Blog do Pediatra http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br O objetivo deste blog é fornecer informações básicas relacionadas à área da pediatria. Sun, 22 Apr 2018 07:00:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 É natural bebês sentirem ciúme dos pais, irmãos e até de brinquedos http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/04/22/e-natural-bebes-sentirem-ciume-dos-pais-irmaos-e-ate-de-brinquedos/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/04/22/e-natural-bebes-sentirem-ciume-dos-pais-irmaos-e-ate-de-brinquedos/#respond Sun, 22 Apr 2018 07:00:19 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=684

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A partir dos dois anos de idade as crianças começam a demonstrar comportamentos para além dos estímulos de fome, dor ou sonolência; surgem então as manhas, as birras e o ciúme. Alguns pais não sabem lidar com a recente mudança de comportamento dos filhos, que antes eram mais ativos e brincalhões, passando ao isolamento no próprio quarto ou na área de brincar, com a presença de certa apatia e tristeza.

Preocupados, os pais acreditam que a situação pode se tratar de alguma infecção ou outra doença, porém não é raro quando pergunto às mães se estão grávidas e a resposta é sim. Eis aí boa parte da razão de a criança estar tão diferente: ciúme.

Ao saber da chegada do irmãozinho(a), os filhos mais velhos tendem a se sentir inseguros quanto ao amor e a atenção dos pais e, principalmente, da mãe que dedicará mais tempo ao bebê. A criança pode exprimir insegurança através do silêncio, da falta de apetite e, em alguns casos, com atitudes agressivas e/ou mal-educadas, direcionadas aos pais, familiares próximos e até mesmo ao recém-nascido.

Para evitar essas situações oriento os pais que estão planejando o segundo ou o terceiro filho que se lembrem de manter a conversa diária com o primogênito. Converse sobre sua importância na vida do irmão e como poderá ajudar nos cuidados com o novo membro, gerando assim o senso de responsabilidade e participação que pode diminuir o sentimento de estar sendo deixado de lado.

Outra manifestação de ciúme, comum nessa idade, é com os brinquedos (todos ou algum em específico), em que a criança não permite que outras se divirtam com aquilo que lhe pertence. Tal atitude nada mais é que o pequeno externando o medo que sente quando sai do ambiente que julga seguro, como a própria casa, e se vê em algum local desconhecido ou que ainda não se sinta seguro – como a creche, casa de familiares ou amigos da escola.

Nestes casos é bom se certificar, primeiramente, sobre a segurança do local e orientar o seu filho a respeito da nova situação, seguindo com a explicação da importância em compartilhar seus brinquedos com outras crianças, para fazer novas amizades e juntos aumentarem as opções de diversão e brincadeiras.

Em geral, esse sentimento faz parte de um processo natural no desenvolvimento das crianças que, se bem orientadas, poderão desenvolver atitudes positivas e se empenharem para ser mais sociáveis com os amigos e mais participativos na vida dos irmãos. A conversa é sempre o caminho para uma relação saudável.

Até a próxima,

Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros

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Vacinação contra a gripe: quanto antes imunizado, mais protegido o bebê http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/04/08/vacinacao-contra-a-gripe-quanto-antes-imunizado-mais-protegido/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/04/08/vacinacao-contra-a-gripe-quanto-antes-imunizado-mais-protegido/#respond Sun, 08 Apr 2018 19:13:14 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=669

Crianças fazem parte do grupo de risco indicado a vacinação pela menor resistência imunológica e, consequentemente, maior suscetibilidade a doenças infectocontagiosas | Crédito: iStock

Já entramos no outono, época em que as temperaturas começam a cair e o os índices de crianças adoentadas, a subir. O período é marcado pelo tempo seco, pelo aumento da poluição atmosférica e por mudanças abruptas na temperatura. Esses fatores, associados aos ambientes que ficam mais fechados e menos arejados, contribuem para a disseminação de doenças como a gripe.

E esse cenário tende a intensificar. Agora é o momento ideal de imunizar as crianças, e não quando entrar o inverno, como muitos pensam. Ao mesmo tempo, não basta vaciná-las, é preciso imunizar pais, cuidadores e, principalmente, idosos – mais vulneráveis à doença. Enfim, adultos que convivem com nossas crianças.

