Blog do Pediatra http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br O objetivo deste blog é fornecer informações básicas relacionadas à área da pediatria. Fri, 22 Sep 2017 15:05:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Como cuidar da saúde do bebê e da criança nos dias de Primavera http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/09/22/cuidados-com-a-saude-do-bebe-na-primavera/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/09/22/cuidados-com-a-saude-do-bebe-na-primavera/#respond Fri, 22 Sep 2017 14:25:55 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=531

A estação mais colorida do ano chegou e, junto com ela, podem vir alguns problemas de saúde relacionados ao tempo seco, afetando principalmente os bebês e as crianças. As doenças mais comuns são crises alérgicas, catapora e conjuntivite.

Eu sempre recomendo aos pais dos meus pacientes que mantenham a hidratação através do uso de soro fisiológico nas narinas, somado a alta ingestão de líquidos em suas variadas formas: água, sucos ou papinhas de frutas.

A caxumba, catapora (varicela) e a rubéola são doenças infecciosas que mais causam preocupação nesta época do ano. Por isso, sempre enfatizo que todos em casa devem estar devidamente vacinados para manter a saúde em dia.

Entenda abaixo como se dão as alergias e infecções da estação:

Varicela (catapora) – causada pelo vírus Herpesvirus Varicellae, a doença acomete principalmente crianças entre idades de 1 e 4 anos. Os sintomas são febre, dores de cabeça, cansaço, falta de apetite e aparecimento de bolhas avermelhadas e ou feridas na pele, sendo o rosto e o tronco os mais afetados.

Caxumba – transmitida por contato direto com gotículas de saliva ou por pertences de pessoas infectadas pelo vírus Paramyxovirus, a doença provoca dores musculares, calafrios, febre, fraqueza e dificuldade em mastigar ou engolir.

Rinite alérgica – provocada pelos chamados alérgenos, o problema causa diversas reações como, nariz entupido, secreção clara, irritação e coceira nasal. O uso de umidificadores nos ambientes da casa ajuda a prevenir o problema e contribui para uma melhor noite de sono dos bebês e crianças.

Conjuntivite viral – altamente contagiosa, é provocada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Os sintomas são olhos vermelhos, coceira, irritação e lacrimejamento. No caso do surgimento da doença é recomendável lavar os olhos e fazer compressas geladas para aliviar a irritação e a coceira, o uso de colírios deve ser prescrito pelo médico.

Rubéola – causada pelo Rubella Vírus, o contágio desta doença se dá por meio do espirro ou da tosse, podendo ser transmitida de pessoa para pessoa. E ainda, pode ser passada de mãe para filho na gestação. Os sintomas são erupções vermelhas na pele, febre, dores musculares e mal-estar constante. No caso de a doença se manifestar, por falta da prevenção pela vacinação, o médico deverá ser consultado para indicação de tratamento.

Sarampo – transmitida pelo vírus Morbillivirus, esta doença passa de pessoa para pessoa por meio de saliva (tosse, espirros e fala) e secreções nasais. Os sintomas são pequenas erupções na pele, de cor avermelhada, mal-estar, dores de cabeça e inflamação das vias respiratórias, com catarro.

Caso o seu filho apresente os sintomas de algumas das doenças citadas, procure o médico pediatra e evite que a criança entre em contato com mais pessoas. O Ministério da Saúde lançou no início do mês a Campanha Nacional de Multivacinação, em que as vacinas para algumas dessas patologias são aplicadas em indivíduos de até 15 anos.

Tais vacinas podem ser aplicadas tanto nos serviços de saúde oficiais, quanto em clínicas privadas.

Além da vacinação, também é necessário manter um ambiente saudável para os pequenos. Abra as janelas da casa para o ar circular e sempre a mantenha limpa, para evitar a entrada e o acúmulo de poeira.

A primavera é uma das estações mais bonitas do ano e merece ser aproveitada por todos! Seguindo as orientações médicas também pode ser uma estação sem grandes preocupações dos pais com a saúde de seus filhos.

Consulte sempre seu pediatra,
Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros

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Pediatra avalia baixa estatura relacionada ao consumo de soja na infância http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/08/01/pediatra-avalia-baixa-estatura-relacionada-ao-consumo-de-soja-na-infancia/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/08/01/pediatra-avalia-baixa-estatura-relacionada-ao-consumo-de-soja-na-infancia/#respond Tue, 01 Aug 2017 14:50:33 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=506

Um estudo canadense, publicado em junho/2017, no American Journal of Clinical Nutrition (¹), sugere que crianças que ingeriram diariamente “leites-fórmula” (compostos à base de soja, amêndoa ou arroz) tiveram menor crescimento em relação àquelas que consumiram a mesma quantidade de leite de vaca. E, apesar de o estudo ser inconclusivo, sinaliza a importância de análises futuras.

