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Arquivo : Natal

O melhor presente de Natal é o amor
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Dr. Sylvio Renan

 

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Uma das datas mais aguardadas pelos pequenos, sem dúvida, é o Natal. Isso porque, infelizmente, a ideia dos muitos presentes deixados pelo Papai Noel domina a cabecinha deles devido à cultura do consumismo tão veiculada na mídia.

A missão natalina de pais e mães deve ser reaproximar as crianças do verdadeiro significado do Natal, relembrá-los que amor e carinho são os melhores presentes para a família crescer em harmonia e permanecer unida, não importando as situações que virão.

Para tanto, que tal uma noite cheia de atividades que trabalhem os valores de gratidão, amor e união? Por exemplo, se os seus pequenos já sabem escrever, os incentive a fazer cartões de agradecimento, onde cada um coloca pelo que é grato. Vale qualquer coisa. IMPORTANTE: todo mundo deve participar, pois, ao ver os pais envolvidos na mesma atividade, os pequenos tendem a fixar o momento na memória.

Para os mais agitados, os pais podem promover uma “caça ao Papai Noel”, pistas deixadas pela casa podem levar até onde o velhinho deixou o saco de presentes ou estacionou o trenó. Ao voltar para o ponto de partida, geralmente a árvore de Natal, #tcharam!, lá estão os presentes e… OPA! Um gorro de Papai Noel!

Outra opção de divertimento com as crianças na época de Natal é a leitura de histórias natalinas ao pé da árvore. Essa pode ser uma solução para acalmar os ânimos “pós-presentes”, ou ainda para encerrar a noite de festa de um modo calmo e carinhoso.

O que vale nessa missão de pais e mães, especialmente no Natal, é estar presente. Isso não significa dar um brinquedo enorme ou o que a criança pediu; significa abraçar, dizer “eu te amo” e brincar junto.

Representa ainda um momento importante onde é possível fazer com que seus filhos entendam que o Natal, acima de tudo e do consumismo puro, é uma data para celebrar a união, o amor, a inclusão, o acolhimento, o respeito ao próximo. Enfim, isso também é presentão indelével para o futuro das nossas crianças e adolescentes.


Presente de Natal: Incentive a sustentabilidade e a doação
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Dr. Sylvio Renan

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Fonte Foto: Rebrinc

Nesse mês, são comemorados os 25 anos de promulgação da Convenção Internacional de Direitos de Crianças e Adolescentes, tratado estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data é importante e merece reflexão pela sua amplitude, no que tange os direitos de crianças e adolescentes também frente ao consumismo.

Além disso, a época também é de Natal e festas de fim de ano, e, ao presentear, vale a pena incentivar a doação de brinquedos e também começar a ensinar os baixinhos sobre os aspectos de sustentabilidade que podem ser incluídos, principalmente nesse período do ano.

Hoje, os presentes podem figurar em diversas categorias, entre o útil e o fútil, o prioritário e o desnecessário, e com isso cada um insere, em seu meio novos paradigmas. Não é fácil mudar atitudes de uma hora para outra. Mas pensar em presentes sustentáveis ou fazer doações de brinquedos que já não têm mais uso são aspectos que podem contribuir também na formação ética, moral, mental e social de nossas crianças.

Se a criança não utiliza um brinquedo por um determinado tempo, às vezes até por meses ou até mesmo anos, isso indica que ela perdeu o interesse e/ou o encanto por ele. Enquanto isso, no Natal, milhares de crianças aguardam todos os anos algum brinquedo novo. Ainda que não seja exatamente “novo”, traz sempre uma novidade: a sensação de experimentar algo que nunca se viu, a que nunca se teve acesso.

Nesse processo, algumas práticas têm dado certo, como a ‘produção’ de brinquedos pela própria criança, e a confecção de jogos lúdicos (e, certamente, não eletrônicos), por exemplo. Ao mesmo tempo, o incentivo à doação de brinquedos pode ensinar mais sobre questões como compartilhamento, sociabilidade e caridade.

A prática da produção de brinquedos, seja para si próprio ou para presentear, também visa brecar o consumismo exagerado, que vem numa crescente desenfreada. A freada no consumismo faz sentido, e vem ao encontro das propostas da sociedade civil, de entidades e organizações de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, que debatem há tempos as relações de consumo nessas faixas etárias.

Embora as crianças estejam sempre mais suscetíveis, também os adolescentes ainda estão em um estágio de desenvolvimento emocional e cognitivo, sem terem completado os seus mecanismos de defesa, portanto mais vulneráveis aos apelos mercadológicos. Pelo menos até os 12 anos de idade, a criança ainda não tem como se proteger da publicidade. O cérebro ainda está em formação sob o ponto de vista crítico e isso gera uma influência em diversos aspectos, não só quanto ao consumo, mas também em questões como saúde, em especial a obesidade, e mesmo a erotização precoce.

Do ponto de vista da sustentabilidade, aconselho os pais a explicar aos seus filhos que nossas fontes não são inesgotáveis. Se por um lado há uma sensação catastrófica, por outro, até mesmo as mudanças climáticas podem se tornar um catalisador para atitudes mais positivas de nossas crianças. Segundo diversos pesquisadores sérios, as reservas do planeta estão se esgotando e o consumo exagerado não contribui em nada para melhorar essa situação.

Sendo assim, ao ajudar as crianças a pensar no tipo de material que foi produzido o presente ou incentivá-las à doação, estaremos incutindo nelas questões como caridade e sustentabilidade. É uma fórmula simples: recriar agora para merecer um mundo melhor depois.

Para incentivar a produção e a doação de brinquedos e orientar sobre as práticas diante do consumismo, veja abaixo links de sites com algumas indicações:

Instituto Alana: http://alana.org.br

Rebrinq (Rede Brasileira sobre Infância e Consumo): http://rebrinc.com.br

Vídeo: “Criança – A alma do negócio”: http://goo.gl/KMjpBm

Vídeo: “Consumo de Crianças: A Comercialização da Infância”: http://goo.gl/Jh0pEY

Criança e Consumo: http://criancaeconsumo.org.br/consumismo-infantil

Catraca Livre/Catraquinha: https://catracalivre.com.br/geral/editoria/catraquinha


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