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Influenza H1N1 terá início no próximo dia 23 de abril, por meio do Ministério da Saúde, com o objetivo de diminuir o impacto da gripe em todo o país. De acordo com recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe é uma doença extremamente séria e mata mais de 650 mil pessoas todos os anos.

O dia D da Campanha, no Brasil, está marcado para 12 de maio (sábado) e contempla a vacinação em escala de faixa etária e grupos de risco. Para quem está fora dos grupos ou deseja antecipar a imunização, já é possível encontrar a vacina na rede privada, ao custo que varia de R$100,00 a R$200,00.

Quem deve se imunizar

  • Crianças de 6 meses a 5 anos;
  • Gestantes;
  • Mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias;
  • Idosos (a partir de 60 anos);
  • Profissionais da saúde;
  • Professores da rede pública e particular;
  • População indígena;
  • Portadores de doenças crônicas e demais doenças que comprometam a imunidade;
  • Pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A vacina oferecida pelo SUS e na rede privada é a mesma em termos de constituição, mudando apenas a apresentação. Muitas pessoas não vacinam em função de acharem que ela é constituída do vírus, quando na verdade são utilizadas apenas partículas de vírus, suficientes para a imunização.

A vacina não oferece riscos, mas alguns casos devem ser observados, como destaco abaixo:

– Não vacinar pessoas com febre, apenas para evitar que possíveis reações normais da vacina se confundam com outros quadros de doenças já instalados;

– Não vacinar pessoas com alergia a ovo ou compostos com timerosal, conforme bula da medicação.

Lembro que a gripe é uma infecção respiratória altamente contagiosa. Bastante confundida com o resfriado, ela tem entre os seus sintomas febre elevada, mal estar geral, vômito e tosse seca. Atinge mais facilmente e de forma mais intensa as crianças menores de dois anos e os idosos. Desta forma, adultos que lidam com estes grupos de pessoas também devem ser imunizados, visando a proteção de toda a família.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros

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Visitas a recém-nascidos devem ser rápidas e cheias de cuidados http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/03/25/recem-nascidos-visitas-devem-ser-rapidas-e-saudaveis/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/03/25/recem-nascidos-visitas-devem-ser-rapidas-e-saudaveis/#respond Sun, 25 Mar 2018 07:00:28 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=650

Algumas regras básicas de etiqueta são fundamentais para evitar que você não seja inconveniente nos primeiros dias de vida do bebê | Foto: iStock

O bebê chegou e logo a ansiedade toma conta dos parentes e amigos que desejam conhecer o novo integrante da trupe, não é mesmo?  Mas, um outro tipo de ansiedade nesse momento também é compartilhado pelos pais, que se preocupam com a exposição do filho e, muitas vezes, não sabem como lidar com as visitas ou quais cuidados devem tomar. Então, vamos lá! Como pediatra, oriento os pais de que até os dois meses de idade do bebê ou até o início das vacinações, visitas devem ser evitadas, pois a criança ainda não possui anticorpos suficientemente desenvolvidos para combater quaisquer agentes infecciosos que poderão estar ao seu alcance.

A maioria das maternidades possui suas próprias regras para a visita aos recém-nascidos. Entre elas está a necessidade de os visitantes estarem plenamente saudáveis, na intenção de proteger mamãe e bebê de infecções e doenças, além da higienização das mãos e a proibição do contato com qualquer odor excessivo. Por isso, fumantes e vaidosos com perfumes devem se preparar para tal situação.

Passados os primeiros meses de vida do bebê e, com as devidas vacinas tomadas, também é importante atentar-se à saúde e bem-estar da mãe, que vivencia período de ansiedade e preocupação quanto a amamentação do filho.  Portanto, visitas em casa que possam atrapalhar a nova rotina da família não serão bem-vindas.

No entanto, há pais que recebem calorosamente seus familiares e amigos para apresentar o bebê. Contudo, mesmo em casas onde a visita é bem-vinda, alguns cuidados devem prevalecer:

Agende as visitas
Pode parecer pouco afetuoso avisar os pais sobre a intenção da visita, mas é extremamente necessário para que a família se organize e informe se é uma boa hora ou não.