A pesquisa envolveu mais de 5 mil crianças canadenses, entre 2 e 6 anos de idade, com consumo diário de 250ml de “leite-fórmula” ou leite de vaca. O resultado apontou um crescimento menor de até 1,5 cm para os que consumiram alimentos à base de soja e derivados.

Há uma ‘luz no fim do túnel’, porque de certa forma o estudo aponta um caminho importante a ser pesquisado, embora seja preciso inserir outras análises no contexto, como hábitos alimentares e aspectos culturais, sociais, educacionais e econômicos para cada população avaliada.

Independentemente desta pesquisa e outras, que devem seguir a mesma linha, o desenvolvimento do bebê depende, entre outros fatores, de uma alimentação saudável e adequada a cada fase, que deve ter acompanhamento por um pediatra para avaliar as necessidades de cada criança.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), assim como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda a exclusividade do aleitamento materno até os 6 meses de idade e, se possível, até os 2 anos de vida, como forma de proteção ao recém-nascido.

A introdução de novos alimentos, como o leite de vaca, deve ocorrer gradativamente, exceto em casos específicos, por intolerância à lactose ou alergia ao leite de vaca, ou quando a mãe não pode amamentar, em caso de doenças que podem ser transmitidas pelo leite, por exemplo.

Os alimentos formulados à base de soja não são recomendados até os 3 anos de idade, por conta de componentes como hormônios vegetais e alumínio.

Saúde a partir da infância

Muitas doenças podem ser prevenidas a partir da infância, como é o caso da osteoporose. Segundo dados da OMS, no mundo, 13% a 18% das mulheres e 3% a 6% dos homens, acima de 50 anos, sofrem com a doença, que pode ser evitada se pais e responsáveis adotarem hábitos saudáveis, boa alimentação e atividade física para suas crianças.

É na infância que o indivíduo ganha estatura, fortifica seu esqueleto e adquire o máximo de massa óssea possível. A amamentação, o aumento do consumo de leite e derivados, a ingestão de vegetais de cor verde escuro, peixes e alimentos oleaginosos (como castanhas e nozes) são fontes potenciais de alto índice de cálcio, elemento essencial para a formação do esqueleto. Em paralelo, deve-se promover cada vez mais a prática de atividade física regular, que fortalecem não apenas os músculos, mas também os ossos.

Determinados tipos de alimentos, como os à base de soja, podem indicar um crescimento menor, mas é preciso observar outros fatores, como o sedentarismo, impulsionado pelo mundo do computador, dos celulares e da televisão, com consequente diminuição do brincar ao ar livre, tomar sol (fonte de vitamina D) e ter uma boa alimentação. Mais do que estatura e crescimento, o foco deve ser o desenvolvimento saudável do indivíduo como um todo, a partir da primeira infância.

(¹) Association between noncow milk beverage consumption and childhood height

 

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Aprenda a manter seu bebê aquecido, seguro e saudável durante o inverno http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/07/11/aprenda-a-manter-seu-bebe-aquecido-seguro-e-saudavel-durante-o-inverno/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/07/11/aprenda-a-manter-seu-bebe-aquecido-seguro-e-saudavel-durante-o-inverno/#respond Tue, 11 Jul 2017 16:12:04 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=499

O inverno mal começou e as dúvidas e preocupações com febre, gripe, resfriado, conjuntivite, dor de garganta e uma série de viroses respiratórias já é rotina para os pais. Geralmente, as temperaturas mais baixas indicam uma supervalorização da fragilidade dos pequenos a essas doenças e, para ajudar os pais, separei algumas dicas de cuidados que vão desde a roupinha até a alimentação mais adequada durante as baixas temperaturas:

1 – Manter o nariz limpo – Bebês com menos de 1 ano de idade tendem a respirar quase que exclusivamente pelo nariz e, por isso, é importante mantê-lo sempre limpo. O uso de soro fisiológico para a limpeza evita a desidratação e a formação de crostas no canal, além de impedir que agentes infecciosos que estão no ar entrem em contato com a mucosa e o organismo da criança.

2 – Banho do bebê – Nos dias mais frios, por mais que os pais queiram manter os bebês quentinhos, o banho não deve durar mais que 10 minutos e a temperatura da água não pode ultrapassar os 37°C; tudo isso para evitar o resfriamento do corpo do bebê e assim, os resfriados.

Ao preparar o banho, a dica é que os adultos pré-aqueçam o ambiente e mantenham portas e janelas fechadas, evitando correntes de ar. Deixem também a troca de roupa bem próxima para que o bebê não circule pela casa sem estar devidamente agasalhado.

