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Carnaval: 7 dicas para se divertir com as crianças
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Dr. Sylvio Renan

Children Playing in Confetti

Carnaval com as crianças | FOTO:divulgação

Se “rir é o melhor remédio”, brincar o Carnaval com os pequenos é o que eu mais indico. Porém, sempre com alguns cuidados especiais.

Super-heróis, heroínas, monstras e príncipes tomam conta da bagunça. Aos pais, cabe invariavelmente o papel de vigias. Vale a descontração e empolgação das crianças e também algumas dicas:

Veja as principais recomendações aos pais, cuidadores e responsáveis:

1- Localização: algumas famílias têm o costume de brincar o Carnaval nos blocos de rua ou em clubes. Na rua, a ótima notícia é que existem bloquinhos pensados justamente para as crianças e que atendem aos requisitos de segurança, como não permitir a passagem de carros, a realização em horários que respeitam o sono dos pequenos e com estrutura confiável de apoio aos pais – banheiros, trocadores e refrigeração adequada dos alimentos e bebidas oferecidos.

Muito clubes, sobretudo nas matinês, tomam o cuidado com os decibéis emitidos, no intuito de preservar a audição das crianças.

Mais tradicionais, no Rio de Janeiro e em São Paulo acontecem os desfiles das escolas de samba do primeiro e do segundo grupos. Os sambódromos não permitem a entrada de crianças menores de 5 anos, também visando preservar a integridade do sistema auditivo dos pequenos.

Acima desta idade, e até os 12 anos, é permitida a entrada somente na companhia dos pais ou do responsável legal.

Os pais podem providenciar também pulseiras de identificação para as crianças e adolescentes, com o nome e um telefone para contato.

2- Som: O que seria do Carnaval sem as tradicionais marchinhas? Ou as músicas do momento que embalam as crianças em ritmos diversos? Pois é, nada! Mas, atenção: menores de 2 anos ainda têm os tímpanos muito sensíveis e a música alta e constante se torna prejudicial. Para os maiores, mesmo que já “soltinhos”, não é recomendável permanecer próximo às caixas de som, evitando assim posterior dor de cabeça ou no ouvido.

3 – Confete e Serpentina: colorir é a palavra chave do Carnaval. A cidade cinza e o clima sério da rotina de trabalho dão lugar a serpentina e ao confete. Os pequenos adoram soprar e jogar esses adereços, e não é preciso restringir para os maiores de 6 anos. Para os menores, evite ou controle, pois é comum que levem à boca.

4 – Spray: crianças adoram algo diferente. O sprays e tintas coloridas ou em espuma fazem a alegria da molecada. No entanto, antes de deixá-los brincar à vontade com esses adereços é essencial ler a embalagem dos produtos e certificar-se de que não são tóxicos e a base de álcool, como recomendado pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

5- Fantasia: a ONG Criança Segura alerta para o cuidado na compra ou confecção de fantasias que tenham adereços pendurados ou de fácil estouro, como botões, por exemplo. A preocupação é, de novo, com os menores que ainda adoram colocar o que veem na boca. Outra observação importante da ONG é com o zíper das roupas, que podem dar uma ‘beliscada’ na pele. A recomendação é colocar uma proteção, por exemplo, uma camisetinha.

6- Alimentação: não custa salientar, tanto para os pais veteranos quanto aos novatos: privilegie uma alimentação saudável, com frutas e alimentos mais leves. Na hora de comer, opte por oferecer saladas, com legumes e verduras. Salada de frutas também é rica em carboidrato e as frutas ricas em líquido também garantem uma hidratação extra. Dê preferência à melancia, melão, abacaxi e mexerica. Com o calor, os alimentos gordurosos e aqueles vendidos nas ruas ou clubes podem fazer mal à criança.

É extremamente recomendável a ingestão de líquido (preferencialmente água). Mantenha sempre seu filho bem hidratado.

7 – Exposição ao Sol: segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês com menos de 6 meses não devem usar protetor solar, uma vez que o organismo ainda não está amadurecido para lidar com os componentes químicos da fórmula. Nesse quesito entram também os repelentes. Crianças acima de 2 anos de idade podem usar protetores e repelentes específicos e recomendados pelos órgãos de saúde e seus pediatras.