Não demore muito
Visitas aos recém-nascidos não devem durar mais que uma hora, sendo tempo suficiente para conhecer o novo membro da família e deixar um abraço carinhoso aos pais. O barulho e a movimentação podem estressar o bebê e, também, a mãe – além de ocasionar problemas como a insônia e a irritabilidade.

Bebê no berço
Colo e bebê são praticamente feitos um para o outro, mas nos primeiros meses esse afago deve vir somente dos pais, avós e tios. Pois, é através do contato físico que as doenças podem ser transmitidas. Mas, tal precaução vale apenas para os primeiros meses, tudo bem?

Saúde em dia
Sempre aconselho os pais que evitem receber visitas de pessoas que estão doentes – seja um simples resfriado ou outros males. As doenças dos adultos, por mais leves que sejam, podem trazer complicações graves para o recém-nascido, que ainda está com o sistema imunológico em desenvolvimento. Portanto, se não estiver bem adie sua visita!

Higiene nunca é demais
Lavar as mãos e manter-se limpo é uma premissa de saúde, mas quando visitamos os recém-nascidos a ideia deve ser ampliada. Mantenha as unhas curtas, as mãos higienizadas e evite o uso de perfumes e cigarros antes e durante a visita.

Além das dicas médicas, sugiro que caso os pais não queiram receber as visitas nos primeiros meses de vida da criança, podem e devem comunicar seus amigos e familiares. Para não soarem ingratos com o carinho, cabe a comunicação amigável como “nosso pequeno ainda é muito frágil, mas assim que estiver mais forte receberá todo o amor e carinho de vocês”, tenho certeza que irão entender.

Bebês são frágeis e precisam de cuidado, principalmente, nos primeiros meses de vida. Cabe aos pais protegerem o filho mesmo quando o perigo está no afeto daqueles que convivem com a família. Tudo tem o seu tempo.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros

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O colo que transmite ao bebê segurança e conforto precisa ser controlado? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/03/11/o-colo-que-transmite-ao-bebe-seguranca-e-conforto-precisa-ser-controlado/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/03/11/o-colo-que-transmite-ao-bebe-seguranca-e-conforto-precisa-ser-controlado/#respond Sun, 11 Mar 2018 07:00:08 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=638

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O colo dos pais, dos avós ou dos tios é sempre bem-vindo pelos bebês, que desta forma se sentem acolhidos, protegidos e amados. Muitos pais, porém, me questionam se deve existir algum limite para esse carinho. Respondo que sim, pois precisamos aprender a identificar quais são os momentos em que o colo é necessário e quando deve ser dosado.

Os recém-nascidos estão em constante formação, mesmo fora da barriga da mãe, e dependem física e emocionalmente dos pais porque ainda se sentem inseguros com o novo ambiente, sons, luzes e movimentação. O calmante para as aflições, que podem se manifestar em forma de choro, cólica ou extremo silêncio, é justamente o colo, principalmente, o da mãe, que é com quem o bebê estabelece maior sintonia desde a gestação.

Cada vez mais, hospitais e médicos sugerem o colo dos pais para ajudar no desenvolvimento de bebês prematuros. Em 2017, foi apresentada pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, uma revisão de 124 estudos do “método canguru”, que consiste em usar menos máquinas incubadoras em recém-nascidos e mais o colo dos pais, e que concluiu que há melhora na estabilização da frequência cardíaca e respiratória da criança, diminuindo também a mortalidade dos prematuros em até 36%.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que, durante os primeiros meses de vida a oferta de colo ao bebê seja irrestrita e os pais devem oferecê-lo aos seus filhos sempre que solicitado, pois se ele  chora e está bem alimentado, o contato físico será altamente benéfico, seja pelo contato físico em si, seja pelo conforto de ter quem lhe proteja. Com o amadurecimento natural, o bebê vai-se tornando cada vez mais confiante, podendo-se aí trocar o colo por afagos, palavras de carinho, canções, leituras de livros etc.