3 – Como vestir o bebê – É importante que os pais fiquem atentos a escolha da roupinha, porque os pequenos transpiram bastante e a quantidade de roupa pode incomodá-los, tanto por estarem com calor como com frio. Às vezes, a irritação e o choro sem motivo aparente têm apenas uma causa: o excesso de roupas.

Na hora de dormir, mesmo sendo genuína a preocupação em agasalhar os filhos para que tenham um sono tranquilo e quentinho, os pais não devem deixar mantas ou gorros próximos ao bebê para evitar que durante a madrugada não sufoque no caso de acordar ou rolar no berço.

4 – Vacinação em dia – Nesta época do ano, com poucas chuvas e o ar mais seco, crianças e bebês são alvos comuns de gripes e resfriados devido ao organismo dos pequenos ainda ter um sistema imunológico imaturo. Se seu filho apresentar quadro febril, espirros, tosse e coriza por mais de 3 dias, consulte o pediatra para melhor avaliação e indicação de medicamento. Importante: nunca medique o seu filho antes de consultar o médico! Além disso, é imprescindível manter a vacinação em dia desde o primeiro mês do recém-nascido e para maximizar o potencial protetor para a criança.

5 – Aquecedores e vaporizadores – Para os pais que optam em usar aquecedores no quarto do bebê, não há problema em usar vaporizadores ou aquecedores a óleo, que mantém o ambiente quente sem ressecá-lo. Mas, vale lembrar que não é para transformar o quarto da criança em um verdadeiro forninho porque a temperatura alta não fará bem e ao transportar a criança para outros ambientes da casa, menos aquecidos, irão causar grande choque para os pequenos.

6 – Manter o quarto arejado – Quando a criança estiver fora do quarto, pais e cuidadores devem abrir as janelas e deixar o ar circular no ambiente, livrando-o de possíveis agentes infecciosos que ali tenham se alojado. Na hora de dormir, tudo fechado novamente.

É importante também manter a limpeza do quarto diariamente. Mas atenção, observe as informações nos rótulos dos produtos utilizados, uma vez que alguns contêm em sua fórmula alguns componentes químicos que podem agredir a criança. Na dúvida, fale com o seu pediatra.

7 – Higiene das mãos – Lavar bem as mãos das crianças é uma medida eficaz para prevenir resfriados e outras viroses. Principalmente, para as crianças em idade escolar que ficam em ambientes fechados, o que contribui para a transmissão de doenças por via aérea e também por agentes transmissores que ficam nas superfícies. Como prevenção, a higienização das mãos deve ser feita ao chegar da rua, da escola, antes das refeições, após ir ao banheiro ou quando tossir e espirrar.

Sempre reforço aos pais nas consultas, que o hábito de lavar as mãos começa na infância e, se educadas corretamente, as crianças o manterão por toda vida.

Tópico importante e quase sempre esquecido quando falamos em cuidados com bebês e crianças, é a saúde dos pais e cuidadores. Parece óbvio, mas acompanhei alguns casos de pais que não tinham, por exemplo, o hábito de lavar as mãos antes de segurar o pequeno.

Então, fica o alerta, os adultos também devem manter hábitos saudáveis não somente para a proteção de si mesmos, mas também do bebê ou criança com quem convivem.

De modo geral, os cuidados no inverno nada mais são que a intensificação dos cuidados que devem ser comuns em qualquer e toda época do ano, sempre com atenção redobrada a higiene, alimentação adequada, vacinação das crianças e a visita constante ao pediatra.

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Meu filho não quer mais ir à escola, e agora? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/06/21/meu-filho-nao-quer-mais-ir-a-escola-e-agora/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/06/21/meu-filho-nao-quer-mais-ir-a-escola-e-agora/#respond Wed, 21 Jun 2017 20:25:17 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=492

Sempre que um pai ou uma mãe chega a meu consultório sem saber como lidar com o pequeno ou pequena que não quer ir para a escola, antes de tudo, tranquilizo-os dizendo que é comum a criança, em qualquer idade, sentir-se insegura ou cansada para enfrentar a rotina da escola. Isso também pode se refletir nas tarefas de lição de casa ao longo do tempo.

O que costumo indicar é que os familiares sempre incentivem e mostrem para a criança que a escola é um lugar de descobertas e de aventuras, que além de conhecer novos amiguinhos e amiguinhas, ela também vai descobrir mistérios da natureza, da ciência e da história, além de conseguir ler, ela mesma, as histórias do livro que deseja.

Contudo, para a criança que a despeito das motivações dos pais, continua a relutar para ir à escola, aconselho a observação sobre mudanças de comportamento, como medo, tristeza, choro ou ansiedade persistentes, que podem indicar alguma ocorrência negativa ou traumática com a criança na escola que possa ter gerado este processo de rejeição, como bullying, falta de acolhimento em necessidade especiais, dificuldade com o ritmo das atividades e assim por diante.

