Blog do Pediatra http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br O objetivo deste blog é fornecer informações básicas relacionadas à área da pediatria. Sun, 08 Sep 2019 07:00:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Criança coçando a cabeça pode ser piolho http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/09/08/crianca-cocando-a-cabeca-pode-ser-piolho/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/09/08/crianca-cocando-a-cabeca-pode-ser-piolho/#respond Sun, 08 Sep 2019 07:00:50 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=1033

Crédito: iStock

Os piolhos vivem entre nós há milhares de anos e ainda permanecem até os dias atuais, tendo nas crianças um alvo fácil pela facilidade do contágio que elas oferecem, especialmente em ambientes escolares e playgrounds onde elas interagem de forma muito próxima.

A pediculose, nome cientifico para a infestação por piolhos, é transmitida por meio do contato pelos cabelos, onde esses parasitas encontram “solo fértil” para sugar o sangue do couro cabeludo.

O principal sintoma para se suspeitar de que a criança possa estar com piolho é por meio da coceira, que a depender da intensidade, pode até causar pequenas feridas na cabeça, orelhas e nuca. Também podem ocorrer ínguas (processo inflamatório) próximas a esses locais.

Nestes casos, é importante verificar a presença das lêndeas, as ovas dos piolhos, pontinhos brancos que podem ser vistos no decorrer dos fios. Para tanto, lave o cabelo da criança, depois, com um pano nas costas da mesma, penteie o cabelo com pente fino e verifique se alguma lêndea ou mesmo piolho tenha caído durante a escovação.

A prevenção do contágio pelo piolho começa nos cuidados a partir do contato físico, o que não é fácil em se tratando de crianças. Mas, além disso, é importante manter a cabeça sempre limpa e não compartilhar pente e escova de cabelos. O mesmo vale para toalhas.

Se os pais atestarem a infecção por piolhos em seus filhos poderão consultar o pediatra para que o médico avalie e receite a medicação apropriada, geralmente um shampoo próprio para isso, que elimina os parasitas na primeira aplicação. Em casos persistentes, pode-se indicar uma medicação oral. Não é recomendado usar soluções caseiras, sob o risco de provocar alergias e queimaduras no couro cabeludo da criança.

Até a próxima,

Dr. Sylvio Renan

]]>
0
Seis dicas para a qualidade de vida de crianças e jovens http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/08/25/qualidade-de-vida-crianca/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/08/25/qualidade-de-vida-crianca/#respond Sun, 25 Aug 2019 13:20:39 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=1031

Crédito: Istock

Redes sociais, aplicativos, jogos online e vídeo games ainda com as complicações “naturais” da convivência social com seus pares na escola, as lições de casa e ainda a expectativa dos pais por notas altas…Ufa, não é fácil ser criança ou adolescente nos dias de hoje.

Todos esses universos de manifestação e expressão, somados às expectativas dos familiares tornam cada vez mais comum quadros de stress e ansiedade nas crianças e adolescentes, sobrecarregadas pelo excesso de informações.

Por isso, insisto em consultório, com os pais em investir em qualidade de vida para seus filhos. O que os leva constantemente a estranhar, e enumeram as atividades físicas e artísticas dos filhos muitas vezes com uma agenda mais cheia que a dos próprios pais.

Embora a qualidade de vida seja essencial em todas as idades, é nos primeiros ciclos que ela imprime papel de formação nos indivíduos, marcando-os de forma, muitas vezes, definitiva.

Visando auxiliar pais e cuidadores sobre a necessidade de atenção sobre este tópico, listei alguns itens para análise e prática com as crianças:

Saúde emocional: Cuidar da saúde física é de extrema importância. No entanto, o que mais vemos atualmente são crianças com problemas relacionados à saúde emocional. Dar atenção aos sentimentos e comportamentos do seu filho e promover o diálogo franco, é essencial para identificar os problemas e propor soluções;

Obrigações: Ouvir a criança antes de estipular tarefas e deveres é importante para que ele possa exprimir seus sentimentos. E não há lugar melhor para a criança desenvolver e praticar o diálogo do que na sua própria casa, com a sua família;

Ambiente externo: Para uma criança estar bem física e emocionalmente, ela precisa estar inserida em um ambiente que proporcione calma, tranquilidade e momentos de prazer. Analise os seus meios de convivência e suas reações;