No Carnaval, pequenos e pequenas de várias idades são abraçados pela folia saudável, um festejo com fantasia, música e muita diversão com amiguinhos e familiares.

Não vale a pena perder tudo isso por imprudência, não é? Então, siga estas recomendações e bom Carnaval a todos!


O melhor presente de Natal é o amor
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Dr. Sylvio Renan

 

NATAL4

Uma das datas mais aguardadas pelos pequenos, sem dúvida, é o Natal. Isso porque, infelizmente, a ideia dos muitos presentes deixados pelo Papai Noel domina a cabecinha deles devido à cultura do consumismo tão veiculada na mídia.

A missão natalina de pais e mães deve ser reaproximar as crianças do verdadeiro significado do Natal, relembrá-los que amor e carinho são os melhores presentes para a família crescer em harmonia e permanecer unida, não importando as situações que virão.

Para tanto, que tal uma noite cheia de atividades que trabalhem os valores de gratidão, amor e união? Por exemplo, se os seus pequenos já sabem escrever, os incentive a fazer cartões de agradecimento, onde cada um coloca pelo que é grato. Vale qualquer coisa. IMPORTANTE: todo mundo deve participar, pois, ao ver os pais envolvidos na mesma atividade, os pequenos tendem a fixar o momento na memória.

Para os mais agitados, os pais podem promover uma “caça ao Papai Noel”, pistas deixadas pela casa podem levar até onde o velhinho deixou o saco de presentes ou estacionou o trenó. Ao voltar para o ponto de partida, geralmente a árvore de Natal, #tcharam!, lá estão os presentes e… OPA! Um gorro de Papai Noel!

Outra opção de divertimento com as crianças na época de Natal é a leitura de histórias natalinas ao pé da árvore. Essa pode ser uma solução para acalmar os ânimos “pós-presentes”, ou ainda para encerrar a noite de festa de um modo calmo e carinhoso.

O que vale nessa missão de pais e mães, especialmente no Natal, é estar presente. Isso não significa dar um brinquedo enorme ou o que a criança pediu; significa abraçar, dizer “eu te amo” e brincar junto.

Representa ainda um momento importante onde é possível fazer com que seus filhos entendam que o Natal, acima de tudo e do consumismo puro, é uma data para celebrar a união, o amor, a inclusão, o acolhimento, o respeito ao próximo. Enfim, isso também é presentão indelével para o futuro das nossas crianças e adolescentes.


Férias também é tempo para o check up nas crianças
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Dr. Sylvio Renan

FOTO BLOG PEDIATRA
Em julho, durante o recesso escolar, é importante que as crianças aproveitem o tempo livre para brincar, viajar e se divertir. Durante muitos anos de prática clínica, vejo que a atenção dos pais para o checkup infantil durante as férias tem crescido. E isso é bom: sinal de maior conscientização dos adultos para a atenção dos cuidados com a saúde dos filhos.

Agendar consultas médicas neste período tem algumas vantagens. Com mais tempo e a disponibilidade de horários das crianças e dos pais, uma avaliação mais detalhada pode exigir exames complementares, que com mais profundidade auxiliem um diagnóstico mais preciso. E, se for o caso, seguir algum tratamento mais específico.

Às vezes, é preciso recorrer a outros especialistas ou realizar exames laboratoriais e ainda remarcar o retorno ao pediatra. E tudo isso demanda tempo.

Por outro lado, casos corriqueiros, como intolerância a algum alimento, sinais na pele, dúvidas quanto ao crescimento ou ainda qualquer outra mudança física ou comportamental, poderão ser avaliados para eliminar certas preocupações naturais dos pais.

O tempo cada vez mais escasso e em um mundo que se torna mais dinâmico a cada dia, muitas vezes não permite olharmos com atenção às crianças. Por isso, vale a pena estabelecer uma agenda de cuidados médicos periódicos.

Lembre-se, serão apenas alguns dias durante as férias para planejar, ir ao médico e realizar todas as avaliações quando necessários. Enquanto que o maior tempo disponível será dedicado ao lazer e em aproveitar o free time com os pequenos, através de  brincadeiras, passeios e viagens, que são igualmente importantes para a saúde dos nossos filhos.


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