Feito isso, é procurar meios de descobrir sutilmente com a criança o que pode ter acontecido, não em forma de questionamentos diretos sobre problemas, mas inserindo perguntas sobre amigos, professores, atividades de que mais gosta, menos gosta e o que gostaria de mudar se pudesse, e por quais motivos.

Procurar a escola, a professora para identificar deles alguma percepção sobre a criança também é importante e, em casos mais complexos, a busca de auxílio profissional, com psicólogo, pode ser uma boa saída, tanto para a criança como para os pais.

Por fim, converso com os familiares para que sempre escolham a escola que ofereça um ambiente convidativo, motivacional, prazeroso e marcante para a criança, e que integre o processo pedagógico neste contexto. Isto influenciará na aprendizagem, na convivência com todos na escola e em seu desenvolvimento como um todo.

 

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Educação financeira infantil: investimento muito além da mesada http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/06/05/educacao-financeira-infantil-muito-alem-da-mesada/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/06/05/educacao-financeira-infantil-muito-alem-da-mesada/#respond Mon, 05 Jun 2017 13:48:46 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=486

Muitas vezes, aqui no consultório, os pais me perguntam quando é o momento de introduzir a recompensa financeira, a famosa mesada, na rotina da família e quais os limites ou regras mais importantes para o ensino financeiro da criança.

Acontece que a educação financeira infantil vai muito além da mesada, porque contribui e incentiva a criança com aspectos como organização, planejamento, disciplina e responsabilidade. E tudo isso terá reflexo na vida adulta: a relação que se deve ter com o dinheiro. Ou, o que é preço e o que é valor.

Entre os 6 e 7 anos, meninos e meninas passam a perceber o mundo ao seu redor com muito mais clareza e, consequentemente, querem mais desse mundo. É a fase “mamãe, quero isso, papai, quero aquilo.”. Mas, em vez de tornar esse processo uma dor na cabeça, os pais podem transformar o consumismo da criança em aprendizado.

A ideia, segundo Álvaro Modernell, especialista em economia financeira infantil, é fazer com que a criança entenda que, ao receber dinheiro, ela também recebe o poder de escolha, e isso sempre vai acarretar em perder alguma coisa para conquistar algo mais valoroso no final.

Como pediatra, não recomendo atrelar o ganho financeiro com as tarefas domésticas ou escolares do pequeno, porque uma coisa é obrigação, outra é o aprendizado monetário. A mesada não precisa vir de uma tarefa ou de um comportamento, mas sim de um acordo entre pais e filhos.

Como orienta Modernell, a mesada pode ser calculada por R$ 1,00 para cada ano da criança. Assim, aos 6 anos, a criança receberá R$ 6,00 toda semana e, aos poucos, entrando na adolescência, por exemplo, o valor pode ser triplicado, tornando-se mensal. É claro que todo valor deve ser previamente acordado entre os pais, levando em consideração as condições da família.

Também é de suma importância manter o diálogo com o pequeno desde cedo para explicar a importância de anotar o valor ganho, os gastos e quanto foi economizado no mês. Assim, a criança perceberá o quanto precisará economizar, e por quanto tempo, para realizar um objetivo maior.

É quanto a esse “objetivo maior” que os pais devem debruçar-se em esforços para que as crianças entendam os benefícios de poupar, fazer escolhas e se planejar. Muitas vezes, esse objetivo final é muito mais caro do que elas podem esperar poupando. Neste momento, os pais podem se oferecer para dar parte do dinheiro para complementar, caso a criança consiga entregar um valor “x”.

A educação financeira infantil traz com sutileza um dos problemas mais comuns da vida adulta, que é lidar com as próprias finanças. Com a ajuda dos pais, esse aprendizado pode se tornar um prazer rodeado de conquistas, fazendo do poupar dinheiro, e do controle dos gastos, uma experiência agregadora de conhecimentos e práticas para toda a vida. E tudo isto associado a um maior relacionamento entre pais e filhos.

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12 cuidados necessários com o recém-nascido http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/05/23/12-cuidados-necessarios-com-o-recem-nascido/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/05/23/12-cuidados-necessarios-com-o-recem-nascido/#respond Tue, 23 May 2017 23:43:43 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=481
O primeiro ano de vida do bebê é um período de cuidados especiais, no qual os pais, principalmente os de primeira viagem, têm muitas dúvidas e ansiedades. Para ajudar e dar mais tranquilidade a esses pais, selecionei algumas das principais dúvidas colhidas em mais de 40 anos de atividades de consultório.