Em meu último livro, Pediatria Hoje, menciono que um dos remédios para cólicas, comuns até os três meses de idade do bebê, é o contato com os pais, o que costuma apaziguar o incômodo. O colo não faz bem somente para o bebê, mas também para a mãe, que ao se sentir tranquila durante a troca de afeto, pode realizar  melhor a amamentação, evitando assim problemas que possam dificultar ou até mesmo interromper o aleitamento materno.

De maneira geral, após o primeiro ano de idade, deve-se prestar atenção ao comportamento da criança que, embora já tenha aprendido sobre seus limites (de horário para dormir, das refeições, onde pode e não pode mexer), pode usar o colo para chamar atenção. Nessa situação, reforço o quão importante é que os pais mensurem sempre a dosagem desse “chamar atenção”, para que a criança não banalize quando for corrigida pelos pais.

Como se vê, o colo apresenta mais benefícios para a saúde e formação emocional dos bebês que malefícios ao comportamento e sociabilidade da criança.

Até a próxima,

Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros

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A importância do teste do pezinho para a saúde do bebê http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/02/25/a-importancia-do-teste-do-pezinho-para-a-saude-do-bebe/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/02/25/a-importancia-do-teste-do-pezinho-para-a-saude-do-bebe/#respond Sun, 25 Feb 2018 07:00:11 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=628

Obrigatório em todo o território nacional desde 1992, com inclusão no Programa Nacional de Triagem Neonatal pelo Ministério da Saúde desde 2011, o teste prevê o diagnóstico e o tratamento de seis importantes doenças genéticas logo após o nascimento e é uma das grandes conquistas para a infância brasileira dos últimos tempos.

O exame, conhecido popularmente como ‘teste do pezinho’, é realizado por coleta de sangue, através de uma pequenina picada no pé do bebê, entre as primeiras 48 horas e até o 5º dia de vida. Todo ano são feitas campanhas de conscientização, por diversos órgãos de saúde, e como pediatra sempre reforço com os pais os benefícios desse serviço para garantir a boa saúde das crianças.

Com cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o exame tem como função diagnosticar as doenças metabólicas, genéticas e/ou infecciosas, mais precisamente a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, a anemia falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

O teste funciona como um filtro e, ao sinalizar positivo para alguma doença, devem-se realizar exames complementares para a confirmação do diagnóstico. Na rede privada é possível ter acesso a versões mais ampliadas do exame, que identificam outras doenças e é realizado nas maternidades.

O SUS disponibiliza acesso universal e integral a todas as triagens, como: teste do pezinho, da orelhinha, do olhinho, da linguinha e do coraçãozinho. Se alguma doença for diagnosticada o programa também oferece tratamento, assim como as clínicas pediátricas particulares e com o acompanhamento do pediatra da confiança dos pais.

Garantir e prevenir a saúde e o pleno desenvolvimento das nossas crianças deve ser prioridade e do conhecimento de todos.

Até a próxima,

Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros

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Carnaval em casa garante segurança e diversão para as crianças http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/02/11/carnaval-em-casa-garante-seguranca-e-diversao-para-as-criancas/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/02/11/carnaval-em-casa-garante-seguranca-e-diversao-para-as-criancas/#respond Sun, 11 Feb 2018 13:00:28 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=620

O Carnaval chegou e os pequenos foliões dominam o cenário de diversão e alegria, seja pelas fantasias fofas, seja pela simples satisfação em presenciar a alegria naqueles pequenos e curiosos olhinhos. A cada ano aumenta a quantidade de blocos infantis que vão às ruas, assim como o número de carnavalescos mirins que esperam ansiosamente pela festa e diversão.

No entanto, muitos pais ainda temem levar seus filhos a locais públicos e optam por realizar bailes carnavalescos em suas próprias casas – contando com a ajuda especial da criança na preparação/decoração, que é uma ótima forma de manter a boa relação entre ambos.