Alimentação: É fato que as comidas industrializadas vieram solucionar a falta de tempo que temos para cozinhar nos dias atuais, mas fazer desta alimentação uma a rotina é assinar termo de ciência para o comprometimento da saúde de nossa família. Uma dica para fazer com que essa tarefa não fique sobrecarregada apenas a uma pessoa que já chega do trabalho cansada, é dividir o preparo da alimentação com os membros da casa. Além da ajuda, será um momento em que estarão juntos, contribuindo para estreitar os laços afetivos e familiares;

Atividades físicas: São muitos os atrativos tecnológicos, como os tabletes, computadores e videogames que prendem as crianças nas horas vagas, tornando-as sedentárias. Mas praticar exercícios físicos é essencial para a saúde do baixinho em curto, médio e longo prazo, já que uma vida ativa vai repercutir também na sua fase adulta. A melhor forma de estimular a criança é sendo o seu exemplo. Uma dica: separe um dia no parque para andar de bicicleta ou pratique uma atividade, como a natação, com o pequeno.

Organize o tempo: A vida agitada e multitarefa faz com que os ponteiros do relógio não perdoem ninguém, nem mesmo as crianças. Para ajudar seu filho a cumprir todas as suas obrigações do dia, ajude-o a organizar seu tempo. Um dica é estipular horários para cada dever.

Lembre-se, a saúde e educação de nossas crianças e adolescentes estão em nossas mãos e estão entre nossos deveres para com eles. Com a atenção e os cuidados necessários, eles serão adultos felizes, saudáveis, gratos aos seus pais e generosos com a sociedade em que vivem.

 

Até a próxima,

Dr. Sylvio Renan

]]>
0
Alimentação saudável na escola: o segredo começa em casa http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/08/11/alimentacao-saudavel-na-escola-o-segredo-comeca-em-casa/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/08/11/alimentacao-saudavel-na-escola-o-segredo-comeca-em-casa/#respond Sun, 11 Aug 2019 07:00:08 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=1022

Crédito: iStock

Mais um retorno às aulas e com elas a rotina da lancheira e a missão dos pais para torna-las atrativas e saudáveis. E nem sempre é uma tarefa fácil, uma vez que a tentação da bolacha recheada, o refrigerante, o salgadinho ou a batatinha frita da cantina ou de coleguinhas estão sempre presentes, não é mesmo?

Mas para tornar a resistência a essas tentações mais fáceis, é importante saber que ela se fortalece a partir dos hábitos bem estabelecidos na rotina da casa da criança.  Ou seja, se a família tem por hábito uma alimentação regrada, equilibrada, nutritiva, a criança naturalmente terá gosto por este tipo de alimentação e aceitará tanto uma lancheira mais saudável, quanto saberá selecionar elas mesmo os alimentos mais apropriados na cantina.

Mas e se os pais não cultivam o hábito da alimentação saudável em casa? Bom, nunca é tarde para começar, pela saúde da criança e de toda a família. E pode ser mais fácil do que muitos pensam desde que se respeite o tempo de cada um. Para os mais resistentes, pode-se começar aos poucos, com substituições que vão aumentando gradativamente até que toda a adaptação seja concluída.

Para todos os casos, o importante é não radicalizar, podendo-se estabelecer uma ‘folga’ para a criança e estipulando um dia em um período em que ela teria a lancheira ou a cantina com um alimento que foge da sua rotina equilibrada.

Além disso, é fundamental mostrar para seu filho que o lanche saudável não sinônimo de aparência ou gosto “ruim”, mas pelo contrário, pode ser muito atraente e gostoso, se feito com criatividade e os ingredientes certos.

Por aqui, algumas dicas para uma lancheira nutritiva

– Frutas: o ideal é não cortar, sob o risco de algumas ficarem escuras e tirarem o atrativo do sabor, e também inferir na perda de nutrientes até o a hora do recreio. Assim, prefira frutas pequenas que possam ser mordidas inteiras ou que possam ser descascadas na hora, tais como uva, morango, mini maça, banana.

– No lugar dos sucos artificiais, prefira os de fruta natural ou água de coco que, embora calóricos, são funcionais

– Derivados de leite sem corantes

– Pão ou biscoito integral, sem recheio

– Lanches naturais, com queijo branco no lugar dos processados (amarelo)

Até a próxima,

Dr. Sylvio Renan

]]>
0
Leite materno é nutritivo e evita doenças; veja 4 razões para amamentar http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/07/28/leite-materno-e-nutritivo-e-evita-doencas-veja-4-razoes-para-amamentar/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/07/28/leite-materno-e-nutritivo-e-evita-doencas-veja-4-razoes-para-amamentar/#respond Sun, 28 Jul 2019 07:00:13 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=1012

Crédito: iStock

Durante a primeira semana de agosto, com ênfase no dia 1° do mês em que é celebrado o Dia Mundial da Amamentação, diversas entidades promovem ações para estimular a prática do aleitamento materno para a promoção do pleno desenvolvimento infantil.