1 – Primeiro mês: dormir ou não com os pais?
Nas 4 semanas em casa, o bebê ainda está muito dependente da mãe e esta, por sua vez, ainda se sente bem insegura sobre as reações e necessidades da criança, a cada gesto, suspiro. Por este motivo, e também por uma questão de praticidade e conforto, sugiro deixar o bebê no carrinho ao lado da cama, ou mesmo num berço apropriado para o local, até que todos ganhem mais independência e autonomia com a nova rotina. Mas, lembre-se, é importante que essa independência amadureça com o tempo, tanto para o bebê quanto para os pais.

2 – A amamentação no peito é obrigatória?
Mamães, seu leite é o alimento mais completo e prático de ser oferecido para o bebê no primeiro ano de vida, contendo todos os nutrientes necessários para o pleno desenvolvimento do pequeno. Por este motivo, deve ser então priorizado, com exceção apenas para casos em que a saúde materna não permite a produção adequada do alimento.

3 – Quando posso introduzir alimentos ao bebê?
Para bebês que mamam no peito, a introdução de outros alimentos deve se iniciar a partir dos 6 meses de idade. A dieta deve ser orientada pelo pediatra, considerando quantidade de tempero, sal e açúcar apropriados para a criança. Para bebês que não mamam no peito, a alimentação com papinhas naturais (salgadas e doces) pode começar a ser introduzida a partir do quarto mês.

4 – Como identificar o motivo do choro?
O choro do bebê costuma ser um mistério e um desafio para os pais, podendo indicar fome, calor, cólicas ou sujeira na fralda, entre outros. No entanto, com o passar do tempo, os pais passam a identificar algumas características especificas de cada choro, como quando o bebê contorce mais o corpo – em sinal de dor; abre a boca – procurando alimento; quando boceja – em sinal de sono, e assim por diante. Em todas essas situações, os pais ou cuidadores precisam manter a calma, uma vez que a ansiedade deles também interfere no desenvolvimento do choro dos pequenos.

5 – Como deve ser a higiene do bebê?
Um banho diário é importante para retirar resíduos de suor, xixi, fezes e vômitos. Em dias de calor, ou mesmo quando o bebê está muito agitado, outros banhos podem ser dados, não tanto para limpeza, mas como relaxante. A troca das fraldas de fezes deve ser sempre imediata, evitando assaduras e riscos de infecções urinárias, já as fraldas de xixi devem ser observadas para a troca antes da umidade da urina entrar em contato com a pele da criança.

6 – Vacinar ou não vacinar?
Devido ao desenvolvimento das vacinas, muitas das doenças antes fatais ou responsáveis por sequelas importantes no desenvolvimento das crianças, sofreram grande diminuição de incidência, com algumas até extintas. Desta forma, a vacinação é a forma mais segura para a prevenção e combate de doenças, onde os benefícios são muito mais importantes que os possíveis e raros riscos de efeitos adversos. Manter a carteira de vacinação em dia, especialmente no primeiro ano de vida, é essencial para a saúde da criança

7 – Existe solução para a cólica do bebê?
As cólicas são comuns nos bebês do nascimento aos 3 meses de idade, sendo causadas, em geral, pela imaturidade do sistema digestivo, que provoca gases e dor, especialmente naqueles alimentados com leite artificial. Nesse caso, os pais podem massagear a barriguinha do bebê ou ainda movimentar as perninhas em círculos, como se estivesse andando de bicicleta, para ajudar a locomoção do alimento ou gases. Persistindo dores muito fortes, é importante consultar o pediatra para que se investigue se há algo incomum e para prescrever de medicamentos, se necessário.

8 – Quando posso levar o bebê para passear?
Devido à fase de adaptação do organismo e sentidos do bebê ao mundo exterior, bem como a sua baixa imunidade aos micro-organismos como vírus e bactérias, o ideal é que o bebê não saia de casa antes do primeiro mês de vida e tenha restrição de visitas nesse período. A ideia não é colocar a criança em uma redoma de vidro, mas ir adaptando seu contato com este mundo novo aos poucos.

9 – Posso passar protetor solar e repelente no bebê?
Não! Bebês com menos de seis meses não devem usar protetores solares nem repelentes, porque seu organismo ainda não está amadurecido para lidar com os componentes químicos da fórmula. Mesmo assim os banhos de sol são altamente recomendados, mas somente se pais e cuidadores obedecerem ao tempo de exposição de no máximo 10 minutos, antes das 10h e depois das 16h, em crianças a partir de 2 meses de vida. No caso de prevenção contra mosquitos, vestir os pequenos com mangas e calcinhas compridas ajuda a evitar as picadas e  após os seis meses, a escolha dos produtos deve ser orientada pelo pediatra.

10 – Como lidar com os novos dentinhos?
Entre os 5 e 18 meses os primeiros dentinhos começam a despontar e então um bebê antes risonho e brincalhão pode dar lugar a um pequeno irritadiço e chorão, isso porque para muitos bebês a ruptura da gengiva é um processo irritante, e até dolorido. Pais e mães podem ajudar nessa fase “escovando” suavemente a gengiva com os dedos envoltos em gaze ou ainda usando pomadinhas anestésicas previamente prescritas pelo pediatra.

