilidade e muito mais.

Com a ajuda dos pais, avós, tios, os pequenos podem ser estimulados a pensar no tema da fantasia e procurar os materiais disponíveis em casa para montá-la. Uma tarefa que também pode contar com a ajuda de amiguinhos.

Reutilizar objetos e materiais recicláveis explicando o que é “tempo de decomposição”, como funciona a eliminação do lixo que produzimos e também como a natureza recebe e retribui o que jogamos nela pode ser fixado pela criança de forma muito mais fácil dentro de um processo alegre e festivo.

O conceito aplicado nestes preparativos vai ao encontro da proposta apresentada pelo “movimento maker”, do faça você mesmo, em que a criança aprende e fixa mais fácil colocando a mão na massa para construir, reformar objetos. Tem ainda o valor agregado do exercício da coordenação motora, da concentração, da paciência e da disciplina.

Mas é importante que todo este processo criativo seja livre, sem envolver cobranças às crianças que possam se reverter em frustração e gerar resultados contrários ao que esperamos com o aprendizado e a diversão.

Bom Carnaval a todos!
Dr. Sylvio Renan

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Amigdalite pode virar nefrite, doença que compromete a saúde dos rins http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/02/10/amigdalite-pode-virar-nefrite-doenca-que-compromete-a-saude-dos-rins/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/02/10/amigdalite-pode-virar-nefrite-doenca-que-compromete-a-saude-dos-rins/#respond Sun, 10 Feb 2019 06:00:55 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=897

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A nefrite se desenvolve em decorrência de uma reação entre os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico com partes da bactéria que causou a infecção de garganta, sendo que esta reação acaba por inflamar os rins. Os sintomas podem ser diminuição da urina, urina avermelhada pela presença de sangue, inchaço nos olhos e pernas e hipertensão arterial. A prevalência da nefrite é maior em meninos do que em meninas e ocorre, principalmente, por volta dos sete anos de idade.  A doença pode começar a ser notada de 2 a 3 semanas após o início de uma infecção de garganta ou na pele, observando-se a diminuição na quantidade de urina, com escurecimento da cor que passa a ser como a cor do refrigerante de coca ou chá. Em alguns casos a criança pode sentir cansaço devido ao quadro de inchaço, nem sempre percebido pelos pais.

A confirmação da doença é realizada por meio de exames de sangue, que indicam comprometimento dos rins. Também é realizado o exame de urina, que pode apontar a presença de sangue e de proteínas.

A possibilidade do surgimento da nefrite aguda pode ser diminuída, com o tratamento adequado das infecções de garganta e de pele (impetigo). Na fase aguda da nefrite deve-se controlar a pressão arterial e a ingestão de sal e de líquidos. Algumas vezes é necessário tratamento medicamentoso da hipertensão arterial que pode ser realizado ambulatorialmente ou no hospital, dependendo da gravidade do caso.  A doença evolui para cura e deve ser acompanhada pelo médico nefropediatra, profissional indicado para tratar este tipo de caso.

Em casos de problemas nas amígdalas ou mesmo de infecção de pele, faça o acompanhamento do seu filho com o pediatra e mantenha a atenção durante todo o tratamento para que o quadro não evolua e assim se mantenha a boa saúde do pequeno.

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