Por mais que o homem tenha evoluído no desenvolvimento de tecnologias no que concerne à oferta de alimentação, nada é capaz de substituir as propriedades do leite materno, um produto riquíssimo em nutrientes, preparado naturalmente pelo organismo da mãe durante a gestação do seu bebê.

Por aqui, aproveito a data para reforçar, mais uma vez, os benefícios deste alimento e a necessidade de apoio às mães para que consigam evoluir na prática da amamentação com os seus filhos. Vamos a eles?

Alimento nutritivo: o leite materno apresenta propriedades importantes para a formação do tecido nervoso, levando a um desenvolvimento neurológico perfeito Ele apresenta a concentração ideal de proteínas e gorduras, sendo de fácil digestão. O açúcar presente nele é a lactose, que comparado aos leites industrializados, apresenta menos chances de fermentação e formação de gases, bem como cólicas nos recém-nascidos.

Alimento imunológico: durante toda a lactação, especialmente nos primeiros dias de vida do bebê, com a composição de colostro, o leite tem alta concentração de anticorpos que ajudam na proteção contra agentes infecciosos.

Alimento antialérgico: em contraposição ao leite de vaca, o leite materno não oferece riscos de alergias como asma brônquica, a doença do bebê chiador, as rinites e diarreias, entre outras.

Alimento psicológico: o contato físico mamãe-bebê proporcionado pela amamentação no peito fortalece o vínculo emocional, reduzindo a ansiedade, a insegurança e proporcionando mais serenidade para a criança.

Como se não bastasse ser um alimento completo, o leite materno ainda apresenta o benefício de ser gratuito e prático, uma vez que pode ser ofertado à criança a qualquer momento e lugar, sem a necessidade de preparo.

Até a próxima,

Dr. Sylvio Renan

]]>
0
Como e quando iniciar a introdução alimentar do bebê? Que comidas oferecer? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/07/14/como-e-quando-iniciar-a-introducao-alimentar-do-bebe-que-comidas-oferecer/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/07/14/como-e-quando-iniciar-a-introducao-alimentar-do-bebe-que-comidas-oferecer/#respond Sun, 14 Jul 2019 07:00:17 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=1003

Crédito: iStock

A alimentação dos recém-nascidos deve ter cuidados especiais. Enquanto seu bebê se alimenta apenas com leite materno, a introdução de outros alimentos deve ser adiada, pelo menos até o sétimo mês de vida.

Além das questões afetivas, o aleitamento materno é recomendado por todos os órgãos de saúde do mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, a mesma organização indica que deve ser iniciada no sexto mês de vida a introdução de novos alimentos na dieta do bebê.

A recomendação é a introdução gradativa de novos alimentos, como suco de frutas (laranja-lima ou seleta, cenouras entre outros) e papas de frutas (banana-maçã, maçã, pera, abacate ou mamão). As sopas serão introduzidas após seu bebê se acostumar com outros alimentos líquidos e sólidos.

A partir do sétimo mês você pode oferecer peixe (cação, filé de pescada) e cereais (arroz, macarrão, ervilha). E, depois do 8º e 9º meses, comece a introduzir a carne, o frango (desfiado), o fígado e peixe moídos – tudo com cuidado para que ele não engasgue.

A quantidade dos alimentos que serão adicionados na alimentação – não importa a fase – deve ter um critério bem avaliado. Fale com seu pediatra para as indicações corretas.

Outra dica importante é a rotina de horários que você estabelecerá para a alimentação saudável do seu bebê, proporcionando além de bons nutrientes, a disciplina que ajudará o organismo dele a funcionar bem.

Se a falta de uma alimentação adequada é um problema – caso da desnutrição e, pior ainda, da mortalidade infantil, os excessos também devem ser evitados.

Bebês com sobrepeso podem ter atraso em seu desenvolvimento motor, como nas habilidades de rolar, engatinhar e sentar. Por isso, a indicação é sempre evitar alimentos com muitas calorias e que tenham pouca quantidade de nutrientes, como no caso de bolos, biscoitos, refrigerantes e doces em geral.