11 – Como vestir o bebê sem superaquecer ou deixá-lo com frio?
A temperatura da criança não é diferente da do adulto, porém a sua resistência à mudança climática é mais frágil. Isso significa que, de forma geral, o sentido de frio e calor dos pais pode ser aplicado para vestir seus filhos, tendo, no entanto, sempre trocas de roupas que permitam a adaptação em caso de mudança brusca de temperatura, para mais ou menos. No mais, suor é sinal de roupa em excesso, bem como arrepio, mãos geladas e necessidade de aconchego são indicadores de que a criança possa estar com frio.

12 – Em que situações posso medicar o bebê por contra própria?
Nenhuma medicação é recomendada ao bebê sem a devida prescrição do médico, mesmo em casos recorrentes ou aparentemente comuns. Diversos sintomas de diferentes doenças podem confundir diagnósticos, e a medicação, além de mascarar a doença, pode gerar riscos à criança. Ao primeiro sinal de anormalidade, como febre e dor fora do quadro da cólica, é importante consultar o pediatra.

A dica mais importante para pais de primeira viagem é manter a tranquilidade nesta fase que se mostra como um desafio, mas que será mais bem conduzida e aproveitada à medida que tiverem mais serenidade no processo. Em tantos anos de atendimento em hospitais e consultório posso afirmar que dentro da rotina esperada do desenvolvimento do bebê, são pais calmos que geram bebês calmos e saudáveis.

 

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Você sabe o que é a Doença Renal Crônica? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/03/08/voce-sabe-o-que-e-a-doenca-renal-cronica/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/03/08/voce-sabe-o-que-e-a-doenca-renal-cronica/#respond Wed, 08 Mar 2017 20:44:42 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=465

Em entrevista para a Revista Saúde, a nossa nefropediatra Dra. Maria Cristina de Andrade explica o que é a Doença Renal Crônica, assista clicando: “O que é a Doença Renal Crônica? – SAÚDE em 90 Segundos”.

A Doença Renal Crônica (DRC) é a perda progressiva — e muitas vezes irreversível — da função dos rins, sem manifestação clínica;  essa enfermidade já atinge 10% da população mundial, indiscriminadamente, pessoas de todas as faixas etárias e sexo.

O mau funcionamento dos rins afeta o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social, principalmente nas crianças, além de causar morbidade em quase todos os órgãos do corpo humano.

Para a nefropediatra, indivíduos obesos têm uma hiperfiltração compensatória para equilibrar seu metabolismo, e esse esforço dos rins pode acarretar o desenvolvimento da Doença Renal Crônica, definida pela presença de lesão e/ou pela perda da função renal.

Pesquisa da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) confirmou que, no Brasil, aproximadamente 1/3 das crianças de 5 a 9 anos de idade está com excesso de peso. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam ainda que até 2025 o número de crianças nessas condições pode chegar a 75 milhões.

As DRCs não são curáveis e seus portadores podem precisar de cuidados para o resto de suas vidas. Além disso, a doença pode evoluir para a insuficiência renal, requerendo diálise ou transplante de rins no futuro.

Outros problemas de saúde desencadeados pela Doença Renal Crônica são as cardiovasculares, que precisam de cuidados específicos. Da mesma forma, quando associada ao sobrepeso e à obesidade, podem ter como medida de prevenção primária hábitos que melhore a qualidade de vida do paciente, tais como a prática de atividade física e alimentação adequada desde a tenra idade.

Dra. Maria Cristina de Andrade atenta ainda que é fundamental para bebês, crianças e adolescentes consumam menos produtos industrializados, como refrigerantes e fast-foods, além do acompanhamento pediátrico periódico.

*Com colaboração da Dra. Maria Cristina de Andrade – CRM 55067/SP
Autora do livro “Nefrologia para Pediatras”, mestre e doutora em pediatria pela Unifesp/EPM, especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, com área de atuação em Nefrologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

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Carnaval: 7 dicas para se divertir com as crianças http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/02/14/carnaval-7-dicas-para-se-divertir-com-as-criancas/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/02/14/carnaval-7-dicas-para-se-divertir-com-as-criancas/#respond Tue, 14 Feb 2017 13:51:11 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=449 Children Playing in Confetti

Carnaval com as crianças | FOTO:divulgação

Se “rir é o melhor remédio”, brincar o Carnaval com os pequenos é o que eu mais indico. Porém, sempre com alguns cuidados especiais.