Organizar tudo em casa tem a proposta de juntar a turminha toda e fazer a bagunça de maneira divertida e segura, seja no salão de festas do condomínio, no quintal de casa ou até mesmo na sala de estar! Sempre oriento que, com os devidos cuidados, os bebês e as crianças podem e devem celebrar a folia do Carnaval, mas claro, com cautela. Por isso, listei algumas dicas para garantir que a festa seja só alegria:

Alimentação

Opte pelo preparo de alimentos leves, pois os foliões vão pular bastante. Ofereça opções de lanches saudáveis, frutas, sucos e muita água para hidratar. Toda festa de criança tem doces e bolos, portanto sugiro que deixem estas guloseimas para quando todos já estiverem um pouco cansados e no fim do evento. Importante: para os bebês é recomendado apenas papinhas (legumes ou frutas) oferecido com, pelo menos, meia hora de antecedência do baile para evitar cólicas por má digestão ou enjoos.

>Folia na Rua: não se esqueça de levar água fresca e comidinhas leves e caseiras – evite alimentos preparados e oferecidos.

Vestimenta

A escolha da fantasia fica por conta do pequeno. Afinal o baile é dele! Mas certifique-se que o tecido seja leve devido ao calor excessivo da época. Como a festa é em casa garanta que o ambiente esteja fresco – por ventiladores, janelas abertas ou ar-condicionado. Fique em alerta se o seu filho apresentar qualquer irritação com a roupinha, como suor excessivo ou xixi.

>Folia na Rua: não se esqueça de vestir a criança com roupas leves, frescas e sem muitos adereços que possam causar peso no corpo ou mais calor. Leve uma troca de roupa limpa para quando a festa acabar.

Proteção ao sol e dos mosquitos

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o uso de repelentes e protetores solares só está liberado a partir dos 2 anos de idade e com produtos que apresentem fórmulas específicas para crianças. Por isso, é importante seguir a recomendação do pediatra antes da compra e o uso destes.

>Folia na Rua: além de protetor solar e repelente (se for o caso), o uso de bonés e chapéus são recomendados para reforçar a proteção. Escolha os horários em que o sol está mais fraco e propício para a exposição de bebês e crianças.

Segurança no ambiente

Escolha um ambiente com ótimo espaço para as crianças se movimentarem, mas que não seja muito grande a ponto de se perder o controle delas. Afaste os móveis que possam representar perigo e mantenha as escadas e rampas bloqueadas.

>Folia na Rua: importante que as crianças utilizem pulseiras de identificação no caso de se perderem. Também escolha locais mais tranquilos e vazios para curtir a festa. Evite grandes aglomerações.

Decoração

Antes de escolher quais objetos e adereços vão enfeitar o baile, vale relembrar a idade de todos os convidados. Um exemplo são as crianças que estão entre o primeiro e o terceiro ano de idade, que levam tudo a boca e podem se engasgar. Se a festa também receber foliões desta faixa etária cabe repensar e/ou se atentar à confetes e enfeites menores.

>Folia na Rua: Aqueles que já passaram desta fase e que adoram brincar com sprays de espumas, vale ler o rótulo das embalagens e se informar sobre os componentes do produto porque muitos são inflamáveis e podem causar alergias.

Música

Uma das vantagens em fazer o bailinho em casa é que os pais controlam diretamente o volume do som e garantem o conforto aos filhos. Não deixe as crianças próximas às caixas de som ou o ambiente com volume muito alto, pois podem provocar lesões nos ouvidos. Monte a playlist de músicas junto aos seus pequenos para que a festa seja alegre e do gosto dele e de todos daquela faixa etária.

>Folia na Rua: não permaneça em locais com música alta, pois afeta diretamente a audição de bebês e crianças que ainda estão em desenvolvimento.

Com esses cuidados e muita criatividade, o Carnaval em casa não perderá em nenhum quesito para os bloquinhos de rua e assim a festa está garantida, com segurança e saúde, para pais e filhos. Até a próxima!

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Introdução alimentar:como iniciar de maneira saudável e sem traumas ao bebê http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/01/28/introducao-alimentarcomo-iniciar-de-maneira-saudavel-e-sem-traumas-ao-bebe/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/01/28/introducao-alimentarcomo-iniciar-de-maneira-saudavel-e-sem-traumas-ao-bebe/#respond Sun, 28 Jan 2018 06:00:27 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=611
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que os bebês devem ser amamentados, de maneira única e exclusiva, através do aleitamento materno até complementarem os seis meses de idade – inclusive sem água ou chás. Pois, o leite da mãe é um alimento completo para o desenvolvimento, hidratação e fortalecimento do sistema imunológico do bebê. Após este ciclo é chegado o momento de introduzir à rotina de seu filho alguns alimentos.