Como citei antes, a alimentação deve focar a quantidade certa de verduras, legumes e frutas, pois estes alimentos são riquíssimos em nutrientes, preenchendo as necessidades para o bom desenvolvimento da criança em todas as fases da vida.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan

]]>
0
Quais os riscos do exame de raios X para a criança? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/30/quais-os-riscos-do-exame-de-raios-x-para-a-crianca/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/30/quais-os-riscos-do-exame-de-raios-x-para-a-crianca/#respond Sun, 30 Jun 2019 07:00:19 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=996

Crédito: iStock

O exame de raios X é amplamente utilizado há bastante tempo, sendo útil para a visualização de estruturas internas e ajudar a diagnosticar lesões e outras disfunções. Mas apesar de bastante difundido em relação aos seus benefícios, sempre desperta dúvidas quanto aos efeitos negativos que a sua radiação pode gerar e, em se tratando de crianças, gera preocupação maior ainda nos pais.

O exame de raios X é comumente solicitado em situações de emergência, como em investigação de traumas, mas também pode ser indicado para avaliação de doenças agudas na região do abdômen e processos inflamatórios, por exemplo. Também é bastante solicitado na odontologia para analisar as raízes dos dentes.

Embora a radiação emitida pelos aparelhos, especialmente os mais modernos, seja segura, ele não é um exame para realizar rotineiramente, assim a primeira questão a analisar é a necessidade de sua indicação, que deve justificar a exposição à radiação. Sendo ele de fato necessário, é importante se assegurar dos cuidados exercidos nos serviços em relação a fatores de proteção, como tempo, volume de chapas e uso de coletes ou faixas de chumbo (quando possível).

No caso das gestantes, o exame de raios X deve ser totalmente evitado, excetuando casos extremos e sempre com proteção para o bebê.

À saber, a consequência da exposição à radiação, frequente e alta, é o desenvolvimento de câncer, mas isso não ocorrerá em situações esporádicas e nas doses praticadas nos exemplos citados acima.

Em caso de dúvidas, nunca deixe de questionar o médico. A segurança da criança começa na segurança das informações aos pais.

]]>
0
Inverno chegando: veja como proteger a saúde de bebês e crianças http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/inverno-como-proteger-bebes-e-criancas/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/inverno-como-proteger-bebes-e-criancas/#respond Sun, 16 Jun 2019 07:00:50 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=983

Crédito: iStock

Com a entrada do inverno e as temperaturas mais baixas, os vírus e bactérias se proliferam mais facilmente, aumentando os riscos de contágio, especialmente das crianças que possuem imunidade mais baixa. Resfriados, gripes, crises alérgicas, com infecções das vias aéreas, são mais comuns nesta época e por isso a prevenção é fundamental.

Neste sentido, a premissa da atenção recai sobre o cumprimento do calendário de vacinação do Ministério da Saúde, seguido de algumas medidas bem simples e que fazem toda a diferença para aumentar a proteção dos pequenos.
A atenção dos pais e cuidadores deve começar em casa, com pequenas mudanças como, por exemplo, com as crianças que já passaram pelo aleitamento exclusivo, com o seguimento de uma alimentação saudável e boa ingestão de água. Isso porque a alimentação correta, equilibrada em nutrientes, tem papel importante para o fortalecimento do sistema imunológico, gerando mais resistência ao organismo.

Sobre a questão do ambiente, é importante deixá-los sempre limpo, livre de ácaros e poeira, mas vale ressaltar também o cuidado com os produtos usados nessa limpeza, que não podem ter cheiros fortes para não causar crises alérgicas.

Outra dica é manter as janelas abertas! Por mais difícil que isso pareça nos dias mais frios, é essencial para que o ar circule e os vírus não se proliferem. A intenção não é expor a criança a corrente de ar, mas manter os cômodos arejados.

Da mesma forma, é indicado não manter a criança em aglomerações, lugares com muitas pessoas e que eventualmente estão mais abafados, sob o risco de contaminação mais fácil por alguém já com vírus e bactérias.
Manter as mãos delas e de quem convive com elas sempre limpas é outra medida essencial. Proteger a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, também.