Super-heróis, heroínas, monstras e príncipes tomam conta da bagunça. Aos pais, cabe invariavelmente o papel de vigias. Vale a descontração e empolgação das crianças e também algumas dicas:

Veja as principais recomendações aos pais, cuidadores e responsáveis:

1- Localização: algumas famílias têm o costume de brincar o Carnaval nos blocos de rua ou em clubes. Na rua, a ótima notícia é que existem bloquinhos pensados justamente para as crianças e que atendem aos requisitos de segurança, como não permitir a passagem de carros, a realização em horários que respeitam o sono dos pequenos e com estrutura confiável de apoio aos pais – banheiros, trocadores e refrigeração adequada dos alimentos e bebidas oferecidos.

Muito clubes, sobretudo nas matinês, tomam o cuidado com os decibéis emitidos, no intuito de preservar a audição das crianças.

Mais tradicionais, no Rio de Janeiro e em São Paulo acontecem os desfiles das escolas de samba do primeiro e do segundo grupos. Os sambódromos não permitem a entrada de crianças menores de 5 anos, também visando preservar a integridade do sistema auditivo dos pequenos.

Acima desta idade, e até os 12 anos, é permitida a entrada somente na companhia dos pais ou do responsável legal.

Os pais podem providenciar também pulseiras de identificação para as crianças e adolescentes, com o nome e um telefone para contato.

2- Som: O que seria do Carnaval sem as tradicionais marchinhas? Ou as músicas do momento que embalam as crianças em ritmos diversos? Pois é, nada! Mas, atenção: menores de 2 anos ainda têm os tímpanos muito sensíveis e a música alta e constante se torna prejudicial. Para os maiores, mesmo que já “soltinhos”, não é recomendável permanecer próximo às caixas de som, evitando assim posterior dor de cabeça ou no ouvido.

3 – Confete e Serpentina: colorir é a palavra chave do Carnaval. A cidade cinza e o clima sério da rotina de trabalho dão lugar a serpentina e ao confete. Os pequenos adoram soprar e jogar esses adereços, e não é preciso restringir para os maiores de 6 anos. Para os menores, evite ou controle, pois é comum que levem à boca.

4 – Spray: crianças adoram algo diferente. O sprays e tintas coloridas ou em espuma fazem a alegria da molecada. No entanto, antes de deixá-los brincar à vontade com esses adereços é essencial ler a embalagem dos produtos e certificar-se de que não são tóxicos e a base de álcool, como recomendado pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

5- Fantasia: a ONG Criança Segura alerta para o cuidado na compra ou confecção de fantasias que tenham adereços pendurados ou de fácil estouro, como botões, por exemplo. A preocupação é, de novo, com os menores que ainda adoram colocar o que veem na boca. Outra observação importante da ONG é com o zíper das roupas, que podem dar uma ‘beliscada’ na pele. A recomendação é colocar uma proteção, por exemplo, uma camisetinha.

6- Alimentação: não custa salientar, tanto para os pais veteranos quanto aos novatos: privilegie uma alimentação saudável, com frutas e alimentos mais leves. Na hora de comer, opte por oferecer saladas, com legumes e verduras. Salada de frutas também é rica em carboidrato e as frutas ricas em líquido também garantem uma hidratação extra. Dê preferência à melancia, melão, abacaxi e mexerica. Com o calor, os alimentos gordurosos e aqueles vendidos nas ruas ou clubes podem fazer mal à criança.

É extremamente recomendável a ingestão de líquido (preferencialmente água). Mantenha sempre seu filho bem hidratado.

7 – Exposição ao Sol: segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês com menos de 6 meses não devem usar protetor solar, uma vez que o organismo ainda não está amadurecido para lidar com os componentes químicos da fórmula. Nesse quesito entram também os repelentes. Crianças acima de 2 anos de idade podem usar protetores e repelentes específicos e recomendados pelos órgãos de saúde e seus pediatras.

No Carnaval, pequenos e pequenas de várias idades são abraçados pela folia saudável, um festejo com fantasia, música e muita diversão com amiguinhos e familiares.

Não vale a pena perder tudo isso por imprudência, não é? Então, siga estas recomendações e bom Carnaval a todos!

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Catarata e glaucoma em crianças sob uso prolongado de corticosteroides http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/01/23/catarata-e-glaucoma-em-criancas-sob-uso-prolongado-de-corticosteroides/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/01/23/catarata-e-glaucoma-em-criancas-sob-uso-prolongado-de-corticosteroides/#respond Mon, 23 Jan 2017 21:32:50 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=442 Oftalmo_Nefro

A nefropediatra Maria Cristina Andrade, da clínica da MBA Pediatria e mestre e doutora em pediatria pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), apresentou recentemente uma importante pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

O Departamento de Oftalmologia avaliou 30 pacientes pediátricos, com média de 11 a 14 anos de idade, do ambulatório de Nefrologia Pediátrica da mesma Universidade. Conforme a especialista, a pesquisa verificou casos de catarata e glaucoma em crianças com síndrome nefrótica sob tratamento contínuo com corticoide.