Confira abaixo as dicas que separei para esta fase, tão importante para os bebês quanto para os pais, que em alguns casos se sentem perdidos em relação ao que pode ser oferecido.

TRANSIÇÃO
Como mencionei acima a oferta do alimento começa após os seis meses de vida do bebê e, claro, sempre com a orientação do médico pediatra. Contudo, no começo pode ser um pouco complicado e a criança pode até fazer cara de quem não gostou, mas é natural já que o único sabor conhecido era o do leite materno. Eles também podem estranhar a nova maneira de se alimentar, pois estavam acostumados à sucção com posterior deglutição e não à deglutição após mastigação. Importante ressaltar: mães que não puderam amamentar por muito tempo podem iniciar a introdução alimentar ao quarto mês, desde que seja com a supervisão e a orientação do pediatra – que deve adequar a dieta para o desenvolvimento pleno da criança.

O QUE OFERECER
Comece com sucos de frutas, que são adocicados e mais fáceis de serem aceitos, evoluindo aos poucos e com variedades para as papinhas de frutas, legumes e verduras. Nesta fase são indicados sucos com apenas uma fruta, sendo laranja-lima, maçã, pera, mamão e goiaba os mais bem aceitos. É importante preparar a bebida até no máximo 15 minutos antes do consumo, para que não se percam as vitaminas e minerais.

APETITE
Dúvidas se o seu filho ficará plenamente satisfeito? Fique tranquila, o apetite da criança vai ser diferente em cada refeição e, por isso, minha sugestão é prestar atenção em sinais como, pedir por mais comida ou a recusa às colheradas de papinha e assim respeitar sua vontade.

REJEIÇÃO
A rejeição pode vir com o estranhamento, como já expliquei acima, ou ainda porque o bebê está com sono, cólica ou fralda suja. Esses são alguns dos fatores que podem contribuir para irritá-lo, tornando dessa forma o momento da papinha mais estressante. Os pais devem se certificar que a criança esteja confortável e, se mesmo assim houver a rejeição ao alimento, insistir algumas vezes na oferta. Indico que os pais revezem o alimento rejeitado de início com outros que tenham sido mais bem aceitos.

EXEMPLO À MESA
Crianças observam e reproduzem o comportamento dos pais, e de toda a família, por isso é importante que durante o desenvolvimento infantil os pais ensinem que a hora da refeição tem que ser respeitada e feita junto à família. Não utilizem aparelhos eletrônicos nestes momentos para que seus filhos não façam o mesmo, e assim entendam que essa hora é de união e de extrema importância, porque nada toma a atenção dos pais que não a própria família.

SEM AMEAÇAS
Dos avós para os pais e dos pais para os filhos, ameaças à mesa como: “ou come tudo ou não sai da mesa”, “só ganha a sobremesa se raspar o prato” e “se não comer tudo, não vai mais brincar” – são bem comuns. No entanto, gosto de frisar que nenhuma relação de imposição ou mesmo a associação negativa será frutífera em longo prazo, e ainda, podem ser a causa de muitas birras e discussões futuras. A dica é, em casos de recusa, tentar usar a indiferença. Retire o prato e encurte o tempo da próxima refeição, além de observar se a quantidade de comida que você ofereceu não foi maior que o necessário.

Para encerrarmos este assunto, gostaria de alertar sobre os altos índices de sobrepeso e obesidade infantil, no Brasil e no mundo, e recomendar aos pais que ainda não adotaram uma alimentação saudável, para si próprios, vale o esforço em mudar os hábitos – uma vez que a criança copiará o “desejo” de comer o mesmo alimento que os pais. Cada bebê merece atenção e cuidados exclusivos e sob qualquer comportamento incomum os pais devem procurar o médico pediatra.


Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros       

 

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Febre Amarela: Vacinação e Prevenção no combate à doença http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/01/14/febre-amarela-vacinacao-e-prevencao-no-combate-a-doenca/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2018/01/14/febre-amarela-vacinacao-e-prevencao-no-combate-a-doenca/#respond Sun, 14 Jan 2018 03:00:53 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=601 Com o avanço da febre amarela silvestre, principalmente em cidades urbanas da Região Sudeste, o Ministério da Saúde iniciará em fevereiro a campanha de vacinação. Em alguns estados a vacina será fracionada, com imunização válida por 8 anos.

A situação traz algumas preocupações aos pais sobre a melhor maneira de proteger seus filhos e, apesar do cenário ser crítico, não há motivo para desespero. De maneira rápida, tentarei explicar sobre a doença e como ela pode ser prevenida:

Estamos diante de quadro de febre amarela silvestre, em que primatas são os principais hospedeiros do vírus, assim como a espécie humana. A transmissão da febre amarela silvestre (que estamos enfrentando atualmente) é provocada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, ao contrário da febre amarela urbana (que não existe no Brasil há décadas), que é transmitida pelo Aedes aegypti (o mesmo da dengue).

Os sintomas são divididos em três fases:

Primeira fase: duração média de três dias, em que o paciente sentirá dores de cabeça, febre baixa, fraqueza, vômitos e dores pelo corpo.

Segunda fase: sensação de melhora e diminuição dos sintomas, que dura cerca de 24 horas.

Terceira fase: período de febre alta, pele amarelada (icterícia), vômitos, seguidos de sangue, complicações no fígado e rins, entre outros sintomas.

Cabe realçar que há inclusive risco de vida, como em casos já noticiados pela mídia.

Ao sinal dos primeiros sintomas, sempre procure um médico.
Os cuidados com a saúde das crianças, assim como os adultos, através da vacinação são sempre de extrema importância para a prevenção de doenças, como atualmente no caso da febre amarela. A vacina é recomendada a partir dos 9 meses até adultos e idosos ante de completar 60 anos. Não é recomendável a pessoas com alergia grave a gema de ovo e seus derivados. Para bebês menores de 9 meses e adultos acima dos 59 que residirem ou planejarem viajar a regiões de riscos, os casos deverão ser analisados por médicos, pediatras e/ou profissionais da área da saúde.

A imunização poderá ser feita por meio da Campanha Nacional de Vacinação ou em clínicas particulares. Converse sempre com o pediatra de sua confiança e, se houver manifestação dos sintomas relatados acima, procure um atendimento médico próximo o mais rápido possível.

Dados do Ministério da Saúde apontam que a vacina contra a febre amarela tem eficácia entre 95 a 98%. Em áreas urbanas, o principal transmissor é o Aedes Aegypti. Por isso, lembre-se também de outros modos de prevenção, tal como para os casos de dengue, como evitar água parada em recipientes destampados (com vasos de plantas). Isso ajuda a prevenir seu filho, você, seus familiares e a sociedade como um todo.

Até a próxima!
Dr. Sylvio Renan Monteiro De Barros

 

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Que tal um Natal diferente e incentivar as crianças a doarem brinquedos? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/12/24/que-tal-um-natal-diferente-e-incentivar-as-criancas-a-doarem-brinquedos/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/12/24/que-tal-um-natal-diferente-e-incentivar-as-criancas-a-doarem-brinquedos/#respond Sun, 24 Dec 2017 06:00:09 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=587

(Crédito: iStock)

O Natal é uma data que inspira o melhor em nós e isso deve refletir dos adultos para as crianças. Elas são observadoras e copiam sempre as atitudes de seus pais, avós, cuidadores, professores, enfim, dos adultos. É o momento de estar com a família, com os amigos e reunir todos para compartilhar alegria e amor. Inspirados pelo clima natalino, que tal pais, mães, responsáveis ajudarem seus filhos a entenderem o verdadeiro significado desta data, que vai muito além da troca de presentes?