De modo geral, as orientações para esta estação do ano são mesmo de prevenção, e em caso de a criança evoluir para um quadro de gripe ou resfriado, é importante a monitoria pelo pediatra. Se ela já estiver em idade escolar, é prudente que não frequente as aulas até que esteja estabilizada, tanto para que possa se restabelecer completamente quanto para não ser agente de transmissão para outras crianças.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan

]]>
0
Leitura em papel ou no e-book, o importante é ler desde criança http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/02/leitura-em-papel-ou-no-e-book-o-importante-e-ler-desde-crianca/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/06/02/leitura-em-papel-ou-no-e-book-o-importante-e-ler-desde-crianca/#respond Sun, 02 Jun 2019 07:00:31 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=977

Crianças tem uma imaginação impressionante, são incríveis as coisas que saem da cabeça dos pequenos, como, por exemplo, as famosas perguntas que nos pegam de surpresa e até as justificativas mágicas sobre o nosso mundo adulto.

Porém, apesar da imaginação ser nata e seu potencial criativo e lúdico muito próprio da faixa etária, é dever de todo pai, mãe, avós e adultos que estejam por perto da criança estimular o mundo imaginativo, da fantasia, pois proporcionam descobertas e conhecimentos. Uma das ferramentas para esse estímulo são os livros!

No entanto, o que era para ser uma coisa natural, acaba sendo uma peça difícil de encaixar no quebra-cabeça na vida de uma família, sobretudo a brasileira, já que muitas crianças, assim como muitos adultos, infelizmente, ainda não têm o hábito da leitura.

Além deste motivo, videogames, celular, tablets e a televisão disputam acirradamente a atenção da garotada e, muitas vezes, ganham deslealmente do livro. Então, como fazer para que os baixinhos tomem gosto pela leitura?

1º Dê o exemplo:
Antes de tudo, repito uma frase clássica e verdadeira: “criança vê, criança faz”. O exemplo deve vir de casa: se um adulto lê na frente da criança, involuntariamente, estará dando o bom exemplo da leitura.

2º Idade certa para ler:
Na verdade, isso não existe. É claro que a criança começa a desenvolver a cognição para a leitura de fato por volta dos 5  anos de idade, mas caso seu filho ainda seja pequeno e não saiba ler, o incentivo ao gosto e curiosidade pelos livros pode vir de maneira indireta, através da contação de histórias. Leia histórias infantis, bem ilustrativas, ou leia um livro para ele, a cada dia um trecho, um capítulo. Além de ser uma oportunidade de fortalecer os laços, vai instigá-lo ao mundo da leitura.

3º Os eletrônicos podem ser amigos:
Vivemos em uma sociedade conectada, em que todas, ou quase todas, as atividades humanas podem ser desenvolvidas através de dispositivos móveis e a leitura também se adaptou para esse universo.
Hoje, é comum a leitura de livros clássicos ou lançamentos por e-books e para crianças esse uso também pode ocorrer, mas com os devidos cuidados. Atenção à luminosidade, e ao tempo de exposição da criança são dicas para conservar a saúde da visão do pequeno.

Ajude seu filho a mergulhar no mundo mágico e fantástico que os livros podem oferecer, sejam eles de papel ou em e-books, o que vale é incentivar a criatividade dos pequenos!

 

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan

]]>
0
Nem todo choro do bebê é sinal de cólica http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/nem-todo-choro-do-bebe-e-sinal-de-colica/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/nem-todo-choro-do-bebe-e-sinal-de-colica/#respond Sun, 19 May 2019 07:00:52 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=968  

Crédito: iStock

Toda vez que um bebê chora sem parar, mesmo depois de já ter sido alimentado e tido boas horas de sono, a primeira suspeita para o motivo do choro é ele estar se incomodando com as chatinhas e frequentes cólicas.

Quando tem cólica, o bebê faz vários movimentos, quer com os bracinhos e as perninhas; quer com o tronco, como também com a boca, parecendo querer mamar, mesmo que tenha sido alimentado há pouco e esteja sem fome.

As cólicas costumam acometer os bebês do nascimento até os três meses de idade, sendo mais comum naqueles alimentados com leite artificial do que nos que só ingerem leite materno. Isto ocorre devido à imaturidade do sistema digestivo do bebê, provocando contrações intestinais em vários sentidos, assim como também pela entrada de ar durante a sucção quando mama em mamadeira, e gera dores mais ou menos intensas. Geralmente, os pequenos têm cólicas entre o final da tarde e a noite.

O leite materno (natural) é o melhor alimento para seu filho, sempre! Ele possui lactobacillus bifidus que impedem o crescimento bacteriano no organismo da criança, evitam cólicas e estimulam o funcionamento do intestino.