A Síndrome Nefrótica é uma doença caracterizada por eliminação exagerada de proteínas na urina (proteinúria). A probabilidade é de 16 casos para cada 100.000 crianças e o tratamento geralmente requer corticoterapia sistêmica em altas doses e por tempo prolongado. Por isso, o estudo sugere uma relação entre corticoterapia e maior risco de desenvolvimento de catarata e glaucoma.

Os pesquisadores observaram que os efeitos colaterais dos corticoides na síndrome nefrótica, a longo prazo, são consequências de elevadas doses e tratamento prolongado, além da susceptibilidade individual dos pacientes. O impacto da catarata e glaucoma no desenvolvimento visual de crianças necessita de exame oftalmológico, primordialmente, quando sob uso prolongado de corticosteroides sistêmicos.

Já se sabe que em adultos o uso prolongado de corticosteroides pode causar catarata subcapsular posterior (SCP) e nuclear, exoftalmo (protuberância do olho para fora da órbita), e/ou aumento da pressão intraocular (PIO), que pode resultar em glaucoma ou causar danos ao nervo óptico. Os efeitos de corticosteroides na fisiopatologia são similares nas populações adulta e pediátrica.

Embora não possibilite a real correlação entre efeitos colaterais com dose e tempo de tratamento, o estudo revelou uma alta prevalência de catarata subcapsular (15%), possibilitando ainda a elevação da pressão intraocular numa porcentagem significativa de pacientes sob corticoterapia sistêmica, o que sugere que tais crianças tenham mais risco de desenvolver catarata.

Por fim, é importante que pais, cuidadores e mesmo educadores fiquem atentos à saúde da criança, que deve realizar exames de rotina no período estabelecido pelo pediatra, conforme a idade.

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O fator de maior proteção para seu bebê nesse verão é o bom senso http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/01/11/o-fator-de-maior-protecao-para-seu-bebe-nesse-verao-e-o-bom-senso/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/01/11/o-fator-de-maior-protecao-para-seu-bebe-nesse-verao-e-o-bom-senso/#respond Wed, 11 Jan 2017 11:48:07 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=431 FOTO: reprodução da internet

FOTO: reprodução da internet

Dias cada vez mais quentes estão no cronograma do verão 2017, ano com as prováveis maiores altas de temperatura já registradas. E isso significa proteger a si e aos seus pequenos do calorão e dos fortes raios solares.

Geralmente, nesses dias sem brisa e abafados, alguns bebês apresentam indisposição e até mau-humor e, em alguns casos, podem aparecer erupções na pele e assaduras nas dobrinhas do corpo por conta do calor.

O que eu sempre oriento aqui no consultório é que os pais observem a si mesmos para proteger seus pequenos. Ora, se os adultos estão com muito calor, os pequenos também. É o caso de investir em roupas leves e banhos mais frescos e demorados, para que o corpo troque de temperatura.

Outra preocupação muito comum de papais e mamães é quanto ao uso dos protetores solares. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês com menos de 6 meses não devem usar o produto, uma vez que o organismo ainda não está amadurecido para lidar com os componentes químicos da fórmula.

Nesse quesito entram também os repelentes, método preventivo que permeia a ânsia dos familiares em proteger os pequenos, principalmente quando das epidemias transmitidas por mosquitos e demais insetos – todos contra o aedes aegypti, OK!

MOSQUITOS2017

Especificamente sobre os repelentes, vale conferir o texto elaborado pelo Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Nele você encontra as principais recomendações para a proteção das crianças do mosquito Aedes aegypti, das doenças que ele transmite e os repelentes indicados para cada fase de desenvolvimento da criança (incluindo durante a gestação). Acesse AQUI.

No entanto, para proteger seus bebês, acima de tudo, é preciso bom senso. Se o bebê com menos de 6 meses não pode usar protetor solar por não ter ainda o organismo preparado, fica entendido que ele também não está preparado para a exposição extrema ao sol, não é?

A recomendação é promover passeio curtos, no carrinho ou no colo, e apenas durante o horário anterior às 10 horas da manhã e depois das 16h. Ainda assim, mais uma vez, avalie sempre a necessidade do passeio e a saúde do seu filho.

Converse com seu pediatra caso ocorra algum incidente com seus pequenos associado a protetores solares e repelentes. É bom que se tenha em mente que o pediatra pode auxiliar com propriedade a escolher  o melhor produto para proteger seu filho, seja do sol forte, seja de mosquitos e demais insetos.

Continue aproveitando as férias com a criançada. E lembre-se: o fator de maior proteção para seu bebê nesse verão é o bom senso!

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