Algumas dicas podem colaborar para que seus pequenos abracem a empatia, a solidariedade e a doação, tudo tão próprio do Natal:

Gratidão:
Geralmente, as crianças aguardam ansiosamente para escrever cartinhas para o Papai Noel. Aproveite esse momento para provocar nelas a reflexão sobre todas as coisas conquistadas durante o ano. Além disso, ter um lar, uma mesa farta e amigos são coisas boas e saudáveis, que nem todas as crianças no mundo tem. Colocar isso na cartinha irá ajudá-las a compreender seu mundo, seu entorno, sua família, sendo gratas por isso.

Limpeza geral nos brinquedos e roupas:
E se em vez de acumular mais brinquedos e roupas novas você ajudar seu filho a se desapegar daquilo que não usa mais? Complexo? Nem um pouco. Ao contrário do que parece, a criança se interessa por tarefas que misturam brincadeira, prazer e realização. Por isso, ao arrumar as roupas do armário e limpar seus brinquedos, ela poderá se sentir estimulada a pensar no próximo e a doar aquilo que não quer mais (brinquedos) ou que não lhe serve mais (roupas).

Desejos de Natal:
A hora de enfeitar a árvore de Natal e a casa é um dos momentos mais aguardados pelas crianças, porque tudo é preparativo para a grande noite com o bom velhinho! Deixe-as participar! Que tal estimular a criatividade da criançada, pedindo que elas criem seus próprios cartões de Natal? Nos cartões, elas devem escrever seus desejos. Então, caberá aos pais orientar e mostrar os verdadeiros valores natalinos, como o amor e a bondade, ultrapassando os lugares (e desejos) comuns.

É importante incentivar estas atitudes nos pequenos e não só no Natal, mas durante todo ano. Assim, as crianças passam a refletir sobre suas atitudes, a enxergar o outro como alguém especial, se preocupar com o bem-estar dos outros. E tudo isso é educativo e extremamente saudável.

Aproveite o período de festas e férias para doar tempo, escuta, acolhimento, brincadeiras… Um Natal diferente para toda família pode incluir este tipo de doação. Além de compaixão, solidariedade, inclusão… No futuro, você e o mundo agradecerão!

Boas Festas a todos!

Abraços,
Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros

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Colar de âmbar ajuda a aliviar as dores do bebê? http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/colar-de-ambar-ajuda-a-aliviar-as-dores-do-bebe/ http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/colar-de-ambar-ajuda-a-aliviar-as-dores-do-bebe/#respond Sun, 10 Dec 2017 06:10:02 +0000 http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/?p=573

É cada vez mais comum bebês usarem o colar de âmbar para amenizar dores indesejáveis, pois se acredita que as pedras tenham funções analgésicas e anti-inflamatórias naturais, que atuam no alívio das dores – como as conhecidas cólicas que tiram o sono dos pequenos. Mas, será que o uso do objeto tem mesmo fundamento ou é apenas uma moda passageira?

Alguns estudos apontam os benefícios do colar, uma vez que o ácido succínico é liberado minimamente pelas pedras, agindo diretamente no organismo do bebê, estimulando assim o sistema nervoso e contribuindo para a melhora do metabolismo – além de acalmar dores e incômodos na fase do desmame e da dentição.

Ainda não há comprovações científicas que atestem esse parecer, e eu, como pediatra, não descredito a experiência de mães e pais que tiveram bons resultados com práticas naturais de conforto para seus filhos, pelo contrário, a ideia é desenvolver, juntos, a melhor maneira de promover a saúde e o conforto da criança.

Se a intenção é melhorar o metabolismo da criança o mais indicado, sob a linha natural de cuidado, é a alimentação orgânica, balanceada e adequada para o indivíduo em desenvolvimento. Para o comportamento de ansiedade e irritabilidade é sempre coerente analisar, primeiramente, como está o ambiente da criança, porquê de nada adiantará o uso do colar ou colocar música relaxante para dormir se os pais estiverem em desarmonia; é como eu sempre digo, criança vê, criança sente.

Além disso, banhos mornos acompanhados do carinho e companhia dos pais promovem a calma mesmo quando a criança estiver agitada, sendo o melhor remédio e sem risco algum a saúde do pequeno.

Até a próxima,
Dr. Sylvio Renan Monteio de Barros

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