Por outro lado, o leite artificial, assim como alguns outros alimentos, pode provocar cólicas nos bebês. Há indícios ainda de que os alimentos ingeridos pela mãe provoquem cólicas na criança – dependendo do tipo de alimento, ainda que metabolizados.

Fatores emocionais também podem levar às suspeitas de crises de cólicas. Se você, mãe, apresentar-se diante do seu pequeno com insegurança, ansiedade ou medo, ele vai absorver essa informação e apresentar em seguida os mesmos sentimentos, os quais ele expressa pelo choro. Certamente, você interpretará como cólica.

Por esse motivo, é muito importante manter-se sempre tranquila, conhecendo o que é normal e o que não é. A cólica não é uma doença, mas pode preceder problemas de intestino mais graves. Consulte sempre um pediatra, profissional melhor qualificado para averiguar se os sintomas são naturais ou se há a necessidade de uma análise mais detalhada, dependendo do caso.

Por último, é importantíssimo relembrar que a cólica não é a única causa de choro do nenê. Ele pode chorar também de fome, frio, calor, medo, ansiedade, por incomodo provocado por roupa e insegurança, entre outras causas. Os pais devem se lembrar disso e procurar, com calma e sem transferir sua insegurança para a criança, determinar a causa do incômodo de seu bebê. Afinal, nem todo choro é sinal de cólica!

Até a próxima, 
Dr. Sylvio Renan

]]>
0
Cuidado com os bebês: outono é época de viroses! http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/05/05/cuidado-com-os-bebes-outono-e-epoca-de-viroses/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/05/05/cuidado-com-os-bebes-outono-e-epoca-de-viroses/#respond Sun, 05 May 2019 07:00:48 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=958

Crédito: iStock

No começo do outono foram registrados alguns surtos de virose em todo o país e, por isso, cabe o alerta para pais de bebês e crianças pequenas quanto ao risco da doença.

Basta o tempo esfriar para as crianças ficarem mais suscetíveis a contrair uma virose ou um resfriado e isso acontece porque, junto com a queda da temperatura, há também queda da umidade relativa do ar, além de consequente aumento da poluição. As crianças, cuja imunidade ainda está em desenvolvimento, acabam sentindo mais estes efeitos.

As alterações respiratórias provocadas pelo clima facilitam a proliferação de germes, principalmente os vírus, sendo as crianças por eles constantemente bombardeadas.

A virose é o diagnóstico inicial de uma infecção trato respiratório ou gastrointestinal e que tem como sintomas vômito, febre, inchaço dos glânglios e até diarreia, mas que não dura mais que 07 dias, tendo evolução positiva para a cura.

No entanto, devido a fragilidade dos bebês e crianças, a virose pode ser uma infecção perigosa e por isso separei as principais dicas para ajudar os pais a aumentarem a proteção dos filhos neste período, ou mesmo, proceder para o alívio de quadros virais.

– Se a regra geral é sempre lavar as mãos, neste período, este cuidado deve ser ainda maior. Pais e cuidadores tem de higienizar as mãos a cada manipulação de comida, saída de casa, contato com público, etc. O gesto deve ser repetido, claro, com a criança. Este simples gesto já ajuda bastante a evitar a contaminação por vírus e bactérias.

– Umidificar o ambiente – não apenas na hora de dormir, mas o dia todo – seja com bacia com água, toalha ao lado da cama/berço ou – preferencialmente – com umidificadores de ar.

– Intensificar a lavagem das narinas da criança com soro fisiológico (podendo ser de hora em hora nos casos já com congestão nasal). Algumas vezes torna-se necessário o uso de inalações e medicamentos descongestionantes e/ou antialérgicos – porém, somente os prescritos pelo pediatra.

– Manter a casa arejada e buscar ambientes de passeio ao ar livre, como parques e praças. Evitar aglomerações como shoppings.

Como podem ver, são gestos simples, mas que praticados de forma efetiva, colaboram bastante para aumentar a proteção dos baixinhos durante o tempo frio e seco que se inicia.

No entanto, caso a febre e a diarreia não diminuam no decorrer dos dias em tratamento após o diagnóstico do pediatra, os pais devem retornar ao médico. Isso porque o bebê e a criança podem facilmente ficar desidratados e suscetíveis à outras doenças mais graves.

Monitore de perto seu pequeno!

]]>
0